Gustavo

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Desculpa daqui, desculpa alí

In Sem-categoria on Agosto 3, 2008 at 6:42 am

Josimar é um homem rico, um homem de sorte; Seu defeito é se desculpar demais.

 benguela_praia

Josimar nasceu pobre, morava com os pais. Conseguiu um bom emprego depois de cursar a faculdade mas gostava mesmo era de cozinha, aprendeu com a mãe (errando bastante) a preparar uns pratos maravilhosos. Mas eram pratos simples, os pratos de Josimar serviriam muito bem para abastecer um público médio, sem muito interesse em sofisticações. Josimar queria mais, queria servir pratos finos aos clientes. A mãe aconselhou: “Josimar, Rico é pão duro! Se quer fazer dinheiro, sirva o pobretão! Esse sim só é pobre porque tem a mão aberta”. E Josimar não aceitou o conselho: “Desculpa mãe. Mas eu tenho que discordar. O rico não tem com que gastar, se você traz novidade o rico gasta e como gasta”. A mãe não precisava que ele pedisse desculpas, mas a cada visita era um pedido novo, por não seguir os conselhos, chegava a enjoar.

Em casa Josimar percebeu que Indira, sua esposa, estava calada tristonha, ela disfarçou o choro. “Porque ela está desse jeito se não lhe fiz nada?” – Talvez Josimar fosse egoísta demais para compreender que sua esposa tinha uma vida própria, que ela possuia “N” motivos para chorar. Emprego, família, amigos, ou até mesmo uma topada no dedão. Mas ela não quis responder, fez rodeios, e Josimar começou a pensar no pior: “Será que ela se cansou?”. Tentou paparicar Indira, mas não adiantou, ela queria ficar só. Josimar pensou consigo que a vida é assim mesmo, que a gente, mesmo vivendo junto, é indivíduo. Na vida a dois não se pode perder esse lado individual, o maior erro de um casal é tentar se tornar um só. Respeitou a individualidade da esposa, mesmo sentindo-se mal por não saber o que se passava, imaginou que no dia seguinte ela já estaria mais calma para conversar. Mesmo assim Josimar chegou na mulher, quando ela estava num cantinho e disse: “Desculpa meu amor. Desculpa se foi algo que eu fiz”. Ela não disse nada, já tinha parado de chorar, mas o silêncio de sua esposa era um mistério para ele. E assim se sentiu, como um bobo, por não saber. “Desculpa amor”, ele disse, e a mulher já cansada disse “Vê se me erra homem! Não posso nem chorar em paz?”

Josimar desceu do prédio chateado com a grosseria, meio puto porque se não tivesse pedido desculpas nada daquilo teria acontecido.Foi aproveitar a tal da solidão voluntária para incrementar seu trabalho no restaurante e teve a idéia derradeira: “Vou vender escargot! Caramujo, isso sim é comida de Rico”. Encomendou caixas e caixar de um caramujo gigante africano.

Semanas depois o caramujo estava a venda no seu restaurante. Alguns pediram o prato e não aprovaram o paladar. “Desculpe pelo transtorno”, dizia Josimar aos clientes insatisfeitos. Ele soube, um mês depois, que alguns dos clientes costumazes que comeram do escargot estavam de cama com febre, mal estar, falta de apetite, náuseas e vômitos. Um dos clientes, que se alimentou do escargot teve dores de cabeça e ficou louco por três dias, não falava coisa com coisa. Os caramujos africanos são vetores de meningite. Tem que rir pra não chorar, mas Josimar fez questão de pedir desculpas com uma visita pessoal a casa de cada um dos clientes, escreveu uma cartinha bem singela na qual dizia “Os desejos de melhora do chef do restaurante”.  Não passou uma semana e já tinha três processos na justiça contra seu nome e seu restaurante, os clientes, ao receber o pedido de desculpa se deram conta de quem fora o causador da meningite, coisa que não lhes passaria pela cabeça nunca se não tivessem recebido uma visita de retratação.

Josimar, já emputecido com aqueles caramujos nojentos mandou que se jogassem aquelas caixas longe dali. Liberato, um de seus funcinários mais eficazes colocou o lote de caramujos dentro de um caminhão, e com todo cuidado para não tocar na gosma nojenta, soltou todos no meio do mato, longe dalí. “Obrigado Liberato, e desculpa por esse trabalho todo que eu te dei”, disse Josimar. Liberato, percebendo a vulnerabilidade do patrão, com o pedido de desculpas, interpretou a situação como uma fraqueza e pediu uma grana extra pelo trabalho “fora do expediente”.

Um mês depois os caramujos já estavam aos milhares entrando pelas casas. A população de caramujos cresceu de forma exponencial e as casas foram infestadas pela praga, como não havia predador natural no Brasil para os tais caramujos gigantes Africanos, a tendência é que se proliferem melhor do que coelhos, o ambiente é muito propício.

Um mês depois a situação estava fora de controle, a cidade estava infestada pelos caramujos africanos gigantes, havia uma epidemia nacional de meningite. Josimar chamou a imprensa e contou toda a história. No outro dia sai a notícia no jornal “Dono de restaurante brasiliense se desculpa por infestar a cidade de caramujos”.

O linchamento foi marcado, extra oficialmente para as quatro da tarde do dia seguinte. Por sorte um amigo, muito gente boa comunicou Josimar sobre a fúria da população: “O melhor a fazer agora Josimar, é se esconder! Te conheço há muitos anos e sei que você não fez por mal!”. “Desculpe por te colocar nessa situação Nilson”, disse Josimar, mas Nilson não cobrou nada pela ajuda, disse apenas “Às vezes na vida a gente tem que assumir alguns erros calado Josimar. As vezes na vida nem tem erro, mas tem gente que pede desculpa mesmo assim. Josimar, nessa vida de puro acaso a culpa é dividida entre todo mundo junto. Se você quiser aguentar a culpa nas costas você vai ser sempre esse Josimar perseguido, desrespeitado e maltratado. Sei que a tua intenção é boa ao pedir desculpas, mas na modernidade algumas virtudes são vistas como defeitos. É o seu caso Josimar! A sua virtude deixa todo mundo puto! Pare de pedir desculpas!”.

Josimar pediu ajuda ao governo e foi extraditado junto a sua esposa para a cidade município Benguela, no Oeste de Angola. O governo local ordenou que no avião fossem levados todos os caramujos que pudessem ser coletados. A esposa fez a viagem indignada, assim como toda a tripulação, todos com medo da meningite. Quando pousaram no aeroporto de Benguela, um tanto precário, todos ficaram parados olhando para Josimar, um deles apontou o dedo:
“A culpa é tua! A culpa dessa louca viagem é tua!”. Outro disse “Se eu tiver meningite vou mandar costurar seu rabo!”. E até a esposa reclamou “Meu cabelo está um embaraço! Eu nunca vou me acostumar com esse clima da África”

Josimar observava calado, matutou profundamente sobre qual seria a melhor palavra a se dizer quando todo o peso do mundo está sobre as suas costas. Pensou na possibilidade de reconfortar a todos com uma demonstração de amizade, ou com um suborno. Pensou que pedir desculpas talvez fosse uma boa, mesmo que não ajudasse muito. Mas de que adiantaria? Parece que quanto mais se pede desculpas, mais errado se está. Então ele tomou coragem, engoliu uma dose de ar e disse, com atitude de macho:

“FODA-SE TODO MUNDO!”

Ouvi dizer que depois disso, Indira e Josimar tiveram uma vida gostosa morando na beira da praia de Beguela. Nunca mais comeram caramujo. Só quando o orgulho ficava evidente é que Josimar pedia uma desculpazinha bem miúda, só pra não passar batido.

Descarado egotrip

In Sem-categoria on Julho 28, 2008 at 1:24 am

Não é conto, não é ficção, é introspecção

Eu estava dentro de um ônibus ontem a noite, eram dez horas. O ônibus demorou bastante a chegar. Tive tempo de me observar refletido no espelho, como estava pensando, como estava pensando, como minha cabeça estava cheia de coisas, a maioria delas inúteis. Achei que devia me calar um pouco, agir com dignidade e me permitir agir pensando menos. Agir conforme manda a minha espontaneidade, e não medindo cada ação.

 A inspiração ainda não voltou. Os contos ainda não fluem pelos meus dedos, a ficção parece ter me abandonado, mas meus interesses estão vivos. Eu estou vivo, amo o cinema, amo a capoeira, amo escrever e todas as coisas que faço, são minhas paixões, preciso continuar a alimenta-las, minhas paixões me mantem vivo, me sinto mal e vazio quando elas parecem ter se distanciado de mim, mesmo que eu as queira tão perto. Um homem que nasce com uma tarefa nunca será completo enquanto não a exercer.

Me sinto momentaneamente distante de mim mesmo. Que seja uma crise, que depois da crise meus dedos voltem a metralhar meu teclado, que minhas digitais destruam os teclados, lápis e canetas de tanto escrever, que minha mente se exploda de idéias. Que minhas pernas voem no céu e no chão com todas as rasteiras que eu puder traçar, que meus pensamentos explodam em imagens impressas pela luz. Que minhas paixões me mantenham vivo com vontade de sair cedo da cama no dia seguinte. Que meu tempo nunca seja morto.

Vivo das idéias, me alimento das idéias, no dia que pararem de fluir terei morrido para o mundo. Que eu morra antes do fim das idéias, assim espero.

Menos um vivente

In Sem-categoria on Julho 11, 2008 at 10:54 pm

A festa de ciranda não parou depois que Luiz levou uma facada no bucho, ninguém viu, ninguém ouviu

Luiz teve sua atenção atraída pelo nome “Festa de Ciranda” estampada num cartaz do Espaço Cultural de Brasília. Nesta cidade de poucas opções a festa de ciranda é a alternativa extravagante, promessa de diversão. Todos aqueles tambores e todas àquelas pessoas dispostas a pular, à celebrar a vida, a tocar os pandeiros e suar os corpos, festejando na contramão.

 O sonho de Luiz um dia foi fugir de casa para tornar-se perdido mas feliz, sem compromissos em fazer dinheiro trabalhando num escritório tão limpo que enjoa, queria sujar os sapatos nesse mundão tão grande, queria viajar tão longe quanto às estradas permitissem, além das estradas se pudesse. Luiz quis a festa como quem quis um dia uma vida de passarinho. O tempo é quem dá o tempo, e assim esperou pela data, eram dois dias apenas.

Dois dias depois despontou pela porta de entrada da festa com jeito de quem já vai encontrar um lugar para chamar de casa. Gente de todo tipo, de toda a laia e estirpe cantava, bebia, beijava e dançava. Era o som da rabeca e o som dos tambores, eram as vozes populares com sua rouquidão e às vezes até a pura e bela desafinada, a beleza da imperfeição.

Comemoraram de mãos dadas formando uma grande ciranda, trumpetes e batuques, pulistas e saltantes, vivedores. Luiz entrou na roda pegando na mão da morena jambo, uniu-se ao êxtase coletivo serpenteando em ciranda constante. A rabeca comia os ouvidos, aguçava, penetrava, saqueava e bombardeava com esguia agudeza.

Enquanto isso Limeira passava debaixo dos braços dados dos que dançavam na multidão, procurava por um homem de casaco verde com quem tinha umas contas a acertar. O motivo da peleja era grande coisa, envolvia grana, envolvia mulher, envolvia honradez. “Se esse cabra me ver primeiro é ele quem me mata, tenho que ficar bem abaixado no meio dessa gente toda, com o punhal agarrado na mão”, pensava Limeira. Limeira passava por baixo dos braços festejantes, mal o notavam.

Por um azar qualquer, Luiz, pobre coitado, tinha a altura, o peso e a cor do casaco iguais aos do alvo procurado por Limeira para fazer “justiça pessoal”, como ele chamaria. Limeira se aproximou do casaco verde, se tivesse parado para ver o rosto do dono de casaco perceberia que Luiz não era o alvo da peleja, era sim um vivente qualquer no meio de toda a massa brasiliense.

Limeira tirou a faca do cinto e enfiou três vezes no bucho de Luiz, as tripas foram vomitadas da barriga para o chão. Triste de Luiz, triste de Limeira. Quando Luiz soltou um grito abafado pela voz do tambor, Limeira percebeu ter atacado a presa errada. Triste de Limeira, triste de Luiz.

Luiz largou as mãos de seus companheiros cirandeiros, que no calor da dança não o notaram ferido. Ele fechou os braços em torno do ferimento na barriga estancando o sangueiro. Enquanto isso Limeira escapava, largando a faca ensanguentada no chão, parou na barraca e deu uma golada na cachaça, saiu sem pagar, suas mãos com sangue morno, até os pulsos. Desapareceu na pista arrependido de matar o homem errado, decidido a esquecer sua vigança, a deixar de matar qualquer homem por qualquer motivo que fosse, “uma vida não se tira por vontade de outra vida, quem sou eu para tirar um vida? Sou um maldito”, e assim se condenou por toda a vida, nunca mais, dalí em diante, olhou um cristão no fundo dos olhos. Nunca mais, por toda a vida, dormiu tranquilo, durantes as noites suas mãos estavam sempre mornas de sangue de um homem, inocente ou culpado, era sangue de gente…

…e sangue de gente, por gente não se tira.

Luiz a essa altura já estava do outro lado da festa, com o bucho quase todo do lado avesso, deixou um rastro de sangue no caminho por onde passou, foi morrer lá atrás do palco, onde o som do tambor já estava distante, não crepitava na poeira do chão. O coração não seguiu o compasso por muito tempo, aos poucos fraquejou. Parou de bater.

Morreu pensando na viagem que estava prestes a fazer, na terra dos violentos morreu mais um vivente sonhador, de alma um passarinho, pôde finalmente voar.

MOSTRA BRASIL CANDANGO

In Sem-categoria on Junho 13, 2008 at 6:40 am

MOSTRA BRASIL CANDANGO – ANO III

Há exatamente três anos o Distrito Federal ganhava um Projeto Cultural que transformaria os finais de semana de suas Cidades e do Entorno: A Mostra de Cinema Brasil Candango, projeto assinado pelo Instituto Latinoamerica, com o apoio do Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras

Um ônibus, um caminhão, um projetor, cadeiras, som e uma grande tela… receita simples, mas a mistura certa para fazer nascer mais alegria, mais inclusão social, mais sonhos, MAIS CIDADANIA. É o Cinema ao alcance de todos.

Em 2008, a Mostra volta a colocar o pé na estrada levando a sétima arte à comunidades carentes de alternativas culturais. Desta vez, rompendo os limites do DF e alcançando cidades de Goiás e Minas.

Serão 67 exibições em 22 localidades. Os locais serão escolhidos entre escolas, ginásios, praças e logradouros públicos. Espera-se atingir um público superior a 50 mil pessoas. Além disso, serão realizadas oficinas de vídeo, onde estudantes da rede pública produzirão filmes sobre a realidade local os quais serão exibidos na própria comunidade e ofertados para exibição na rede pública de Televisão.

A Mostra Brasil Candango – Ano III começou na Praça dos Estados na Candangolândia -DF, no dia 15 de Maio, sempre iniciando as 19 horas.

programação completa no site:

http://www.mostrabrasil.org.br/

O trivial redime

In Sem-categoria on Maio 28, 2008 at 1:26 pm

A morte de uma mãe, uma família sem rumo

Os três filhos de Neguinho ainda não compreendiam a realidade fatal, o acidente violento do dia anterior levou embora a vida de sua mãe. Viviam perto de Sobradinho em uma casa simples e aconchegante, quadros com fotos penduradas na parede, os cômodos tinham poucos móveis e as panelas eram velhas, mas a vida, apesar de corrida era boa. Apenas um dos filhos frequenta a escola, os outros dois são muito novos. Neguinho, o viúvo, estava calado e sério no funeral ocorrido dentro de casa.

O acidente terrível que matou esmagada a mãe de família, teve consequências políticas, foi o estopim de uma crise maior. A bomba explodiu, 940 veículos de transporte pirata foram apreendidos no Distrito Federal, hoje, em Brasília, cobrar por passagem aos passageiros de qualquer veículo não autorizado para o transporte coletivo é crime. O transporte na cidade era crítico pela quantidade de acidentes, a maior parte deles causados pela truculência dos motoristas de transporte pirata, hoje o transporte é crítico pela falta de transporte público “legal” suficiente para atender a quantidade de gente. O transporte pirata surgiu por pura necessidade, é uma consequência da má administração brasiliense no que se refere ao transporte público.

Durante o velório a tampa do caixão ficou lacrada, Neguinho observou a madeira sem vidrinho, o rosto da esposa havia sido destruído no acidente, só restaram algumas fotos velhas de lembrança. A maior parte da família está no Piauí mas eles fizeram muitos amigos por aqui, havia choro e soluços. Alguém chamou Neguinho lá fora e o consolou “Agora você precisa ter força Neguinho. Fé em Deus e toca a vida pra frente!”. Neguinho confirmou que teria fé e demonstrou até um pouco de ânimo. Foi abraçado com força pelos amigos da água que chegaram num carro grande e barulhento. “Amigos da água” porque Neguinho e seus amigos eram proprietários de caminhões Pipa, faziam entregas para curar a seca de Brasília. Ao menos era a sensação dele “os caminhões pipa servem para curar a seca”. É claro que essa sensação não está tão correta. Os caminhões Pipa tiram água de um lençol freático e abastecem a piscina de algum boa vida, ou o jardim de uma madame, geralmente na margem rica da cidade. Algumas vezes os moradores de alguma região humilde fazem uma vaquinha e chamam um caminhão pipa de 10 mil litros para encher uma série de caixas d´água, “esse é o mais trabalhoso de todos”, pensava Neguinho, “dá um trabalho do cão subir no teto, passar de uma casa pra outra e colocar a mangueira pra encher as caixas d´agua. E gasta mais diesel, porque precisa ligar a bomba para á água ter força pra subir”.

Abraçado com os amigos, fizeram uma oração cristã todos juntos. Neguinho e sua esposa frequentavam a Igreja Universal do Reino de Deus nos domingos de noite. Os filhos iam junto. “Era sempre uma lavagem na alma”, acreditavam todos da família. Na igreja um funcionário “de Deus” punha as mãos sobre a cabeça dos fiéis mais sucetíveis a dominação psicológica e começava a balançar a sua cabeça descontroladamente, enquanto isso um pastor Charlatão gritava e lamuriáva-se do alto do palco, fazendo preces, amaldiçoando o pobre diabo que sempre leva a culpa dos nossos delitos. Aquela zona “celestial” causa uma confusão na cabeça de alguns fieis, eles entram em transe e o coletivo se impressiona com a experiência miraculosa. Era assim todos os domingos, e às vezes às quartas e nas sextas.

“O acidente foi tão feio”, alguém comentou durante o velório. Tiveram cuidado para que nenhum dos filhos ouvisse, “a lotação corria a toda velocidade e quando fez uma curva virou para o lado esquerdo e foi caindo de ladinho. Ela (a esposa de neguinho) se desesperou e tentou pular pela janela, metado do corpo ficou para fora, ela ficou prensada entre a van e o asfalto. A coitada morreu na hora”. Formou-se uma pequena multidão de curiosos em torno dos detalhes do acidente, algum curioso perguntou “será que ela sofreu muito?”, as pessoas queriam saber, “Não. Ela morreu na hora”, disse o mais sabido. Havia uma macha de sangue evidente no aslfato negro. Quando Neguinho se aproximou eles mudaram de assunto em um gesto de respeito. Alguém que estava quieto começou a chorar de verdade.

As crianças ainda não entendiam nada daquilo muito bem. O filho mais novo quis jogar bola mas o vizinho da casa ao lado não permitiu, é da nossa cultura não permitir nenhum sinal de felicidade enquanto se dá o rito da morte.

Neguinho acordou no dia seguinte e não encontrou a esposa. Na cozinha a louça estava suja. Os cachorros não estavam alimentados. As crianças dormiam. As janelas fechadas.

Neguinho vendeu o caminhão para um colega de profissão, a casa e as poucas coisas que tinha além disso e partiu para o Piauí, não se teve mais notícias dele por aqui. Na cidade cada peça tem sua função, o caminhão Pipa, do colega de Neguinho, se encarregou do trabalho de lavar a mancha do asfalto, despiu a rua de seu traje vermelho.

A igreja universal perdeu alguns membros, os ricos e classe-média perderam um serviçal, o trânsito perdeu uma passageira e a família perdeu uma mãe e uma esposa.

Amém.

Mulheres pagãs e a poesia

In Sem-categoria on Abril 27, 2008 at 3:38 pm


Um curta metragem essencialmente feminino e extremamente sensual, “Copo de Leite” é um poema visual. Flerta com o paganismo Celta com seus ritos realizados ao ar livre. São três mulheres conectadas pela música, pela água do mar, pela água doce e por um copo de leite. Todas se banham e se satisfazem dessa forma. O som do mar e da flauta, junto aos pensamentos inquietos são constantes, embrenhando-se aos ruídos urbanos, as três mulheres, em sua solidão, estão conectadas.

“O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em sí não existe”

COPO DE LEITE
Direção: William Cubits Capela
Elenco Hermila Guedes, Karen Black, Keira Myiata

Produção Sergio Oliveira, Elaine Olinda Soares Fotografia Jane Malaquias, Pedro Urano Roteiro Jura Direção de Arte Renata Pinheiro Montagem Karen Barros Música Bernardo Vieira Trilha Sonora Bernardo Vieira, Erasto Vasconcelos

ASSISTA O CURTA:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=2617#

Amiga dos EUA

In Sem-categoria on Março 12, 2008 at 6:20 pm

Uma amiga de internet com quem converso me pediu uma descrição
Escrevo em português, mas não respeito a gramática
Moro com meus pais, mas gosto mesmo é de morar só
Leve inclinação anarquista, mas tenho personalidade autoritária
Eu tenho 26, mas todo mundo acha que tenho 20.
Morei lá no Paraná, em Curitiba, por um ano, depois morei em São Paulo mais um ano, mas sou Brasiliense mesmo.
1,83m
Moreno claro, se eu ficar nú na frente de um papel pardo, fico camuflado.
Tambem queria saber de música, mas não sei, até toco um pandeiro e finjo que toco gaita, mas não engano muita gente.
Não sou pai. Rss Sou solteiro de nascença.
Também gosto de sol, mas nesse exato momento que estou te escrevendo o céu tá cinza, chovendo um pouquinho e meus pés estão molhados.

O sapo não lava o pé

In Sem-categoria on Fevereiro 14, 2008 at 3:50 pm

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé


Nunca entendi muito bem essa música.
Se o sapo mora na lagoa, mesmo que ele não lave o pé, quando ele cai na lagoa ele dá uma boa molhada no pé, é quase como lavar.
Fora isso, é impossível que um sapo tenha chulé, sapo não usa sapato.

MOMENTU

In Sem-categoria on Janeiro 12, 2008 at 6:18 pm

Eu sou daqueles que pára quieto, pareço distante
O que eu to fazendo é observar o contexto, entender a situação como um todo. Eu sinto o cheiro, observo as roupas, as relações humanas, as expressões, procuro encontrar e decifrar os aspectos que compõem o MOMENTUM, decupando-os mentalmente num embaralhado sistema de edição mental analisando a possibilidade de uma remontagem, de uma manipulação, de uma reconstrução, de uma dramaturgia inserida, ou apenas de uma reprodução quase fotográfica, jornalistica, daquele instante embaralhado no tempo. Uma recontextualização das diversas partes reunidas na ordem que eu escolherei.

O MOMENTUM reorganizado é escrito, filmado, desenhado, falado e assim é expressa a sua essência. Por mais que a sequência esteja alterada, seja na ordem cronológica, na direção dos olhares, na percepção dos sentimentos ou no drama humano em sí, ainda assim é uma sequência, uma nova sequência equivalente ao momento vivido, a vida esculpida.

E assim eu passo os meus dias, reconstruindo a vida, alimentando a alma.

Festival Cultura Inglesa

In Sem-categoria on Dezembro 19, 2007 at 5:39 pm


Hoje eu tomo a liberdade de postar esta notícia porque meu projeto de curta-metragem acaba de ser selecionado para o Festival Cultura Inglesa. O filme se chama “Superpoderes”, é inspirado em um conto de H.G. Wells, e receberá verba para ser realizado no início de 2008 :-)
Notre vie, le cinéma!

1° Promoção Curta Blog – Ganhador

In Sem-categoria on Dezembro 4, 2007 at 12:35 am


O ganhador da promoção Curta Blog foi Finito Carneiro, ele tem 25 anos e é morador Maringá-PR. Finito ganhou um dvd lacrado do filme Trainspotting- 1996- danny boyle, pelo argumento enviado a promoção IDIOTIA CURTA BLOG. A idéia era saber quem seria capaz de criar o argumento mais idiota para um filme e Finito foi o campeão. Parabéns Finito, sua capacidade lhe foi útil pelo menos uma vez!

A seguir o argumento idiota de Finito Carneiro
PENSE ESDRÚXULO

A repórter aponta para a multidão em frente à fábrica e diz, olhando para a câmera:
- Olha lá! Todos querem ver o mais novo empresário de sucesso do ramo de saias.
Ela puxa uma simples transeunte que está correndo e esfrega o microfone na fuça da mocinha bonita:
- Ei, por que você gosta tanto do empresário de sucesso Carlos Mabuto?
- Por causa das saias que ele inventou. São sensacionais!
- As saias Shiva?
- Isso mesmo! Eu tenho uma saia Shiva aqui!
A moça tira a saia e abana para a câmera. Todos os rapazes pulam em cima da moça.
A repórter olha novamente para a câmera e grita desesperadamente:
- Olha lá! O helicóptero do super empresário Carlos Mabuto chegando! Vamos lá!
A moça sai correndo atropelando a multidão. Ao chegar perto do empresário, ela esfrega o microfone na fuça do cara:
- Carlos Mabuto, o famoso mega-empresário! Por favor, diga-nos, qual é o segredo do sucesso das saia Shiva? Ou melhor, por que esse nome?
- A idéia apareceu da maneira mais esdrúxula possível. É isso que temos que fazer: Pensar esdrúxulo.
- E o nome “Saia Shiva”, de onde veio?
Flashback.
Cozinha de uma casa. Um garoto brinca alegremente com uma cadelinha enquanto toma o café da manhã. A mãe do garoto chega e, vendo aquela cena, grita para a cadelinha:
- Saia! Pra fora! Saia Shiva!
Volta à cena do empresário.
- Foi assim que aconteceu. Por isso eu sempre digo: Pense esdrúxulo!

FIM

A rabeca triste do véio sem perna

In Sem-categoria on Dezembro 2, 2007 at 10:23 pm

Um velho triste sem perna toca rabeca na varanda, olhando a meninada, vendo a vida passar

A Rabeca véia triste arranha o choro de amor
Rabeca desvairada, sem esmalte, traz-lhe dor
Oh meu deus do ceú, faça logo o sol se pôr
pra mó de ter comigo no belo reino do senhor
Desafinada vida, pernas cansada, som sem cor
tá na hora do velhinho aposentar e descansar
Santa Gema, santa boa, vai protegê a criançada
Menino orfãozinho não tem mais mãe para cuidar
Não pode correr descalço para não se machucar
e o velho manco triste rabequeia ao som do ar
e o velho triste manco esperando o trem chegar

Bons tempos em Sampa

In Sem-categoria on Novembro 25, 2007 at 4:40 pm

São Paulo era uma cidade assustadora e ao mesmo tempo maravilhosa.
As vezes eu acordava mal, com preguiça de sair da cama, enquanto isso o dia estava comendo lá fora. As pessoas não paravam.
Sempre que podia, nos domingos, eu acordava cedo, visitava a feira de antiguidades, ficava impressionado com os objetos que eu não podia comprar, ficava desejando para mim uma daquelas câmeras de filme Super 8 por R$120,00 que eu não tinha no bolso. E depois ia passear na Paulista, sempre tinha alguma coisa por lá.
Nos dias de semana era a Academia de Cinema, onde eu estudava, Centro Cultural Vergueiro, onde eu lia, assistia e me divertia, e as ruas de SP.
As ruas de SP são repletas de todo tipo de acontecimentos, há vida borbulhando, você sente a respiração da cidade, apesar da impossibilidade causada pela poluição.
Sinto saudades, este video é de um dos dias bons e dispostos, de quando gravávmos nosso longa metragem “Todos os dias”, que hoje está em vias de finalização.

EGOTRIP EM HIGIENÓPOLIS

In Sem-categoria on Novembro 11, 2007 at 4:20 pm

Divertido exemplo de criacionismo


O raciocínio cristão enxerga o mundo com olhos caricatos…
Leia o resto dessa história aqui:
http://www.evo.bio.br/LAYOUT/CriaExemplo.html

A idéia é criar uma série de youtube onde um dos personagens é um crente. E ele contesta todas informações, por mais sensatas que elas sejam, com argumentos tipicamente “crentes”. E tampa os ouvidos quando vê que não tem razão.

Dá uma série de temas

crente x ciência
crente x rpg
crente x sexo
crente x diversão
crente x mundo

Os crentes são figuras engraçadas. Mas ao mesmo tempo que são engraçados, tornam-se perigosos, pois sua falta de bom senso as vezes é compartilhada por uma maioria tremenda. E se vivemos numa democracia, os crentes facilmente podem vencer qualquer debate, não por boa argumentação, mas apenas pelo fato de serem a maioria.

Culinária Mentecapta

In Sem-categoria on Novembro 11, 2007 at 3:56 pm

Tu já cagou lumbriga?

Lá no norte fazem um buraco no tamburete e a criança senta pra cagar as lombrigas

Lombrigas e leite de pênis, que bela mistura.

Seria macarrão ao creme de leite.

Mas quem comeria? Em que restaurante serviriam ?

O povo do nordeste come!

Preconceito!

Claro que não. É a realidade. Eles amam comer verme do mar!

Porque não o povo do Lago Sul? Eles são finos! São a Avant Garde da culinária

Porque o povo do bairro fino eu não conheço, o povo do nordeste eu conheço.

1° Promoção do Curtablog

In Sem-categoria on Novembro 4, 2007 at 2:47 am

CONCURSO IDIOTIA:
Crie o filme mais idiota


* Crie e envie um argumento idiota para um filme,coloque seu nome completo e idade.
* O Argumento deve contar resumidamente a história do início ao fim, abusando dos níveis de idiotice aceitáveis tolerados pela sociedade
* O argumento deve ter no máximo uma lauda de word ( Times new roman 12 )
* Aqueles idiotas o suficientes para enviarem seus argumentos, correrão o risco de terem sua idéia filmada, passando a vergonha de ter seu nome creditado no filme
* O ARGUMENTO TEM QUE SER ORIGINAL e pode ser sobre qualquer gênero.
* O argumento idiota escolhido será postado nesse blog.

Um júri(colaboradores do blog)seleciona o argumento mais idiota para um filme.

O escolhido ganha um dvd lacrado do filme Trainspotting- 1996- danny boyle

Email para o envio do argumento até dia 25/11 - Resultado dia 30/11.

rodrigohuagha@gmail.com

Exemplo de uma argumento bem idiota para um filme:
Erin (Demi Moore) perde o emprego de secretária no FBI por causa do marido, um pequeno golpista. Por não ter emprego, perde a custódia da filha. Começa a trabalhar como stripper e se vê às voltas com o ex-marido trapalhão, um congressista tarado e um detetive que quer ajudá-la.O importante é que a Demi Moore tire a roupa,esse é o argumento principal do filme,o resto é desculpa, só para o filme ser feito.

Participem e Divulguem

Esperamos pela sua idiotia

Betinho Sanatório responde

In Sem-categoria on Outubro 23, 2007 at 2:55 pm

Me perguntaram se era melhor morar em casa ou em apartamento

Prefiro morar em apartamento.
Em casa os indices de acidente domésticos que levam a morte são de 77% enquanto os acidentes domésticos em apartamento são de apenas 36%.
Isso quer dizer que você tem muito mais segurança em um apartamento.
Fora isso, numa casa é muito mais fácil que um assaltante pule seu muro e te mate dentro de casa, enquanto num apartamento isso só acontece se o assaltante for um alpinista equipado.
E também tem o fato de que muitos prédios tem porteiros e impedem a entrada de marginais e vendedores, nas casas o vendedor vai direto na sua porta e pode ser na verdade um assassino, e aí ele pode entrar na sua casa com uma faca, algemar toda sua família, estuprar sua irmã e depois cortar o pescoço de todos, deixando você por último para que sofra mais do que todos, depois ele começa a fazer vários cortes pelo seu corpo e deixa você sangrando até morrer, mas é claro que ele vai querer aproveitar pra faze-lo sofrer mais ainda e jogará sal nas suas feridas e quando você estiver gritando ele jogará alcool sobre o seu corpo e você gritará de dor e depois ele ateará fogo em você e toda sua casa será incendiada, ele irá embora levando o videocassete, porque na casa dele ninguém gosta de DVD, porque lá o pessoal é old school.
Por isso que eu prefiro morar em apartamento mesmo. É mais seguro. Só que é bom botar grades nas janelas porque senão o seu filho pode inventar de subir no parapeito, e aí ele pode cair lá embaixo e se espatifar no chão e um carro passará em alta velocidade em cima dele, o sangue do seu filho fará o carro perder o controle e deslizará na pista causando um acidente tremendo, as explosões dos carros matarão dezenas de pessoas e será preciso chamar os bombeiros e a polícia para socorrerem as pessoas que ficaram apenas queimadas, pois os mortos estarão carbonizados e será impossível detecta-los.
Na verdade eu prefiro morar aqui, na minha cela de hospício, aqui é bem mais seguro.

O acordeão de mamãe

In Sem-categoria on Outubro 20, 2007 at 9:33 pm

“Até que hoje não demorou muito”,
…eu disse à mamãe no dia que ela saiu da quitanda antes do sol se pôr. Ela estava cabisbaixa, um homem saiu, arrumou o cabelo e acenou de longe para mamãe, ela não acenou de volta, “Vamos filho” disse. O tempo ameaçou chover, mas a chuva braba só começa amanhã, hoje a pinguela está fraca. Mamãe me deu a mão. Atravessamos a rua e subimos pra casa. Tomamos o café tedioso de todas as tardes. Desde que papai morreu que era assim. Durante a noite mamãe pegava o Acordeão e sibilava os mesmos acordes que usava para acalmar papai da doença dos nervos que ele tinha. Na época, todos nos acalmávamos, papai dormia, eu dormia e mamãe tomava um copo de leite antes de se deitar.

Quando mamãe passou a receber visitas no final do expediente ela quebrou o compromisso sagrado que tinha comigo e com papai, o de nos tranqüilizar. A quitanda não gerava lá muito dinheiro, e os homens que visitavam mamãe depois do expediente, sempre deixavam algo em torno de cinqüenta reais, que nos ajudavam nas despesas. E todo os dias depois da jornada dupla, ela tocava a mesma canção, por vezes emendava em outras melodias, mas sempre começava com a mesma música. Quando começaram os dias chuvosos, mamãe me comprou um guarda chuva, para que eu esperasse do lado de fora da quitanda enquanto ela atendia o cliente.

Um dia mamãe chorou sobre a mesa de jantar, sem nenhum motivo aparente. Eu nunca contei nada para ela, mas sempre que começava com aquele acordeão eu me trancava no quarto e tampava os ouvidos com o travesseiro. Não deixei cartas, não deixei nenhuma explicação, mas os arpejos de mamãe me levaram ao suicídio.

Efêmera e ilustre narrativa

In Sem-categoria on Outubro 18, 2007 at 10:52 pm

Querem saber como conhecí a revista Piauí? Claro que não, mas vou contar

Eu fui jogar basquete na faculdade aqui perto de casa e quando acabei o jogo tomei uma água e veio um sujeito conversador cheio de perguntas. Era gente boa, falava muito mas tinha um tremendo mau hálito. Ele falava perto do rosto, como ninguém faz, um “close talker”, além disso, acho que ele não tinha nenhum senso de percepção alheia pois para evitar o mau hálito do sujeito eu dava passos para trás e a cada passo que eu dava para trás ele avançava um. Ele queria ser bem ouvido, e pelo jeito cheirado também. Quando eu me ví já tinha cruzado uma distância de dez metros, a conversa foi longa e tive chance de dar muitos passos para trás e ele de proseguir um para frente.
O sujeito contava sobre a experiência dele tentanto converter um cálculo truncado como se isso fosse um filme de ação, percebendo que essa conversa iria longe eu me virei de costas e corrí, corrí o máximo que pude. Ele era um sujeito tão sem noção que eu não me importei com o que ele ia achar da minha reação. Enquanto corria eu pensava “Porque as pessoas com mau hálito falam de frente?”
Foi quando me deparei com a banca de revistas do posto de gasolina, já fora da faculdade. Como eu teria que pegar o ônibus de volta para casa comprei a primeira revista interessante que eu ví. Admito que escolhí a Piauí só por causa de sua capa chamativa, um Bart Simpson na camisa de um Che Guevara, dois personagens mitológicos da era pop, me lembrei, por algum motivo, a revista MAD por vários motivos. Primeiro por causa do tamanho diferenciado, a MAD era menor, mas tinha um tamanho diferenciado, o papel da Piauí é melhor do que o papel da MAD mas tem uma textura quase semelhante àquele papel higiênico no qual eu era viciado e de onde tirei todas as lições do meu humor babaca e por último a revista era repleta de textos com títulos estranhos, diferentes, ilustrações de artistas diversos. Pensei “esta aqui deve ser uma MAD para adultos”, é óbvio que depois de lê-la percebí a genialidade distinta das duas revistas, mas assim como com a MAD, nunca mais parei de ler.

O virgem Vitinho

In Sem-categoria on Outubro 11, 2007 at 10:39 pm

Vitinho vai transar pela primeira vez
A garota? Sua vizinha da casa ao lado voltou de uma longa viagem a Londres. Dizem por aí que ela voltou com as pernas fumegantes.
Carol deixou explícito de forma bem didática que queria “fazer amor” com Vitinho. Depois de um ano de viagem, disse Carol, “você parece mais moço, não tem mais espinhas, já é um homenzinho”. Apesar de ser fã de JackAss e Linking Park, Vitinho aceitou o desafio.

Raciocinem comigo, para um garoto de desesseis anos esse é um elogio e tanto. A razão da ausência de espinhas é que a mãe de Vitinho o obrigou a comer diariamente uma receita milagrosa para nutrição. Vitinho continua pele e osso, mas perdeu as espinhas. As meninas agora o acham “fofo”.

Vitinho conhecia a moça da farmácia. Carol só transava de camisinha, aprendeu com algum inglês: “Don´t believe even in a virgin”, isso é o que ela lembra, apesar do mau inglês, que aprendeu aos trancos e barrancos, paus e sopapos.

Vitinho conhece a moça da farmácia. Precisaria de comprar camisinha na rodoviária. Imagine só o vexame de pedir uma camisinha a farmaceutica. Ele pegou o ônibus até a rodoviária, lá ninguém o reconheceria. Percorreu a farmácia, encontrou as benditas camisinhas. Eram muitas. Qual seria o modelo mais apropriado para um virgem? Ele pensou. Eram tantos sabores, mas o pensamento dele não estava em comer a Carolzinha, com aquelas pernas brasileiramente envolventes que ela tem, e sim em não ser visto portanto uma camisinha.

Cabisbaixo escolheu o modelo genérico; na dúvida fique com o seguro. A moça do caixa olhou para ele. Se fosse experiente, Vitinho perguntaria: “Tem como testar com você primeiro?” mas apesar do decote sobressaltado a moça parecia por demais ameaçadora. Ereção sobre o balcão, vergonha dupla para Vitinho.

Saiu da farmácia, no meio de tanta gente desconhecida passou suado com a camisinha guardada dentro de uma sacola plástica da farmácia enfiada no bolso.

Chegando em casa desfrutou Carol por quinze segundos. A penetração, conseguida depois de muitas tentativas e erros, mostrou-se tão maravilhosa quanto adentrar no reino dos céus num escorregador forrado de veludo.

No dia seguinte a mãe de Vitinho achou o pacote de camisinha aberto debaixo da cama. Ela reclamou, mas Vitinho nem se importou.
Ele não era mais virgem.

O nome dela é Betty Davis e ela não ama ninguém

In Sem-categoria on Setembro 26, 2007 at 3:02 am

Algumas mulheres não sabem do que se trata mas a Betty sabe muito bem! Ela não tem sentimentos, mas tem umas pernas maravilhosas.

Quando se fala em Betty Davis, todo mundo lembra da Bette Davis, aquela branquela azeda e blasê que fez sucesso na década de trinta. A década da Betty foi 70. Eles dizem que ela era diferente!

Eu cheguei correndo na rua brilhante de Los Angeles, o sol tingia de manhã amarelada o asfalto reflexivo e minha calça boca de sino se iluminava por dentro! Era manhã mas o grito rasgado ainda se esticava dentro daquele pub escuro! Era a Betty, todo mundo queria a Betty. Ela era minha… nos meus sonhos.

Aquela voz arranhada gritava
HEY HEY HEY
Betty Davis era a concretização do Funk! Ela não ama ninguém! Hey Hey Hey! Nem eu! Só ela que eu amo! Hey Hey Hey! Ela tem o groove, ela sabe levantar aquelas pernas gostosas vestida num pijama. Nada fica ridículo na Betty!

E então se acalma. O baixo circunda em ondas permanentes e ela agudeia as tonalidades maravilhosas que escorrem em cachoeira de sua garganta incrivelmente sensual. Tudo que eu queria era um beijo da Betty, mas se eu tivesse um beijo dela meus sonhos logo sairiam do chão para um patamar mais considerável. Sabe aquele negócio né? O homem nunca tá contente com o que tem? Aya Aya Aya Eu gosto de mulher que geme, e ninguém sabe gemer melhor do que você Betty!

Ela olha para a plateia e faz todos sentirem-se desejados, enciumados pela obrigação de compartilhar aquela mulher, aquele monumento de pernas e blackpower sobre o palco. A verdade é que ela tem o magnetismo de nos dizer, todos você me querem, podem ter a minha voz mas não a mim! E ela nos trata com desprezo. Eu sonho com você Betty, cantando no meu ouvido. Saí daquela festa de gente descolada pra descer os undergrounds de Los Angeles e te descobrir aqui.

Diga a eles que você me quer Betty!? Estou falando contigo, nasty girl! Você tá cantando pra quem? Diz que é pra mim, sua … bruxa malvada.

O MAM é um viado velho e afetado

In Sem-categoria on Setembro 9, 2007 at 1:55 am

Recuso o convite! É o que tenho a dizer a estes jovens arrogantes, nascidos depois da ditadura que já se crêem os donos do mundo. E não me acusem de conservador, neste mesmo relato descobrirão que conservador é algo que não sou.
Demorou tanto pra ficar pronto e vejam que fracasso. Preferia que caísse aos pedaços, este museu, assim como eu. São 87 primaveras que completo na semana que vem, nem estou doente e já me prestam homenagem. Querem me imortalizar criando uma cópia idêntica da minha pessoa feita em cera. Mórbido é pouco.
Terminaram as reformas no museu. Os admiradores propuseram uma reforma no meu corpo também. Estes artistas da carne fazem milagres com um bisturi. São mais ousados do que os arquitetos, artistas do concreto. Não vai demorar para que incluam a cirurgia plástica como a décima arte.
Quando o Museu de Arte Moderna foi fundado eu tinha vinte anos. O edifício era um bebê como eu. Não conhecíamos nossas vocações. O Museu, por culpa dos ricos empresários, deixou sua vocação de museu para se tornar uma casa de shows! Um espetáculo constante. É como dizem: “Os tempos mudaram. Agora as coisas são diferentes!”. O que vos digo é “sim, os tempos mudaram, meus jovens, mas a essência permanece “. Um homem sempre será um homem, um museu sempre será um museu. As cascas mudam, a alma permanece. Os jovens não entendem nada sobre essência. Não tem conteúdo nem senso de estética. Estão fascinados por cascas e são ocos.
Eu nunca aceitaria o implante de silicone a que me propuseram. Não posaria nunca na frente de um museu falido, de gestores tortos. Os jornais anunciavam: “O convite para virar estátua no Madame Tussauds lhe chegou em boa hora”, referindo-se a mim, mas eu não tenho interesse em virar uma múmia de cera. Me pergunto se a Dercy terá aceitado o convite. Eu me recuso. Tenho meu orgulho a preservar. Um travesti velho como eu, não cairia bem. Imagine! Ganhar um par de tetas como presente de aniversário e virar memória em frente a um museu, corrompido pela juventude. Não sou dinossauro! Antes fálico do que falido. Não obrigado. Prefiro ficar de acordo com o projeto original. Bem diferente do MAM. Muita praticidade, pouca leveza.
***
Por questões financeiras, dois meses depois aceitei o convite. Me tornei um viado de cera na vitrina do museu falido, ao lado de Dercy Gonçalves. Ostentávamos um busto de 90 centímetros.

I wish my time was mine

In Sem-categoria on Setembro 6, 2007 at 1:55 am

A sensação é de impotência. Tenho tantos compromissos e parece que todos eles estão destruindo o que eu chamo de: O meu direito ao tempo.
O tempo é escasso para tudo e o que me parece não é suficiente para completar todas as tarefas perfeitamente.
Minhas idéias para escrever estão secas, a mente está árida.

O Idoso, alegorista de blogueiro

In Sem-categoria on Agosto 17, 2007 at 5:01 pm

Bateram três vezes na portinhola da velha casa de madeira Curitibana de um idoso solitário. Eu atendi a porta. Deixei que entrasse.

Oferecí chá, tenho diversos sabores, pois moro perto de uma fábrica de chá, também moro perto de uma cervejaria, mas confesso que prefiro os destilados caseiros e as ervas colhidas do meu quintal, preparei um chá de erva cidreira e oferecí uma cadeira, a visita que sentasse.

Sente e beba um pouco de chá. Tenho algumas histórias a contar, a primeira é sobre um antigo amor. E me ponho a lembrar das aventuras eróticas que tive com aquela moça de sotaque tão especial, uma cintura incomparável e os olhinhos redondos. Redondos de bolinha de gude.

“Sumiste, Pernambucana.
Fugiste de mim.”

Mas não vá embora, espere. O chá acabou, mas restam alguns biscoitos. Aceita uma refeição? Veja, as horas passam rápido com esses casos de amor, é um enfado ao coração. Vamos falar de outra coisa? Sei que estou velho, mas a morte me espera, não preciso falar dela, é subentendido.

Lembro de uma pescaria, eu nem sabia pescar pra falar a verdade. Eu de calções compridos numa fazenda, sem camisa, esperando paciente sobre o sol para que aquele peixe enorme mordesse a isca, quando mordeu levou a vara consigo, quis escapar. Não, eu não deixaria. Pulei de bota e tudo, fui pra dentro da água e meus calções escaparam. Saí do lago, pelado. Todos rindo, mas o peixe estava comigo, pescara na marra a melhor refeição que já comi. Satisfiz o desejo memorial e primitivo de jantar da própria caça.

Espere, não vá embora, ainda restam cervejas na geladeira. Não vá, é muito para que eu beba sozinho. Prometo não te entediar com mais histórias chatas, conte algumas das suas.

Sim. Eu entendo, você está na época de viver e não de contar, nem muito menos de ouvir.
Tudo bem, vá e volte quando puder, e comente se lhe aprovier.

Homicida é!

In Sem-categoria on Agosto 15, 2007 at 4:28 am

“Se lhe ferir com uma pedrada, de que possa morrer, e morrer, homicida é”
Números 35:17

“Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.”
João 3:15

No radio, Gufo conversa com seu colega de frequência, Rato.

RATO: Oh elegante! Porque você quer fazer isso?
GUFO: Porque sim!
RATO: É uma loucura, piração! Pra que essa vingança?
GUFO: Já que ninguém faz nada, eu me encarrego de fazer alguma coisa.
RATO: E o que você vai fazer então?
GUFO: Ele não é filho de Deus. Eu vou punir o sujeito pelo que ele fez. E vai ter sangue!
RATO: Como assim cara? A própria Bíblia diz: Não matarás. Você ta falando de Deus, mas você quer matar o cara! Que piração!
GUFO: A mesma Bíblia que diz isso, um capítulo a frente diz o seguinte em Êxodo 21:12 “Quem ferir a outro e causar a sua morte será morto.” Em Gênesis capítulo 9 versículo 6 está escrito “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem terá seu sangue derramado”. E por fim, em Salmos 58:10 “O Justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio”
RATO: Nossa Gufo! Eu to surpreso contigo! É sério! Eu não sabia que você era um desses… Desses evangélicos fanáticos. Sério mesmo. Não fazia idéia!
GUFO: Mas eu não sou evangélico. Graças a Deus, eu não sou.
RATO: Então o que você é? Porra! Você é mais psicopata que esse cara! Sério mesmo!
GUFO: Eu sou Cristão sem religião. Eu ando ao lado de Jesus Cristo. E todos os dias eu oro para ele e peço que me proteja dos seus próprios seguidores.
RATO: To de cara contigo, oh Elegante! Essas coisas que tu diz, são meio malucas mas fazem sentido. Só quero saber uma coisa de tu. Você tá ciente de que se você matar o sujeito, você vai se tornar um assassino também né? Um homicida!

Gufo se cala. Quinze segundos se passam de um conturbado silêncio interno.

GUFO: Eu sei disso.
RATO: Ah bem! Eu só queria saber se você estava sendo sincero consigo. Tá bem então oh elegante! Eu topo te ajudar a caçar esse cara. É só marcar a data e a hora. Preciso sair agora. Volto mais tarde.

Rato desliga.
Gufo fica calado de frente para o rádio. Pensativo.
Desliga o rádio.

Fecha no Black / Corte Seco

Ephémeros Gerundiu e a Rabeca do tempo

In Sem-categoria on Agosto 14, 2007 at 3:40 am

Estamos indo bem, estamos tendo fé.
Disse a fada Ephémeros ao Duende Gerundiu, que acariciava sua Rabeca, com pelos da crina de cavalo.

Adultos, tão coitados, que não crêem na própria fé. “Será existe um Deus?” – se perguntam. A pergunta por sí, só de perguntar, já se nega. Da barriga da interrogação a dúvida nasceu para rabiscar as mentes infantis. Dos rabiscos formaram-se dúvidas. Aquela doce vontade de viver apenas, sem nada entender, foi-se embora. Esmaeceu.

Ouça o vibrar,
a música no ar,
nem precisa acreditar

Para pleno estar no tempo há de se encontrar, imerso em suas cordas, permitir-se comover. Vibrantes são os graves e tão quanto os agudos, entrelaçam-se às entranhas, e juntas tangem uma canção.

Não há pestana
Enquanto há trova
Que permita se fechar

Ephémeros, a cortês fada, de corpo fino e aura amável, não dura mais do que um momento, de bonita que é. Como bolha de sabão. É assim o amor, o amor é sempre assim, dura pouco, empalidece. Até se omite, mas não se esquece.

Pestaneja com Morfeu
Não se deixa olvidar
Essa dor que tem em tí

Gerundiu, o Duende, vive aqui e agora, nunca antes ou depois, desafia a certeza de que um e um dois são. O presente é sua casa, não tem sonhos para amanhã, nem saudades de yesterday.

Toca toca a rabequinha
Com saudades de quem ama
Faz vibrar esta cordinha

Fadas e Duendes vivem anônimos e alheios à concretude dos que pisam no chão. A Vila dos sonhadores, sim é lá que vivem, foi lá que eu fui, e não faz muito, foi dias atrás, mas quando pra trás ficou, esquecí.

A rabeca arrisca um ré
Velho tempo, músico nato
Só crianças ouvem a fé.

Vila dos Sonhadores

In Sem-categoria on Julho 31, 2007 at 4:10 am

Não chegamos a ser tantos, não chegamos sequer aos quatrocentos, mas unidos, sonhando, somos no mínimo um exército e com nossos pensamentos podemos remover montanhas imaginárias, desbloquear barreiras e tecer laços invisíveis, como aranhas em busca de um novo caminho em direção ao outro.
Podemos não ser muitos, mas o que somos já basta, porque somos suficientes.

Receita de Hermes Trismegisto

In Sem-categoria on Julho 23, 2007 at 5:08 pm

Esta receita
Hermes Trismegisto trouxe ao conhecimento da humanidade certos princípios que regem a natureza íntima do nosso mundo. E a mim, ele ensinou a receita do vigor. Uma mistura de frutas e componentes que trazem vigor e sabedoria àquele que a tomar.

Enquanto tocava uns intrumento que ele próprio havia inventado, eu escutava atentamente suas lições em forma de canção. O seu instrumento era feitos de cacos de tartaruga usando como cordas, tripas de vacas. (Vacas roubadas de Apolo).

Começou a cantarolar a canção, que era a receita que eu estava destinado a preparar. Com papel e caneta pude anotar algumas partes da receita:

Três colheres da farinha lactea mais pura e peneirada
Um copo do leite doado espontaneamente de uma vaca gentil
Dois morangos vigorosos de tamanho respeitável
Metade de uma maçã vermelha lustrosa cortada com faca de lâmina afiada
Duas fartas colheres de mel colhidas sob supervisão de abelhas atenciosas (ou Karo)

Bata tudo no liquidificador
Agora é só beber e aproveitar do vigor do qual seu corpo será tomado.

Obrigado Hermes Trismegisto, por uma pequena parcela das três partes da filosofia universal.

Sem Inspiração

In Sem-categoria on Julho 22, 2007 at 7:03 pm

Não tenho muitas coisas a declarar, e duvido um pouco se o que estou prestes a declarar vale a pena ser declarado.

Existem muitos pseudos, farsantes e charlatões por aí. Muitos deles são arrogantes, outros desonestos e não admitem sua incapacidade e outros simplesmente não tem a consciência de que são péssimos.

Vejo hoje os colegas com quem estudei, a maioria deles fazendo coisas ridículas e pretensiosas, e fazem como se estivessem com algo incrível, e eu sinto pena deles. Estão criando um novo mote para a próxima geração do cinema brasileiro:
Uma câmera na mão e nada na cabeça

É aquela da aparência sem conteúdo. Aliás, a maioria deles tem aparências extravagantes, são afetados, chamam atenção quando estão na rua, mas por dentro da embalagem não tem muito a dizer e pior, nem um pingo de ousadia. Gostam do quadrado. Do careta. Apesar de usarem todas as drogas que podem, de biritar e frequentar as melhores baladas e ficarem doidões, suas idéias são caretas e conservadoras. São massificados.

Caralho, detesto ficar reclamão assim e complexado. O que detesto mais ainda é fazer estes egotrips, mas enfim, não consigo pensar em nada melhor para escrever.

Querendo ou não, inspiração é tudo. Por mais que seja necessário muito mais esforço do que uma luz de inspiração, sem a inspiração não há ponto de partida para se iniciar o esforço. É como diz a frase:
“Escrever ou é facílimo, ou impossível”

Perdendo os objetivos

In Sem-categoria on Junho 24, 2007 at 4:18 pm

Pode uma pessoa se auto impor certos objetivos e com o levar do tempo desgastar-se como pedra sabão, deixando vazar pelo ralo os interesses pelo qual estava alí?
Acaba se tornando um ser que quer mas não faz porque não age coerentemente.
Se dá aos vícios e às futilidades e termina por se entregar ao hedonismo, que por melhor que seja nos causa uma cegueira do que realmente vale a pena.

Nos tornamos com isso desprovidos de alma, pessoas sem o fôlego para seguir adiante carregando a tocha acesa, que nos propusemos a carregar. A tocha se apaga e mudamos de direção.

Temos o direito de esquecer das nossas próprias metas traçadas se são as metas que fazem de nós quem somos?
E se não, porque tantos o fazem?

Pennywise
Dying to Know

I’ll carry the torch – feed off my flame
love is the hottest word for me -
it knows my name
and your spirit cuts through me
like a silent sword
and leaves it’s score inside
everytime I take a chance – take it
everytime a rule to break – break it
everytime I change my mind – change it
everytime there’s suicide – you know
what’s on my mind
you’re everywhere I try to hide
I’m threatened by your suicide
I’ll test my faith till satisfied
my god I need to know. I know there’s
got to be a place
a heaven for the human race
why do I need to die
to go?
I need to know
I’m dyin’ to know
well good book says “love”
should be the best thing you can feel
so you gotta stand by your faith
exactly what they say is real
so you push this back in your mind
cause the thought was too intense
that don’t make sense
gotta hev it, I must know it
here is my only chance
and I ain’t gonna blow it
got to know before I’m outta time
I’m all out of time.
it’s burning a hole inside of me
answers to questions I seek
burning a hole inside
keepin’ the flame alive.
I will burn this flame until I know
the name I need to know

Nós pessoas somos assim

In Sem-categoria on Junho 20, 2007 at 10:04 pm

A gente nasce meio que assim, do nada, sem nada pra fazer, mas aí vem as primeiras vontades. A gente mama porque tem vontade, a gente come porque tem vontade, a gente caga e mija porque tem vontade, e também dorme porque tem vontade. E é sempre assim, tudo que a gente faz é por causa da vontade. Aí a gente inventou uma expressão pra designar o quão forte é a nossa vontade, a gente cunhou isso de “força de vontade”, “willpower”, “ranço”!

Daí a gente cresce, e conforme for nossa força de vontade, a gente acaba se envolvendo com o que a gente gosta. Se a força for fraca a gente cede às vontades dos outros e se deixa levar, mas é claro que nem tudo depende da força de vontade. Se a gente tem um filho por exemplo (*ps.: De acordo com as regras, duas pessoas de sexos opostos podem gerar outra pessoa fazendo um ritual de combinação) aí as nossas vontades ficam em segundo plano, para que a criação dessa nova pessoa possa ser feita de forma adequada. Existem pessoas chamadas de “filhas-da-puta”, que são pessoas que não ligam para as outras pessoas, se você for uma dessas *FDP, então você pode ignorar seu filho numa boa, sem remorso. Remorso é um troço que as pessoas não-filhas-da-puta sentem, mais tarde eu explico o que é isso.
Mas enfim, a pessoa acaba sendo movida não só pelas vontades, mas pelas ocorrências de suas vidas. Existem ocorrências internas e externas. A ocorrência interna é a própria vontade, uma força interior capaz de gerar acontecimentos no mundo exterior.

A força externa é um fator que influi na vida de uma pessoa fazendo com que sua vida tomasse rumos inesperados. À essa junção de vontade e fatores externos damos o nome de acaso, pois por mais que uma pessoa busque a autônomia de sua vida, ela está sempre sujeita aos acontecimentos diversos com que pode se deparar no dia a dia e no tempo na qual está inclusa.

Existem formas que uma pessoa dispõe para lidar com estes rumos da vida, cada pessoa escolhe o seu. Uma pessoa tem, supostamente, o direito de fazer suas próprias escolhas.

um pseudo charlatão comenta

In Sem-categoria on Junho 15, 2007 at 7:21 pm

É melhor supreender uma pessoa que nos odeia, do que decepcionar uma pessoa que parece gostar da gente. Por isso algumas pessoas são distantes de quem deveriam ser próximos e próximos de quem deveriam ser distantes.

Saudosismo

In Sem-categoria on Junho 11, 2007 at 4:12 am

To sentindo falta de alguma coisa.
Orkut, tem uns velhos amigos por lá. Eles ainda se comunicam entre sí vez ou outra.
Ninguém fala mais comigo. Nem responde os recados meus. Será que eu era chato assim?
As vezes me pergunto se eram amigos mesmo.

Procurei pelo nome de uma ex namorada. Ela sumiu.
Mas tem outra lá. Parece estar casada e bem. Queria que fosse comigo, mas não é. Agora de tão longe eu percebo que se tivesse pedido a Deus a força que eu precisava, talvez fosse eu e ela. Não. Não era pra ser. Ela tá bem e feliz e eu não ia aguentar aquela cidade. Ela já me deixou bem cicatrizado.

E sobre o que eu faço, e a vida que eu escolhí. Foi naquela época que eu defini: Vai ser isso mesmo! Não tem outro jeito. Cinema, trabalho de guerra. Eu nascí pra isso. Não sou ninguém quando estou em outro lugar que não atrás das câmeras.
A maioria dos meus contatos, afetos e amizades foram através do cinema, e creio que assim será, porque como pessoa, sozinho, eu não sou completo. Nascí sem. Sem a outra parte fundamental que faz de uma pessoa uma pessoa. E a câmera me completa, a câmera, a possibilidade de esculpir o tempo me dá essa coisa de que eu preciso. E só com ela sou alguma coisa.

Ah. To triste. É um dia ruim, um dia morto. Será que alguém me aguenta num momento desses? Não quero me lamentar. Putz, é o medo que tenho, essa carência que vem às vezes. As pessoas detestam isso.

E aí me vem ela à cabeça de novo. No dia em que a gente terminou eu fui o mais fraco possível, cheguei a ponto de chorar. Eu tava disposto: Ou terminava alí, ou continuava pra sempre. Eu fui fraco e terminei. Ví a cabeça dela dentro do ônibus, indo embora. Ela nem olhou pra trás, só foi, não sei pra onde.

Que falta me fez.

Sentimentalmente atachado

In Sem-categoria on Maio 20, 2007 at 7:49 am

Detesto ficar sentimentalmente ligado às pessoas, porque com o tempo, de ligado você se torna um anexo. Sentimentalmente anexado.
As pessoas olham e respondem os anexos na hora que bem entendem, sem pressa.
E aí você fica a maior parte do tempo guardado num envelope, esperando ser correspondido, lacrado e sem selo, é uma mensagem que não chegou ao destinatário, e quando a pessoa resolve ler a carta a mensagem já está vencida. Não há mais o frescor nem de ouvir uma resposta pronta e imediata, e mesmo que haja uma resposta ela parece não valer de nada, tudo por causa do descaso com que são tratados os sentimentos anexos que você envia por carta registrada.

É por isso que quando envio os sentimentos por telegrama. Porque eles são datilografados e não escritos há mão. Não há real sentimento no processo de conexão. Não há envolvimento, os sentimentos já são enviados frios e com prazo de validade expirados.

A Lucidez da Anarquia

In Sem-categoria on Maio 12, 2007 at 2:27 pm

A anarquia é um não sistema. É a ausência de governo e de ordem. É o caos em sua primeira instância.

Partimos da premissa:
“Do pó viemos e ao pó retornaremos”
(Naturalmente a entropia universal tende ao caos)
É mais do que claro que todo o progresso que fizemos – civilização, leis, tecnologia, instituições e ciências – há um dia de se extinguir.

Portanto, ser anarquista é ser visionário. É participar do mundo ativamente, porém enxergá-lo com a distância necessária para reconhecer o tamanho da pegada na qual estamos. Há algo maior do que a lógica e razão criadas por nós mesmos para que o caos universal encontrasse um sentido que pudessemos seguir com segurança.

Somente aquele que manteve seu espírito infantil livre das máculas civilizatórias será o que aceitará com sabedoria o fim ao qual o todo está destinado. A extinção e a renovação.

Guerrilheiro

In Sem-categoria on Maio 8, 2007 at 4:26 am

Não há dinheiro para comprar armas mas lutamos com o que temos, e lhe digo, caro senhor de olhar blasê e postura arrogante. “Podemos fazer um belo estrago no nosso alvo. Podemos causar danos irreparáveis”, e acredite:
Eu não vou deixar você sair daqui com esse sorriso de merda.

O Sociopata fala de amor

In Sem-categoria on Maio 6, 2007 at 3:18 am

Oamor é flecha detratora, dói. O sexo é injeção lisérgica, arrebata.

Eu falo tanto em terceira pessoa, você sabe? Eu não quero me identificar comigo mesmo. Não quero patrocinar minhas emoções (das quais me privo tanto). Quero perdurar doído nesse escudo de metal, imune ao amor. Evito que me espetem com a flecha detratora, com feridas de carência, de saudade, de desejo incondicional que vocês mulheres podem causar em mim.

Sou agora um vacilão.

Passo o dia envolvido em um anseio erótico vaginal, quebrando o pescoço para enxergar o próximo decote, o próximo rego, a próxima boca carnuda, os seios em forma de gota, as pernas abundantes, a vontade de trepar, de fuder, de sexo, de elevar qualquer desejo carnal acima do amor. De te ludibriar com uma prostituição dos sentimentos em troca do número de estocadas dentro do seu corpo que seja suficiente para que eu me contorça num orgasmo, na injeção tranqüilizante.

Te ver sofrer, não por desejo de te fazer mal, mas por não querer me permitir sofrer do mal ao qual já fui submetido.

É a minha mente criminosa. Você acaba de conhecer.

Você estava escolhendo as coisas que iria levar. E eu pensava: Tá tão longe da hora de me despedir. Ela tá me puxando pela mão. Me carregando. Ela me quer por perto. Ela vai comigo até lá. Será que ela vai me convidar para ir junto? Será que vamos ultrapassar esse momento tão curto, será que vai mesmo haver uma despedida? Será que ela vai me convidar de vez para dentro da vida dela?

Eu não gosto mais de despedidas.

Tava tão longe de te dizer “até mais”. Parecia que aquilo podia durar. Mas você quer saber? Eu não quero chorar novamente, eu não quero encarar seu rosto mais uma vez.
Tava tão longe da hora de me despedir, eu achei que não ia mais precisar me despedir.

Não sei mais se quero te ver viver. Você precisa morrer pra mim.

Eu vi a mensagem do seu celular. Você convidou aquele sujeito ridículo para te visitar. O famoso doidão picareta, cheio de acessórios, sabe falar o que as meninas gostam de ouvir, mas no fundo é um borra botas. É como dizia um amigo meu: “Cabra bão muié não qué”. No celular você pedia: “Me faz uma visita”. Eu aqui tão perto de você, mas é com ele que se negocia o preenchimento vaginal de que você precisa.

Ele é vocalista de uma banda de rock. Tá explicado o por que.

Minha atração pela lua é a mesma. O amor é um movimento de translação, tende a se repetir, volteia em seu próprio eixo. As pessoas amam quem nasceram para amar e as pessoas para quem elas dedicam seu amor raramente são as pessoas que retribuem o amor que lhes foi dedicado, o verdadeiro amor tende a ficar perdido por não encontrar um alvo que o rebata de volta. O amor é a flecha que o cupido lança, às vezes ele fere e sangra, em outras, é defendido e cai no chão. Não é de flechas ou injeções que nós precisamos. O amor deveria ser uma bola de borracha, uma pedrinha pequena, uma peteca.

Se fosse assim talvez pudesse ser recebido e repassado

A tristeza não dá trégua

In Sem-categoria on Abril 30, 2007 at 10:08 pm

Lá no fundo, retumbante, vem a tristeza, esperando passar o clima de furacão pra se instalar, maldosa, por entre os detroços da tempestade.

Conselhos de Tio

In Sem-categoria on Abril 23, 2007 at 2:09 am

Este post contém teor machista, racista, nazi fascista, brando-neoísta, niilista e cardecista mas os conselhos não são meus, são de uma entidade politicamente incorreta conhecida como: TIOS.

Ninguém melhor do que seu tio para dar conselhos que seus pais “certinhos” nunca iriam permitir. Geralmente os conselhos tem teor sexual, ou são simplesmente mórbidos, violentos.
Eis aqui algumas pérolas que ouvi do meu tio e de outros tios de outras pessoas, são coisas que não se aprende em casa nem na escola, mas que tem grande valia para sua vida como adulto.

Escuta sobrinho:

Mulé é bicho bão.

“No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte.”

É melhor uma putaria mal feita do que uma foda mal feita.

“O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.”

Não desperdice nenhuma mulher. Coma todas as mulheres que puder! TODAS!

“A verdadeira grã-fina tem a aridez de três desertos.”

Latino é um gênio. No fundo ele é um brincalhão.

“Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro.”

A Sandy é uma artista falida, com aquela carinha de de virgem gripada não engana ninguém.

“Não há bola no mundo que seja indiferente a Zizinho.”

Tem buceta de todo tipo. Mas a temperatura da pra saber aproximadamente pela cor do cabelo. Por exemplo, as loiras são frias. As morenas já tem uma xoxota mais quente. As ruivas meu amigo, cuidado com essas porque a temperatura do interior dessas xanas é perigosa, você pode se queimar. Mas é com as negras que você deve se preocupar, são as mais quentes de todas. Ao mesmo tempo que é bom é ruim, porque é tão gostosa que você goza em questão de segundos.

Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista.

Toda ruiva detesta as outras ruivas.

Falar a verdade nesse mundo não vale a pena. Quem sabe mentir e roubar é que se dá bem.

“Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante”

Pra todo canalha existe uma santinha. Pra todo dominado existe uma putinha.

“Toda mulher gosta de apanhar. Só as neuróticas reagem”

Comece agora sua coleção de playboys. Daqui há uns anos você vai ter uma mulher para cada dia da semana.

“Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.”

Sua mãe e seu pai só falam merda. Você vai gastar um tempão pra esquecer tudo.

- As frases entre aspas são do Nelson Rodrigues, o maior tio que o Brasil já teve.

Sou que nem todo Brasileiro

In Sem-categoria on Abril 14, 2007 at 6:44 pm

Me chamaram de hipócrita sob o argumento de que “Eu sou um Brasileiro que não gosta do Brasil”. Dizem “Se não gosta cai fora”, “Ame ou caia fora!”. Eu tenho uma camisa que diz:
PERDIDO NO PAÍS DOS IDIOTAS

As pessoas se sentem ofendidas. Eu sou desmemoriado, mas de certas coisas eu não esqueço. A memória política do Brasileiro é curta e o caráter maleável. José Dirceu está pedindo anistia, Fernando Collor é um político influente em Alagoas e em breve poderá se reeleger. Se os eleitores trazem de volta dois crápulas como se não tivessem feito nada eu peço perdão, devo estar observando mau. Mas é realmente como eu me sinto em certos momentos, “Perdido no país dos idiotas”. São tantas coisas acontecendo e o brasileiro com aquela mentalidade colonizada. Nossa mentalidade está colonizada pelos comerciais, pela TV, pela igreja, pelo que nossos pais disseram, não temos uma mentalidade individual e inteligente, e isso eu considero idiota. Existem idiotas por todos os lados.

Mas eu não detesto o Brasil. Muito pelo contrário, gosto daqui. Sinto que há um oceano de idiotas, e isso pode até soar fascitóide da minha parte, mas nem só por isso deixará de ser real. Um PTista me disse uma vez que eu tenho tendências fascistas e direitistas. O que um PTista diz pra mim pode ter duas classificações:
1. Se ele for um PTista novato e apaixonado: Lixo utópico
2. Se ele for um PTista velho e malandro: Lixo Pretensioso

Eu não sou direitista nem fascista, não pertenço a partido nenhum. Sou apartidarista e fomento o caos e desordem, um anarquista (ou algo próximo a isso talvez). Mas voltando ao nosso assunto de Brasil, gosto daqui.

Eu sou que nem todo Brasileiro:
Controverso, incoerente e muitas vezes ridículo.

Tem mulheres…

In Sem-categoria on Abril 9, 2007 at 3:57 am

Tem mulheres que fazem um alvoroço e cinco minutos depois tudo está como estava.
Mas tem mulheres…
Tem mulher que só de falar uma palavrinha deixa os pêlos do meu braço em pé!
Tem aquela outra que abaixa um pouquinho o decote só pra mostrar a marca do biquini e leva ao chão meio maracanã.
Tem uma que sabe pedir com tanto jeitinho, mas com tanto jeitinho, que você não nega, e só não nega como arruma o que ela pediu e um pouco mais.
E aquela que sabe que você tá caido e faz questão de provocar. Ela escapa de propósito, só porque sabe que quando escapa, aí que você quer mais.
A melhor de todas é aquela que tenta disfaçar. Disfarçar que é gostosa. É um fingimento de disfarce, um disfarce que mais incita do que esconde, mais atiça do que reprime, mais te chama do que censura.
É verdade. Tem cada mulher, tem mulher de tudo quanto é jeito mas tem mulheres…

Poema Skinhead

In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 12:10 am

Eu gosto de machucar as pessoas
É maior legal
Machuco pessoas e me faz ser legal
Eu gosto de chutar as pessoas
Eu chuto as pessoas bem na cara
As vezes na costelas
E as vezes na perna
Mas eu também gosto de dar um soco
Bem na cara das pessoas
Eu acho que as pessoas gostam
De ser machucadas por mim
É!
É! Eu faço isso mesmo!
Eu machuco porque é maior legal.
É! É Legal!

O exato momento após a foto

In Sem-categoria on Março 27, 2007 at 1:53 am

Estava ansiosa dentro da sala de aula. Sua bolsa pressionada contra o corpo olhava para o relógio a cada dois minutos mas os ponteiros não perdoavam. Quando o sinal tocou seu pé já estava fora da sala, a caminho de casa.

Entrou apressada pela porta e tirou a câmera fotográfica emprestada da colega de sala de aula. O motivo de trazer a câmera para casa hoje era o de fazer um trabalho fotográfico para a aula de arte. Pegou a câmera com uma coleguinha mais abonada e resolveu se dar ao luxo de fotografar a própria vaidade.
Tirou da bolsa o aparelho delicado e como já havia decorado as instruções, colocou a maquina sobre a cama para observá-la. O poder de congelar o tempo, de isolar sua beleza dentro de um quadro específico, cravado dentro de um/400 avos de segundo sem retorno.

Guardaria consigo a foto em um album teoricamente secreto. Morrer de suspiros admirando-se num momento qualquer, quando a carência por outra pessoa não puder ser suprida. Supriria-se de sí mesma.

Ativou o mecanismo engenhoso e apontou a maquina para o espelho. Posicionou o rosto para encontrar o melhor ângulo dentro das possibilidades do auto retrato. Percebeu que o decote estava muito comportado, abriu um pouco com a ponta dos dedos as golas da roupa e os seios brotaram pelas frestas. Imaginou a foto na mão dos garotos da escola, e por mais que ela fizesse um escândalo para evitar que todos conhecessem sua sensualidade, era assim que queria sentir-se, desejada. Ajeitou os cabelos e o batom já estava adequado.

Pressionou o botão e um flash de luz disparou contra o espelho. Foi uma abertura instantânea do diafragma que captou a luz daquele momento, imprimindo seu rosto e seios no papel fotográfico. A foto estava completa.

Olhou para o espelho. Ajeitou o decote tornando-se comportada novamente. Apesar de estar sozinha, cada pequeno som e estalido para recompor-se ao seu estado original foi constrangedor. O momento áureo já passou. O desconforto é evidente. O disparo seleciona apenas um quadro da verdade, o qual ele categoriza como verdade e todo o resto é preparação, todo o resto é um ensaio para a hora do momento mágico. Após o momento mágico não existe nada além de uma pessoa vazia e abobada apontando uma maquina velha para a frente de um espelho. O espetáculo é espera, ansiedade, ensaio e por fim acontece e passa tão rápido que mal se pode sentir.

O desconforto da cegueira ocasionada pelo flash não foi maior do que aquele que a vaidade deixou. Uma marca nos olhos que fica para onde se quer que olhe. Nua como nunca esteve, de frente para sí mesma. A foto captura a alma, so lhe resta a carcaça.

Doutrina Calaveirista

In Sem-categoria on Março 23, 2007 at 4:35 pm

A Doutrina Calaveirista prega que o Ser Humano já nasce com potêncial para praticar o mal e ser atroz, e não deve ignorar suas tendências. Ser bom artificialmente é o mesmo que negar sua real natureza baseada em instintos e não em lógica.

A natureza humana foi mal interpretada e suprimir a maldade pela bondade e amor nos tira dos trilhos do aperfeiçoamento primitivo e primordial de nossas vidas. A selvageria é o sustentáculo mais básico da existência humana que tem como condição inerente a prática de atrocidades e crueldades.

A bondade é a maneira antinatural de se viver na terra pois ignora a latência humana pelo ódio, pelo assassinato, pelo roubo, assalto, perjúri, latrocínio, sacrilégio, perversão, ignorância, obesidade, incesto, sacanagem, vagabundismo, sonegação, cara de pau, tortura, corrupção, escarro e porra louquice e não há nada de errado com isso. Para fazer o bem é preciso aprender artificalmente, para fazer o mal basta seguir os ensinamentos do coração e por instinto estaremos fazendo o que é realmente certo: A MALDADE DE CORAÇÃO E A PRÁTICA PURA DO ÓDIO INTERNO.

Certos Seres Humanos, dopados pelo veneno da Ética e do Moralismo, acabaram na crença tola e pueril de que ferir outros seres humanos (em qualquer sentido) é errado. Os animais, os mais puros seres terrenos fazem isso a todo momento. Alimentam-se de seus semelhantes, copulam sem restrições e maltratam os próprios filhotes. O sofrimento deve acontecer em vida para que em pós vida encontremos a paz! Praticar a maldade é uma forma de garantir nossa salvação.

De acordo com o documento pós apocaliptico dos Calaveiristas, o fim do mundo acontecerá em breve. Aqueles que praticaram as maldades e atrocidades em vida por espontânea vontade serão arrebatados para descansar em paz, pois cumpriram seu dever na terra. Aqueles que foram bons permanecerão aqui. Zumbis e esqueletos assassinos sairão de suas lápides e caminharão sobre a terra para punir os bondosos de sua dívida cósmica, a de nunca ter admitido sua real natureza: Aquela que diz que já nascemos todos monstros e que só morrendo nos livraremos dessa condição!
O Inferno é aqui, sejamos portanto todos muito malignos, crueis.
Entrem logo para a Doutrina Calaveirista.

My Brain is trying to kill me

In Sem-categoria on Março 21, 2007 at 7:46 pm

Meu cérebro conspira contra mim. Ele possui vida própria e opera sem o meu consentimento. Me pergunto em que momento da minha vida ocorreu essa revolução que marcou temporada em minha mente tornando-a bipartidária. Quando estou no controle (ou quando penso que estou) sou de extrema direita e a inteligência autônoma que me governa é a antítese de tudo o que construí com meu caráter e força de vontade. Muitos podem pensar que isso é escapismo e maniqueísmo da minha parte, mas não é. A pequena parcela de massa encefálica que está sob meu comando também tem seus defeitos, mas o outro lado é só maldade!

Meu cérebro esconde informações, desde coisas simples até coisas importantíssimas. Apenas 30% das informações gravadas em meu cortex das informações me estão disponíveis. Ele bloqueia minhas ligações sinápticas isolando os neurônios portadores de certas informações e brinca com isso, privando-me de conhecimento essêncial para desempenhar certas funções. Muitas vezes por puro sadismo. Ontem por exemplo, minha sobremesa estava no píres mas eu não tinha como comê-la. Virei para minha mãe:
__Mãe. Me passa a… a… aquele acessório côncavo que serve para trazer a comida a boca.
__O que?
__A… a… aquele negócio assim oh – tentei desenhar o formato no ar, fiz mímicas, gesticulei, me estiquei num formato semelhante e busquei maneiras criativas de me expressar. A semiótica procurou um caminho mais longo para designar a palavra que eu tinha em mente. Existiam significado e significante, mas o nome não estava lá!
__A colher?
__Isso!
Tenho certeza ele gargalhou de prazer no meu obscuro subconsciente.

Muito pensam “Esse sujeitinho miserável! Não lembra do meu nome! É ruim da cabeça! Precisa de umas vitaminas!”. Eu também pensava isso, me acreditava um miserável desmemoriado. Já sofrí de insônia(provavelmente um dos mecanismos mentais grevistas de auto destruição), e eu atribuia a falta de memória a insônia, mas quando me curei percebí que a falta de memória permanecia e descobrí que a verdade não era memória ruim o problema, meu cérebro É meu inimigo! Ele criou uma “senha” de acesso a certas informações.

Alguns dados do meu lado mal (se é que posso chamar de meu, afinal ele é autônomo e independente) é que ele é antes de tudo extremamente inteligente e persuassivo. Sabe convencer as pessoas e até a mim mesmo, mas usa desse poder para praticar maldades calhordices, praticar golpes, falsidade ideológica, galantear, ser cretino e charlatão.

Isso é o que eu consegui descobrir sobre os dois terços malignos de meu cérebro. Existe uma forma de fazê-lo parar, de estancar seu fluxo de maldade e trazer o bom Gustavo de volta a tona. Para me trazer de volta ao comando de meu corpo e mente executem os seguintes passos:
1.
.
.
.
.
AHAUAAUHauHAUHAUAHuaHUAHAUAHuaHAUHAuHAu Vocês acham mesmo que eu deixaria de mão beijada que ele ficasse no controle por mais de 10 minutos?
EU BATO O PÉ! A MAIOR PARTE DO TERRITÓRIO ENCEFÁLICO É MEU, PORTANTO SE ESTIVER INCOMODADO, RETIRE-SE, CEDA-ME LOGO O RESTO DA MASSA DISPONÍVEL PARA QUE EU POSSA GOVERNAR EM PAZ, SEM OPOSIÇÃO. ESTA MENTE É 2/3 MALDADE E 1/3 MAIS OU MENOS DE BOAS INTENSÕES, CONCLUÍMOS PORTANTO QUE VESTÍGIOS DE UM HOMINÍDIO EXEMPLAR NEM SEQUER ESTÂO PRESENTES. QUE TAL UM POUCO DE MALDADE E DESTRUIÇÃO EM PROL DA CASUALIDADE ESPONTÂNEA QUE REGE O UNIVERSO?

E ASSIM DISSE O MALDITO BASTARDO, AUTODENOMINADO: INCREÍBLE CALABERA!

Ditadura do Cangaço (x)

In Sem-categoria on Março 21, 2007 at 12:03 am

Os Cabras já haviam atravessado a cidade de Brasília, deixando rastros de sangue por onde passavam. A quadra de cangaceiros resistiu bravamente todos os ataques, tanto por parte da população armada quanto da polícia e chegavam ao centro, com alguns ferimentos, sangramentos e arranhões, preparados para a execução da última parte de seu plano: EXTERMINAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E FUNDAR A DITADURA DO CANGAÇO.
Dos pés ressecados pela travessia do trecho Nordeste – Centro Oeste, surgia no Distrito Federal a necessidade pungente de uma administração comandada pelos novos pretendentes do poder, aqueles seres que nunca aceitaram a submissão a Coronéis, e que hoje, no século XXI não admitem a submissão a um presidente que mais parece um Sapo Barbudo.

Chegaram montados em suas mulas no Planalto Central e desceram para tomar uma água fresca nas gigantes piscinas sujas em frente a câmara dos deputados e aproveitaram para comer.
__Não tem coisa melhor do que farinha com rapadura.
__Tem sim Cabra! Mulé nova, borogodosa e cheia de quentura.
__Eu gosto de mulé de tudo quanté jeito. Até das mais bonita que não sabem fuder direito. Gosto até daquelas que nunca deram o xibiu.

E um terceiro cangaceiro se anima para entrar na conversa dos dois que limpam o rosto com a água suja.
__Tem muito dôtor nessa cidade. Tem dôtor de astrologia, tem dôtor de teologia, esses aí da frente são dôtor de politicagem e tem até dôtor de viadagem. Mas eu sou Zé Maluco, sou dôtor de bucetologia e formado em sacanagem!

Os três Cabras conversadores riem sem parar. O quarto sempre quieto líder do bando, ou matilha, como lhe aprovier melhor, não pára um minuto para deixar as orelhas desatentas. Está sempre olhando pro infinito céu dessa cidade rasa. O céu mais parece um mar, e esse abertão, sem montanha nem nada é o pior perigo pra quem não quer ser pego de surpresa. Por isso é preciso manter a zureba atenta pra qualquer problema que porvir.

O cangaceiro chefe decidiu andar na frente e foi subindo a rampa. Com os olhos butucados pra todos os lados ele foi em frente, sem medo e sem jegue, com uma mão no punhal e outra no trabuco, pronto pra qualquer ameaça. Os outros vieram atrás, com uma diferença de pouco tempo, vieram pingando na rampa impecável e pensaram:
__Que lugar bonito esse que atravessa o presidente.

Foi quando surgiu um bando de carro de luzinha piscando pra todo lado. Os cabra se puseram a atirar, mas como muitos já sabem, Brasília é estrategicamente construída pra não deixar ninguém escapar. Os polícia metero bala em tudo que é cangaceiro, até no chefe do bando que já tava lá em cima da ponte. Cairam tudo morto, depois de tanta travessia, nem um ar sobrou, pra uma última baforada. Os policial comemoraro a morte do bando e o sangue deles correu pela rampa debaixo do sol rachando.

Mas foi tão de repente, que o lider dos cangaceiros levantou que os policiais nem tiveram tempo de mirar. Ele se escondeu atrás de uma daquelas conchas enormes e esperou pelos milico. Foi nesse dia que se deu o verdadeiro faroeste caboclo, um duelo de pistolas, demorado e violento que teve como único vencedor o cangaceiro sardento acostumado a mandar bala pra tudo que é lado. Ele sabia que policial não acaba e que logo estaria chegando mais.

Preparou as pernas e correu sacolejando. Deixou até o chapéu cair e foi parar no palácio do planalto. A surpresa foi tanta que ninguém teve tempo de impedir. De tanto olhar o mapa ele já sabia o caminho decorado e quando entrou na sala do presidente da república foi uma surpresa sem igual. O presidente olhou pra ele e teve tempo de pensar em alguma coisa que ninguém sabe qual foi porque no segundo seguinte estava morto.

O novo rei auto proclamado, pronto agora pra governar esse pais miserável com mão de ferro e testa chata. Um nordestino sem tempo pra brincadeira, estava agora no trono dessa cidade e desse país que nunca deixou, nem por um instante, de ser inteiramente dele.

Chico Doido de Caicó
http://www.germinaliteratura.com.br/erot_dezcdc.htm

Nonsense Gang and the Unsquare Dance

In Sem-categoria on Março 11, 2007 at 10:57 pm

Este é um filme que captamos há mais de um ano e esquecemos, porque na época não pude edita-lo e ficou engavetado. Mais de um ano depois um amigo meu me lembrou sobre esse filme, como eu já tinha computador pra edição resolví terminá-lo. Foi bom esperar esse tempo todo porque tive a idéia de adicionar outros elementos do mesmo universo ao filme. É um filme sobre dança e sobre os “old times” do soul, por isso escolhi alguns personagens marcantes pra atuarem no filme, entre eles Bill Valley e Bugaloo Sam. Também escolhi um desenho da Universal Pictures que se chama Laszy Town. Uma curiosidade é que esse desenho está na lista dos filmes censurados da Universal Pictures, pois contem elementos racistas.

Como se trata de um filme despretensioso e sem nenhuma finalidade lucrativa, acho que não há problemas.

Template temporário

In Sem-categoria on Março 5, 2007 at 9:48 pm

Estou construindo um novo template, esse template padrão é temporário

Meu grau de sociopatia

In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 11:01 pm
You Are 36% Sociopath

From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good.
It’s likely that you’re not a sociopath… just quite smart and a bit out of the mainstream!

Como proceder em caso de assalto

In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 4:54 pm

Senhor Motorista,
Um carro é assaltado a cada dois minutos no Brasil. Será que a culpa é de quem? É muito fácil culpar a criminalidade, ou o estado ausente em suas competências. Essa é a postura de um cidadão acomodado! Talvez a onda de assaltos crescente seja culpa de motoristas que não sabem como proceder diante de um assalto.

Veja a seguir oa erros mais comuns cometidos por motoristas assaltados:

1. Entregar a chave do carro – Entenda. É isso que os assaltantes querem, se você entrega a chave do seu carro é ele quem sai ganhando.

2. Dizer “Pode levar o meu carro mas não me machuquem” – Ferimentos
cicatrizam com o tempo, isso é uma coisa que as pesquisas científicas já evidenciaram como sendo verdade. Mas até hoje não ouvi falar de um carro que volta sozinho para casa. Se você deixar seu carro ir embora, acabou amigo!

3. Demonstrar medo durante um assalto a mão armada – O Assaltante
já tem uma arma na mão, você não pode dar mais um ponto de vantagem para ele. Mostre a ele que a arma dele não lhe causa medo algum. O medo encoraja o assaltante a prosseguir com o assalto.

O que se deve fazer no caso de um assalto ao seu veículo:

Regra Número 1: REAGIR É IMPRESCINDÍVEL! Mostre ao assaltante quem é que manda. Grite mais alto que a arma! Não demonstre fraqueza. Se você agir assim, talvez consiga intimidar o assaltante e ele irá embora sem maiores problemas. Procure assistir filmes de Kung Fu, observe como os protagonistas roubam as armas das mãos dos vilões. Observe atentamente e procure repetir o processo durante um assalto para roubar a arma da mão do assaltante e assim reverter a situação a seu favor. Outro truque excelente a ser usado é esquivar-se das balas. É muito óbvio mas as pessoas ficam assustadas com o som da arma e acabam levando tiros a toa.

Regra Número 2: Não deixe que o assaltante tome o seu carro sem uma boa briga. Mas fique atento, se os assaltantes estiverem em dupla ou em maior quantidade proteste! Não saia do carro. Prenda seu cinto de segurança e agarre-se no volante. Recuse-se a qualquer custo a sair do carro. Uma hora ele vai desistir de te arrancar de dentro do carro. Lembre-se sempre: O motorista aqui é você! Não vá entregar seu carro a um bandido, muitas vezes eles não tem nem carteira de motorista!

Regra número 3: Caso a força bruta e intimidação não sejam eficientes, então pelo jeito você está lidando com um assaltante jogo duro. Apele para a civilidade, utilize de argumentos para persuadi-lo a deixar de roubar carros. Incentive-o a estudar, talvez assim um dia ele possa ter dinheiro para comprar seu próprio carro um dia. Dê o lembrete de que roubar carros é previsto na constituição como crime penal. Diga a ele como você está se sentindo, abra seu coração. Caso nada disso funcione: Aponte seu dedo médio para ele e vá embora com seu carro. Ele não vai impedi-lo pois perceberá que está sendo inconveniente de verdade.

Lembre-se sempre! O motorista bem educado está a favor da diminuição das estatísticas negativas de seu país! Um carro é assaltado a cada dois minutos, se você for assaltado, prolongue ao máximo o tempo do assalto, tente estender para três, cinco, dez minutos se possível. Só entregue o carro depois de ter enrolado um bom tempo. Seja cidadão!

Quem manda aqui é você!

Frases de Cineastas

In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 4:22 am

Já que eu copiei ontem, hoje eu copio mais. Só que agora é coisa fina e de gente realmente inteligente.

“Os estadunidenses colonizaram nosso subconsciente.”
- Win Wenders

“O Ser humano é repetição”
- Rodrigo Martins, cineasta Brasiliense corrompido

“A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar o passado melhor do que foi, o presente pior do que é e o futuro melhor do que será”.
– Marcel Pagnol, Cineasta Francês

“A coisa mais triste que possa imaginar é habituar-me ao luxo.”
- Charles Chaplin

“Se quisermos compreender alguma coisa, precisamos nos dedicar ao silêncio”
“Você existe apenas naquilo que faz”.
“O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus”.
- Felini

“A imprensa escreve para vender, não para informar”
- George Pan Cosmatos, Cineasta Italiano

“Ela conhece a diferença entre sexo por trabalho e sexo por amor.”
- Falando de sua esposa, ex-miss Hungria
“Não é pelo meu corpo, que está com tudo em cima, mas por razões familiares.”
- Ao anunciar sua aposentadoria em 2004
- Rocco Siffredi, Diretor e ator de filmes pornográficos

“Lembre-se de que és tão bom como o que de melhor tiveres feito na vida.”
- Billy Wider, Cineasta Polonês

“Um contrato verbal não vale a tinta em que é assinado”.
“Quem tem entusiasmo por seu trabalho não precisa temer nada na vida.”
- Samuel Goldwyn, Cineasta Polonês

“Meus filhos preferem os filmes de John Woo.”
- diretor de O Segredo de Brokeback Mountain (cujo trabalho lhe valeu o Oscar), referindo-se ao diretor chinês de filmes de ação

“Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal… Eu vou-me embora, antes que se torne obrigatório.”
“Não me chame de senhor que eu me deprimo.”
“Tento ser uma espécie de desbravador do óbvio.”
“Sou um maluco que anda por aí.”
- Arnaldo Jabor

“A grande contradição da psicanálise de Freud é que como Freud não conhecia Marx, criou uma teoria cientificamente fundada na neurose humana mas não compreendeu que a neurose é uma doença mental, mas de caráter cultural, provocada pela sociedade burguesa também. Mais tarde, por exemplo, Jung começou a entender as relações da neurose com a sociedade e Wilhelm Reich, que hoje é considerado o psicanalista mais revolucionário, se transformou num marxista.”
- Glauber Rocha

“A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife”.
“Como posso acreditar em Deus se, na semana passada, prendi a língua no rolo de minha máquina de escrever?”
“Finalmente tive um orgasmo. Mas o médico me disse que era do tipo errado”.
“Mais do que em qualquer outra época, estamos numa encruzilhada. Um dos caminhos leva à catástrofe e ao mais terrível desespero. O outro leva à extinção total. Vamos rezar para que façamos a escolha certa”.
“Tomar banho é esnobismo”.
“Não posso escutar muito Wagner. Fico com vontade de invadir a Polônia”.
“Na maioria das vezes, sinto-me decepcionado com meus filmes.”
- Woody Allen

“O cinema brasileiro é feito com dinheiro público, com o dinheiro de um curta se fazem quatro casas populares, com o dinheiro de um longa dá para fazer um hospital. São os trabalhadores, com seus impostos, que pagam estes filmes. Ironicamente, eles não tem dinheiro para ir ao cinema. Cinema, no Brasil, é feito para os ricos, com dinheiro dos pobres. E precisa ser feito, é função do estado garantir meios para produção cultural. Na televisão dá-se o contrário: são as grandes empresas que patrocinam os programas que milhões de brasileiros assistem todos os dias. Não de graça, é claro, eles precisam ver também os comerciais.”
- Jorge Furtado

“Um homem bem-remunerado se torna melodioso, ensina o bar.”
- no livro O Cão da Meia-Noite (Global) Marcos Rey

“Estou buscando aquilo que o povo brasileiro espera de nós desde a chanchada: fazer do cinema brasileiro o pior do mundo””
- Sganzerla

“Somos um país que não se sente latino-americano. A elite costuma dizer que o Chile é um grande país que está num bairro muito ruim”.
- Patricio Guzmán, Cineasta CHileno

“Sempre vejo os atores como marionetes que eu manipulo”
- Takeshi Kitano, Cineasta Japonês

“Agora mais do que nunca nós temos que conversar uns com os outros, ouvir uns aos outros e entender como vemos o mundo e (o) cinema é o melhor meio de fazer isso”
- Martin Scorcese

O Paradigma Disney

In Sem-categoria on Fevereiro 28, 2007 at 11:44 pm

RESOLVÍ DELETAR ESTE POST ESTÚPIDO PORQUE O AUTOR DO ARTIGO DO WIKIPEDIA (do qual eu utilizei-me de trechos e da essência) FICOU PUTO. AÍ EU NÃO VOU PERDER MEU TEMPO COM BOBAGEM.

Aí vai o link pra quem quiser saber mais sobre o Paradigma Disney, é um tratado genial. Recomendo a leitura:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorando_de_Vogler

Um site que não é ligado ao assunto diretamente, mas que é interessante:
Childrens Art
http://www.users.totalise.co.uk/~kbroom/Lectures/children.htm

As perguntas da mulher de um seio só

In Sem-categoria on Fevereiro 24, 2007 at 11:02 pm

Vc é mto amorosa?
Já pensou em tratamento?
Já gozou recebendo oral?
Parece tranquila. É só cinismo?
Já viajou para Porto Alegre?
Sente-se renegada no dia do seu aniversário?
Capricha na arrumação do seu quarto?
Se sente perturbada pelos conselhos maternos?
Cativa pessoas de quem não gosta?
Maltrata crianças arrumadas?
Come sanduíches de atum?
Manda nos seus gatos ou é mandada por eles?
Pratica Candomblé?
Procura por sujeiras na água do filtro?
Curva-se diante de um Deus?
Sente-se uma confusão?
Já matou algum animal?
Perfaz longos caminhos a pé?
Já ganhou algum troféu?
Mistura refrigerantes?
Pensa profundamente?
Se acolhe de todos os males?
Grita em microfones?
Bebe pra se tornar idiota?
Galanteia pequenas ninfetas?
Assiste curta metragens?
Desiste ao ver a derrota?
Tem preguiça de falar?
Você me ama?

Quem não acreditou em Deus

In Sem-categoria on Fevereiro 11, 2007 at 4:46 pm


Nesse mundo, as pessoas mais inteligentes que conhecí, eram pessoas que não acreditavam em Deus. Não eram inteligentes especificamente por esta razão, mas pelo fato de que estas pessoas não deixaram de viver bem suas vidas materiais ( a única realidade a qual temos acesso) em troca de suposições metafísicas inócuas.

Se um dia estas pessoas morrerem e chegarem num lugar onde há um Deus, este Deus há de os perdoar por não terem crido nele, pois foram eles quem realmente respeitaram cada centímetro cúbico da realidade material que ele próprio criou e sua forma de adoração foi usufruir com o corpo que lhes foi dado, as possíveis sensações deste templo inesgotável, o universo

Aberta a temporada de Liquidações

In Sem-categoria on Janeiro 5, 2007 at 5:57 am

O Ser Humano é repetição.
Ele dá voltas, dá voltas, as coisas ficam diferentes mas permanecem as mesmas.

A temporada de liquidações pós-Natal já está aberta e os consumidores que tiveram paciência para esperar podem adquirir vários produtos com descontos que chegam até a 70%.

Antigamente eles chamavam este tipo de coisa de temporada de caça!

- Hunters For Sale

Como Caviar Causo Frisson e Sou Calvo

In Sem-categoria on Dezembro 27, 2006 at 6:30 pm

Porque nós damos tanta importância aos cabelos ?
É a única parte com que não deviamos nos preocupar tanto, afinal, se for cortado ele cresce, se for queimado ele cresce ,se for estragado ele cresce. Tá ruim? Raspa que ele cresce igualzinho era antes. Se você perder um braço ele não cresce. Além do mais os cabelos nos traem com a idade, eles caem, nos abandonam, ou simplesmente se cansam e ficam brancos alertando a todos “Vejam só, estou na cabeça de um velho!”. Os cabelos definitivamente não são sutis.
Se há algo que realmente ornamenta nosso corpo, não acho que são os cabelos mas sim os braços, uma pessoa sem braços é tão… tão… desprovida de braços, DESMEMBRADA. Agora aquele que não tem cabelos é apenas calvo, soa até elegante. “EU COMO CAVIAR, CAUSO FRISSON, PAREÇO BLASÊ E SOU CALVO!” Não ter cabelos é uma benção, não ter braços é a maldição, imagine não poder coçar as costas!!!
Menos Vaidade para os cabelos, mais para os braços, eles sim são importantes, não crescem se cortados e não nos traem com a idade.
Levante seus braços (se você os tem) e comemore com as mãos para o céu e deixe que os cabelos caiam e apodreçam, ou melhor, que sirvam para alguma coisa, que virem tapetes.

Aos amigos do Orkut

In Sem-categoria on Dezembro 18, 2006 at 10:27 am

Ofereço-lhes uma estrelinha, três carinhas, três cubinhos e três coraçõezinhos. É tudo o que eu tenho a disposição. Não sei ao certo pra que que serve, mas acredito que no dia em que o Orkut dominar o mundo eles vão lhe servir de alguma forma e é bem provável que venha a se tornar uma espécie de mercadoria negociável ou moeda corrente no mundo digital. Por isso presenteio-lhes, amigos, com um farto futuro.

Nome de Cangaceiro

In Sem-categoria on Dezembro 1, 2006 at 8:06 pm

(ps. texto do orkut)

Os cangaceiros davam um nome de guerra para proteger a família do cabra contra perseguiçoes. Depois tornou-se praxe ritualista de entrada oficial no cangaço. Nem sempre o apelido pegava.

Por tática, isto é, para não dar gosto à polícia e para não abater a moral da população que o apoiava, lampião fazia com que certos cangaceiros de fama “nunca morressem”. Seus nomes eram repetidos, em DUPLICATA: Baraúna, Beija-Flor, Bentivi, Canário, Canjica, Chá Preto, Gavião, Jurema, Juriti, Medalha, Mergulhão, Mourão, Sabonete, Ventania, Zé Baiano; em TRIPLICATA: Azulão, Jararaca, Meia-Noite, Vila Nova, Zabelê… e até em QÜADRÜPLICATA: Sabiá.

ZÉ BAIANO
Quando Lampião deixou o cabelo crescer surgiram piadas com esse tema, então o Zé Baiano cangaceiro de Lampião Fez um Ferro de Ferrar gado com as iniciais “ZB” e toda mulher de cabelo curte que ele encontrasse a ferrava no rosto.

LUIS PEDRO
esse cangaceiro, fui um braco direito de lampião e ficou com ele ate o dia de sua morte.

VOLTA SECA
Este entrou no bando com apenas 11 anos de idade. Chegou a ser um dos cabras de maior confiança de Virgulino, mas depois de algumas brigas com o lider, acabou tendo que fugir depois de lampião jurar ele de morte.
Cabaou preso, e levado para a penitenciaria Daqui de Salvador/Ba onde cumpriu longos anos na cadeia, até sair e viver na sociedade, se tornando um marco histórico.

TRIPA SECA

Após ser derrotado por chapoln colorado, o grande tripa seca (Don Ramón Valdez), veio ao Brasil, e uniu-se a lampião como um cangaceiro.

JARARACA
Foi preso e assassinado a sangue frio quando Lampião invadiu Mossoró.

JESUÍNO BRILHANTE
também conhecido como o cangaceiro “Romântico”.Seu ingresso no cangaço deveu-se a questões menores, motivadas pela inimizade entre sua família e a inimiga dos Limão, que era protegida por poderosas oligarquias paraibanas e potiguares.

CORISCO
cangaceiro famoso por sua crueldade, valentia e beleza, também chamado de Diabo Louro.

ARVOREDO
Pertencia ao bando de Lampião.
Extraviara-se do bando em uma patrulha, quando do ataque àquele então povoado. Pegara dois meninos como reféns em Jaguarari, Bahia. Todo aparatado, foi pego de surpresa, desarmado e esfaqueado pelos dois. Degolado, teve suas mãos cortadas e levadas para que a polícia fosse acionada.
Sua sepultura está no cemitério velho com a letra “A”, somente. Sem datas, sem nada.

AZULÃO E RIQUEZA
ambos do bando de Lampião, logo após o “sumiço” dos irmãos Porcino. É sabido que o bando de Lampião, antes de ser assim denominado, era o bando dos Irmãos Porcino, Antônio, morto na Bahia por um oficial, e Pedro, morto pelo sogro em Sergipe, anos após ter-se casado no patrimônio Santa Brígida. Riqueza era um jovem rapaz, filho de um senhor de engenho. Este Riqueza, apesar da pouca idade, revelou-se muito corajoso e engenhoso, testemunha disso é a seguinte passagem:
Lampião ainda vivia sonhando em liquidar Zé Lucena, o assassino de seu velho pai.
(infelizmente jamais veio a conhece-lo pessoalmente.)Zé Lucena andava por esses tempos com a tal “esquadra volante”, milícia que formou com a jagunçada que ia encontrando pelo sertão afora.Lampião, para atraí-lo enviou o Riqueza, que se fez passar por recruta e foi inclusive “promovido” a cabo pelo “tenente Lucena”. Usava o nome de Cabo Matias.

CABELEIRA
Um dos pioneiros do cangaço, precursor deste movimento no sertão brasileiro.

LUCAS DA FEIRA
Poderemos falar do Lucas da Feira (1807-1849), de Feira de Santana, Bahia, apontado também, como um dos precursores do Cangaço.

COCHETE

Maritaca, baioneta, godhê, avelóz, Luis Padre, Zé Serena, Sila,

Eu tenho mais medo…

In Sem-categoria on Novembro 18, 2006 at 9:45 pm


Eu tenho mais medo de Cangaceiros do que de Zumbis.
Os zumbis não tem armas e mesmo que tivessem não saberiam opera-las. A arma dos cangaceiros é um trabuco, não é um tiro só que você leva, são milhares de bolinhas que machucam. Os cangaceiros fazem muito mais maldade do que comer sua carne e te matar, eles podem te escalpelar e te deixar vivo. Os zumbis só levantam o braço e abrem a boca e isso dá um pouco de medo mesmo, mas os cangaceiros montam em seus cavalos, te capturam e perguntam PRA VOCÊ: “O que você acha que deviamos fazer com você?” ou então pior ainda “Qual dos seus parentes quer que matemos antes de você?”
É meu amigo. Os cangaceiros são muito piores do que os zumbis, mais perigosos e amedrontadores.

“Esse fio duma Quenga Manca eu mato é na pexera!”

BARATAS: Você Sabia?

In Sem-categoria on Novembro 13, 2006 at 8:58 pm

Como nascem as baratas

Se uma pessoa ou animal fica por mais de cinco minutos na areia ou na terra é natural que os pequenos micróbios pensem que se trata de matéria orgânica do solo e comecem a colocar pequenos ovos dentro do seu corpo. Ao eclodirem dentro do corpo humano as pequenas larvas já podem alimentar-se da abundante matéria fecal, ou mesmo do tecido muscular. Os ovos são colocados em ootecas. As ootecas são uma espécie de estojo impermeável formado pela secreção que se envolve aos ovos para protegê-los, tal secreção torna-se escura e endurece. Cada ooteca pode conter até cinqüenta ovos.

Os ovos eclodem dentro de duas horas e as larvas levam cerca de cinco semanas para se transformarem em jovens baratas. As larvas costumam alojar-se no pulmão, pela sua umidade e farta oxigenação, ou nos intestinos por ser um local repleto de material fecal de onde as baratas novas podem extrair seu alimento com facilidade.

Seu corpo toma forma no decorrer das cinco semanas vivendo como parasita dentro do corpo do humano ou do animal e ao atravessar a fase pós embrionária torna-se uma pequena crisálida de cerca de um centímetro e meio. O período de maturação da barata compreende no desenvolvimento de suas pequenas asas, no caso do macho, mas nas fêmeas são minúsculas ou inexistentes, desenvolvem-se também as antenas filiformes que servem para identificar o alimento antes de devorá-lo com suas mandíbulas horizontais. Em seus três pares de patas desenvolvem-se grandes espinhos para deslocamento.

E logo a barata sai de seu casulo com dois centímetros. Por possuir hábitos noturnos a barata se desvencilha de seu casulo e procura os dutos de ventilação através do corpo humano ou do animal em que está vivendo e desliza pela boca durante a noite ou até mesmo através do ânus em alguns casos. Por ser um anel muscular de controle involuntário raramente há risco de esmagamento da barata durante a sua saída, mas há muitos casos em que as baratas são esmagadas. São muitos os obstáculos para que a barata atinja sua fase adulta, mas isso não é suficiente para que entrem na lista dos seres em extinção. As baratas são seres extremamente bem adaptados às condições e pesquisas afirmam que elas sofreram poucas modificações ao longo dos milênios. Como pode-se observar as baratas existem em abundância em todas as casas rurais e urbanas e todos nós e nossos animais servimos como o berço de onde brotam estes pequenos e admiráveis Blatídeos achatados. Podemos nos considerar os pais e mães das baratas, afinal fomos nós quem as carregamos na barriga enquanto eram pequenos bebês.

Ilhota da Barata

A fobia a insetos é muito comum pois o ser humano encara o inseto com nojo e desprezo, mas há casos de pessoas que não só aprenderam a conviver em harmonia com estes minúsculos invertebrados, mas que também desenvolveram uma curiosa atração. Este é o caso de Carl Maclane, um professor de Biologia que desenvolveu um método para extrair prazer de baratas. Carl é um naturalista ativista a favor do humanismo e contra a modernização e mecanização mundial eminente. De acordo com suas crenças há uma necessidade de sentir o mundo como ele é. Sem intermediários mecânicos ou eletrônicos. Os carros por exemplo, de acordo com a visão de Carl são ameaças não só a camada de ozônio e ao aquecimento global pela produção de poluentes, mas também são uma ameaça a paz da humanidade. O petróleo se tornou valioso, os governos de todos os países ambicionam monopolizar a extração de petróleo. Outro fator é a insociabilidade, a pessoa viaja sozinha dentro de seu carro, privada de contato com o ar, com a terra, com a vida. Por outro lado Carl é a favor do transporte coletivo pois resolve uma série de problemas, entre eles a diminuição da poluição em todos os sentidos e uma diária socialização. Carl Maclane provou ser um grande fã da socialização ao simular em seu laboratório diversas experiências de socialização e travar contatos de diversas categorias não somente com os seres humanos mas também com os animais, vegetais e minerais. Um exemplo disso é o novo método que ele apelidou como “A ilhota da barata”. Carl ensina a fórmula. “É simples e pode ser feito em casa. Você precisa de uma banheira cheia de água, precisa também de uma barata de estimação que seja limpa e de um copo tampado para manter presa sua amiga barata. Entre na banheira pelado e deixe apenas a glande exposta sobre a água. Agora é hora da amiga barata entrar em ação. Solte-a nadando. Ela vai nadar para não se afogar e quando vir a pequena ilhota no meio da água vai se agarrar com todas as forças lutando pela sua sobrevivência. Você pode submergir e emergir novamente, as patinhas da barata tentarão escalar a ilha e tudo o que é preciso fazer é relaxar e apreciar a interação homem-inseto.” Segundo Carl é o dever de casa de quem tem compromisso com a natureza. A Entidade de Defesa dos Direitos Artrópodes criticam esta prática cruel e o classificam o delito como coito forçado.
Carl Maclane diz que tenciona desenvolver agora a interação de mulheres com baratas, porém reclama do distanciamento e frieza femininos “As mulheres não querem ficar perto de mim e nunca estão dispostas a participar dos meus experimentos.”
Carl Maclane prossegue sozinho com suas pesquisas mesmo tendo sua licença médica caçada no semestre passado e tendo seu projeto rejeitado em Harvard. Segundo Carl Maclane “Isso não me faz pensar em desistir. O meu sonho que é a completa e total comunicação do homem com a natureza. Enquanto as pessoas não se conscientizam disso prossigo incentivado por saber que o inseto é o melhor amigo do homem.”

As coisas que odeio e os respectivos porquês

In Sem-categoria on Novembro 11, 2006 at 6:03 pm

Descobri que odeio listas e me dou por vencido quando provérbios que rimam constatam uma verdade.

Mus miser est sabe que solo clauditur uno
Infeliz do rato que só conhece um buraco

Pares cum paribus facillime congregantur
Cada qual com seu igual

In nocte consilium
O travesseiro é o melhor conselheiro

Também odeio reportages que nada dizem, ou que não me cabem porque falta-me a paciência para lê-las.

Pesquisa científica realizada com rigor revela que entre os “deglutidores de creme a base de óleo e ovo” (em palavras chulas “comedores de maionese”) tem, paradas cardíacas como sua maior causa mortis. O excesso da gordura da maionese pode causar uma certa arritmia cardiaca, conhecid como Fibrilação auricular, em que há movimentos irregulares dos átrios, termo usado para descrever os apêndices das câmaras superiores do coração. O maior risco de Fibrilação Auricular são os riscos de embolia cerebral que ocorrem pela formação de trombos dentro da aurícula. Os pacientes de maior risco são os portadores de doenças da válvula Mitral.
A C.A.M. (Comunidade dos Apreciadores de Maionese) afirmam que esta pesquisa é uma farsa mal intensionada com fins políticos, visto que foi encomendada pela Ucrânia. Nos bastidores históricos teorias paranóicas acerca da origem da maionese se difundem pelo mundo, uma delas é que a verdadeira origem da Maionese ocorreu na França, porem, paises Europeus disputam este título culinário e muitas guildas de cozinheiros sonham em possuir os “direitos autorais” ou a “patente” sobre o produto, visto que isso renderia uma renda inigualável já que a maionese é difundida por todo o mundo como um produto sem origens. O dono da patente receberia uma fortuna em troca da descoberta, por isso as guildas de cozinheiros disputam a verdadeira origem do produto. A Ucrânia já estava fora da lista porque a única coisa que se sabe a respeito da origem da maionese é a sua data 1756, nesta época a Ucrânia havia se tornado a comunidade Polaco-Lituana logo após o Principiado de Kiev, a cidade de Kiev passou pelo rigoroso controle do Grão-Ducado da Lituânia que expandiu-se na força do Vácuo deixado pelos mongóis e muitas etnias e religiões contribuiram para a diversidade cultural e politica desse local, mas o que acontece é que nessa época o povo Mongol havia devastado a população de bovinos e galináceos do local não deixando nenhum espécime dessa raça vivo dentro do território Ucraniano durante um período de anos que compreende exatamente o período da invenção da maionese, que ocorreu em meados de 1750. Pelo fato de que não haviam galináceos vivos no território Ucraniano então era impossível que tivessem inventado a maionese na Ucrania, visto que maionese leva ovos.

Odeio costeletas.

O Ator, Juilson Malbuquerque atrasou as filmagens do longa metragem que estava rodando. Motivo? Ele usava costeletas. Sim, ele usava costeletas para uma peça de época que estava fazendo na mesma época em que rodava o filme e a peça era tão bem paga quanto o filme. O diretor do filme não podia descaracterizar o personagem portante teve que esperar duas semanas até que a peça tivesse acabado para que o ator, causador de toda a desgraça, pude raspar fora suas malditas costeletas.

NEOÍSMO E NEATIVISMO FATÍDICOS E FACTUAIS

In Sem-categoria on Novembro 11, 2006 at 5:28 pm


“Segundo Faber Stuckert a repetição inerente a condição humana nada mais é do que uma mutação do estudo de B. F. Skinner sem o seu conteúdo repetidas vezes apontado como fascista mas que não passou de uma forma de expressão mal colocada, isso quer dizer que toda a informação substancial importante no estudo daquele psicólogo sem sua carga de imposição ditatorial e negação das leis naturais pode servir de materia prima ao estudo de uma ciência a respeito da essência humana, a repetição.” Faber Stuckert relata em um manuscrito(BRUZZ) encontrado dois anos depois de seu falso sumiço,que a convivência dos seres humanos com os animais,pacifíca ou não,só traz malefícios,o neativismo clássico considera os animais selvagens e domésticos como pura forma de manifestação do neoismo.Esse relato causou discurssão entre as variadas vertentes do neoismo e neativismo.”"

Is Money Evil ?

In Sem-categoria on Novembro 7, 2006 at 3:56 pm

O Dinheiro é mau?
Isso depende de quem está com ele no bolso
O dinheiro sozinho não pode trazer um homem a ganância
A fraqueza de caráter faz estas coisas
O dinheiro pode vencer a fome, liberar você da prisão e consertar a sua fraqueza
Dinheiro pode te comprar aulas de dança
Não. O dinheiro não é mau.
Amor por dinheiro é mau.

- Tradução livre de comercial de Jonathan Glazer

Assim falou o Neonazista

In Sem-categoria on Novembro 3, 2006 at 10:44 pm

É natural do ser humano sentir desejo por conhecer a África e não há nada de estranho ou reprovável neste desejo, aliás, muito pelo contrário, é parte de uma pessoa de mente aberta e capacidade de reconhecer que foi lá que a humanidade nasceu. Hoje no continente Africano ainda vivem alguns de nossos antepassados como por exemplo… os macacos.

Os pêssegos dela

In Sem-categoria on Novembro 2, 2006 at 2:12 am

Prunus persica

Lembro de coisas ao comprar um pêssego na feira pela manhã de um dia ensolarado. A primeira das coisas é com certeza a textura suave dos pelos minúsculos que se arrastam contra a palma da minha mão umidecida pelo suor. O cheiro, o cheiro é outra coisa que gosto de sentir num pêssego, meu nariz se aproxima como se estivesse provando do bom vinho sem a boca, aguço os instintos para experimentar separadamente cada sensação que esta pequena benção em forma de fruta pode me oferecer. E por fim abocanho a fruta suculenta e sinto suas fibras molhadas deslizarem pela garganta.
Talvez de todas as coisas o ato, o pequeno ritual, de se provar um pêssego mais se assemelhe ao ato de se provar um seio feminino, de sentir seu formato, de lhe tocar a boca e sentir a carne suave com os lábios com o rosto pressionado contra este espaço aconchegante que elas nos reservam nos melhores momentos da intimidade compartilhado.
Seios e pêssegos. Seios e pêssegos. Breasts and Peaches.

Insônia

In Sem-categoria on Outubro 24, 2006 at 9:47 pm


Eu to tentando dormir mas não tenho conseguido. Eu to tentando escrever mas não tenho conseguido.
Antes de dormir eu fico reparando nas coisas em volta. A minha janela fic perto de uma pista movimentada e a minha impressão é que os carros e as pessoas estão passando dentro do meu quarto. Meu quarto não me parece seguro. As vozes das pessoas e dos carros estão lá dentro e falam mais alto do que eu consigo pensar, se embaralham com as minhas idéias. Eu já não sei mais o que pensar porque as vozes ficam me dizendo coisas sem sentido. As vozes, os carros, as sirenes.
Quando eu viajei de volta para minha casa eu sonhei que estava na praia. A única voz além da minha era uma voz que ia e vinha, ia e vinha, ia e vinha. Era a voz do mar.

Do que se tratam as suas criações?

In Sem-categoria on Outubro 20, 2006 at 10:56 pm

ATO 1 – QUAL IDÉIA AFINAL ?
Ontem a noite tive uma idéia genial. Não me lembro o que foi mas quero pedir meu crédito e fama à televisão mais próxima e registrar na biblioteca nacional para garantir que ninguém vai usurpar os direitos que são meus por natureza!
É ! ISSO AÍ! ASSIM QUE EU GARANTO O MEU PRIVILÉGIO DE CRIADOR!

ATO 2 – A CRIATURA OU O CRIADOR ?
A Criação ganha vida e toma as ruas pregando o terror para todos os passantes, o criador perde o direito e controle sobre sua obra, seus pôsteres estão espalhados em todas as vitrines e as canetas se desgastam de tantos autografos, necessidade imediata, mais básica que comida por parte dos fãs ávidos por um olhar sequer do gênio criador. A criatura ganhou vida e todos amam a criatura e através da criatura um criador mal pago que busca não mais do que alguns centavos para tomar o próximo café da manhã.

ATO 3 – GRAN FINALE
No mesmo terreiro em que a Xuxa ganhou seu nome (oXUm e oriXÁ) ele descobre o caminho que deve perseguir, na próxima encruzilhada um breve encontro com o diabo lhe traz a resposta sobre como empregar seu dinheiro e todos seus esforços e objetivos. O criador perdeu o controle não somente da própria criação, mas da própria vida ambição e fama. O criador está cego pelo sucesso. Surdo pela arrogância. Pregado no chão pela espiritualidade dilacerada que um conjunto de drogas festas e orgias lhe causou durante um ano inteiro de sucesso que passou tão rápido quanto uma noite dançando sob o som hipnótico da música eletrônicamente destituida de qualquer significado. É a magia da modernidade, ela é capaz de trazer informações, cores, gostos, sensações, desejos e gozo enquanto de forma sutil e sagaz como o bote felino sobre um rato descuidado lhe rouba a alma pelas artérias do pescoço e suga com gosto das tripas ao coração. Nada resta nada além de uma carcaça acabada num fim de vida sem paz. Da saudade de amar. Do desejo de criar. Você precisa de uma musa e nem ela está por perto.
Sobre o que você está tentando falar? É difícil convencer alguém se nem você mesmo descobriu.

In Sem-categoria on Outubro 19, 2006 at 2:31 am

Azeitona e Pedaços de Queijo

Olha eu aí atuando.

Um Grito e Passa (Ver. 2)

In Sem-categoria on Outubro 15, 2006 at 3:17 pm

Derrubo a coberta e o peito me pulsa
Sangue fervendo e o ódio crescendo.
A preguiça atesta a vida dormente.

Num salto fudido percorro o espaço.
Embrulho a escada, a porta aberta,
o frio lá fora, a grama molhada.
Cachorro não late e o carro não chia
Faróis apagados e a laia dormindo.

Acorda o cachorro ao pio d’pardal,
Ensejo ao alado que caiu do umbral,
se sonha adiante que aprenda a voar.

O carro passando, eu pulo a porteira,
Esmago a minhoca e rasgo a camisa,
Meu peito desnudo o frio é maciço.

A rua calada em langor tão singelo
O ar puro salubre aos pelos eriça
e vejo a espuma formando no ar
a nuvem do frio que cinza é vapor.

O grito enlouquece a noite padece
A janela escura se torna ocupada
vizinho procura o ser que vivente
na noite contesta o fim da morosa
e traz no respiro um ocaso veloz
cedendo à preguiça o ditoso clamor
de um dia humano perpétuo enfim.

Ilusões sobre mulheres e feijão

In Sem-categoria on Outubro 10, 2006 at 9:40 pm

* Tenho uma teoria de que as mulheres loiras não existem, elas são apenas uma projeção ideal subconsciente masculino.

* Não gosto de feijão, mas todos acham que eu gosto. Como apenas porque me é saudável. Sigo uma corrente de pensamento que acredita que o feijão não combina com batatas fritas e nem muito menos com carne ou omelete. As combinações ideais para o feijão são arroz puro ou feijão sem molho com carne de sol.

* Mulheres que cozinham, mesmo as que cozinham muito bem, tem uma forte tendência intelectual que vai contra a idéia da combinação ideal dos feijões, muitas vezes ignorando o gênero da leguminosa Fabaceae, elas vem seguindo uma outra corrente estética que se baseia no fato de que o feijão, assim como a cor preta, combina com qualquer coisa.

* No passado os sábios já tinham a noção do que nós (atuais seres evoluídos) já sabemos: OS FEIJÕES NÃO SÃO PARA COMER! Esta é uma ilusão que provavelmente foi criada na idade das trevas do homem quando a igreja católica baniu todo o conhecimento e poucos sabiam ler. Durante o periodo da fome o homem é capaz de comer até sapatos e difundiu-se o preparo destas sementes como forma de alimentação. Mesmo depois da iluminação intelectual do homem esta crença permaneceu viva e nunca foi contestada até então. Na Grécia antiga e no império Romano por exemplo, o feijão era utilizado para votar. O feijão branco significava sim e o feijão preto significava não. Eles sabiam bem que a função do feijão não é a de percorrer nossos dutos intestinais, hoje em dia um sábio uso para os feijões é utiliza-lo como moeda corrente de aposta em jogos de Poker, você não gasta seu dinheiro e a diversão é garantida com algumas centenas de “Phaseolus vulgaris“.

* Uma prova que é a antitese da importância cultural do feijão e atesta o crescimento intelectual da população é o fato de que o rendimento médio nacional do feijão Brasileiro está reduzindo. No período de 1966-1970 atingia cerca de 650 Kg/Ha, no periodo de 1974-1978 este valor diminuiu para 500 Kg/Ha, e continua reduzindo. Para efeito de comparação perceba que paises mais evoluídos como EUA, JAPÃO, TURQUIA e ITÁLIA juntos tem rendimento médio de cerca de 1.400 Kg/Ha. Ainda há um longo caminho de conscientização para o que o povo Brasileiro compreenda o problema do feijão.

* Para quem não sabe (e isso é sério) uma outra ilusão a ser desfeita é de que o feijão é puramente um nutriente. O consumo em quantidades de média a alta de feijão está sendo associado a diminuição no desenvolvimento de doenças como o diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. E isso está no Wikipedia e se está lá meu amigo, é como assistir algo no discovery, vale mais que prova científica no final da sentença.

São todas ilusões das quais precisamos ter noção para prosseguir uma vida segura, sem ilusões, com o pé fincado no chão (não enterrados como os feijões, mas ao menos protegidos do atrito natural por sapatos), pois só a razão pode nos dizer que o real é baseado no fato de que o feijão e as mulheres loiras são ilusões que nos fazem mal e precisamos abrir os olhos para a realidade, que são basicamente as mulheres morenas e o arroz com batata frita.

Falando em Beans, o autor do desenho que ilustra esta pesquisa científica se chama: Julian Beaver e seu site é http://users.skynet.be/J.Beever/pave.htm

Da importância da selvageria

In Sem-categoria on Setembro 17, 2006 at 10:28 pm

A sociedade é uma forma antinatural de manter a ordem entre os humanos porque vai de encontro violento e imediato aos instintos primitivos de caçar, procriar e descansar. A fera corre atrás de sua presa, curra sua fêmea e dorme. Isso exercita seus atributos físicos, mentais e carnais sem envolvimento com a ética ou moral. A ausência de regras e restrições impostas sem naturalidade causa uma vida saudável. Não há crise existencial para quem existe sem a doença da filosofia. Uma epidemia memética que gera círculos mentais de dúvidas infinitas nunca chegando a resultado ou consenso algum.

O trabalho social, no entanto, estimula o homem-cidade apenas a querer fugir de sua organização artificial. O Homem-cidade não exercita seus músculos e consequentemente a mente do homem animal não entra em harmonia com o corpo de forma que o sexo não satisfaz e o homem precisa buscar perversão para suprir instintos naturais reprimidos, afinal repressão gera perversão.

As conseqüências de um mundo onde a selvageria tornou-se obsoleta são a princípio uma vida permeada de confortos que amaciam a vontade humana de perseverar, de sobreviver. A ausência dessa vontade é causa comum de suicídios, de criminalidade e de doenças mentais muitas vezes detectadas pela psicanálise como a neurose, a psicose, a psicopatia.

Não somente homens doentes psicologicamente são criados dentro desse sistema, mas homens mentalmente e fisicamente incapazes e indispostos. O amor é anti-natural e precisa de modelos sem espontaneidade pois o homem não é capaz de sentir o verdadeiro amor sem ajuda. Ele se tornou intelectual demais ao ponto de engolir sua capacidade perceptiva, precisa buscar o amor na ficção, precisa se proteger em seu ostracismo, precisa buscar a vida em aparelhos eletrônicos. Na religião surgem os responsáveis pela manutenção da ética incondicional, a ciência é a religião dos céticos, o militarismo é a opressão, ou a garantia do conforto sob o risco de que os indivíduos tem suas liberdades individuais podadas em nome de todo o sistema. No amor os ficcionistas repetem fórmulas infinitas de padrões comportamentais que alimentam as imaginações infantis e proliferam-se nas imaginações adultas. A visão de mundo do homem-cidade é limitada e o seu horizonte é estreito. Um cavalo domado é um eqüino que enxerga o mundo através de um cabresto. Um romântico incorrigível é um homem que enxerga o mundo através de um prepúcio fimótico.

A importância do homem animal e a manutenção dos níveis mínimos de selvageria necessária para a saúde mental e física, e pode se dizer até espiritual. A única rima possível entre o homem e a vida se dá no ponto de equilíbrio entre o seu lado humano e seu lado animalesco. Entre Yin e Yang.

http://www.ronriddle.com/images/films/wildcity5.jpg

SANGRE A CRIATURA ( PARTES 1 e 2 )

In Sem-categoria on Setembro 12, 2006 at 6:14 pm

SANGRE A CRIATURA ( PARTE A )

SANGRE A CRIATURA ( PARTE B )

Esta é apenas uma das obras dos Vatos Locos Productiones, uma produtora de Filmes Trash que existiu em Brasília a partir de 1999 até 2004. Foram produzidos dezenas de Trash Movies, suficientes para lotar 3 dvds, este é um dos clássicos, reeditado, o nome original do filme era A CRIATURA 3, pois era o terceiro filme da trilogia que já havia se iniciado anos antes da fundação da VATOS LOCOS PRODUCTIONES.
Encontre outros de nossos filmes no seguinte endereço:
http://www.youtube.com/profile?user=Cineasta81

Noventa e Nove Problemas

In Sem-categoria on Setembro 9, 2006 at 6:17 pm


Como dizem, as mulheres começam a pensar em namoro e em assuntos românticos antes dos homens, então elas acabam (em muitos casos) sendo iniciadas nesse mundo com um cara que é mais experiente que elas. Como é a primeira vez, ela se apaixona mas logo quebra a cara e fica triste, e isso se repete algumas vezes até que ela perde sua inocência e começa a sentir raiva e descrença em relação aos homens.
Aí nesse período o Homem da mesma idade está começando, ainda um pouco inocente, a se relacionar com as mulheres, mas as mulheres já estão mais experientes e desacreditadas do homem, usando disso é a vez delas de deixar o homem inocente sofrer, o Homem aprende com a vida que se ele não for cachorro as mulheres vão pisar em cima dele, ele aprende que se for bonzinho vai se apaixonar pelas mulheres e quando elas perceberem que ele está apaixonado vão aproveitar para pisar em cima. Então, percebendo isso após ter sofrido uma, duas ou três vezes por causa de mulher o homem aprende a ser cachorro, e aí é a vez dele de introduzir a próxima mulher inocente dentro deste ciclo de relacionamentos nada saudáveis com os quais nós nos acostumamos a viver.

Pode parecer estranho mas ser cachorro tem a ver com ser macaco velho. Quanto mais experiente se torna, quanto mais velho fica o macaco, mais cachorro (ou cadela) vai se tornando.

A questão “Ovo ou galinha” caberia neste contexto, mas seria descabido me estender mais tentando explicar um simples assunto, o de que, de acordo com a teoria de um amigo, O ser humano é repetição, mas a minha teoria é que este círculo humano, este fluxo aparentemente infindável, entre cada rodada recebe um pequeno toque do tempo e da evolução e está se tornando cada vez menos cheio de falhas e mais perfeito, acredito que dentro de um tempo estes problemas deixarão de existir.

A despeito disso (estou começando a gostar dessa expressão), gostaria de indicar uma boa música aos velhos macacos.
Jay Z
“I´ve got 99 problems But A Bitch Ain´t One”

www.markromanek.com

(OS DOIS ELEMENTOS DE UM CONJUNTO VAZIO)

In Sem-categoria on Setembro 5, 2006 at 1:18 am

Uma visão lançada sobre os relacionamentos superficiais de São Paulo

CENA 1 – EXT. – DIA – PONTE DA VERGUEIRO
SUJEITO está olhando os carros passarem em uma movimentada Avenida de São Paulo.

CENA 2 – EXT. – NOITE – PONTE DA VERGUEIRO
SUJEITO ainda olhando os carros passarem na movimentada avenida. Seus olhos são profundos pelas olheiras.

SUJEITO vira-se de costas para a avenida e fica observando as mulheres passando.

MARIA caminha, traz consigo livros debaixo do braço, cabelo preso, recatada, saia longa colada no corpo até abaixo do joelho, blusa justa com gola até o pescoço.

SUJEITO apenas olha para MARIA. Ela desvia o olhar virando-se para o outro lado da pista. Ela passa direto por ele. SUJEITO começa a andar, seguindo-a.

Ele chega do lado dela, MARIA apressa o passo.

SUJEITO fica para trás, mas ainda seguindo-a.

CENA 3 – EXT. – NOITE – RUA 1

MARIA anda por vários lugares da cidade, vez ou outra vira para trás e SUJEITO ainda está por lá.

MARIA vê um boteco logo à frente. Ela entra.

CENA 4 – INT. – NOITE – BOTECO

MARIA passa por dentro do boteco apressada. Vários olhares se voltam para ela. Ela entra direto para o banheiro feminino.

SUJEITO fica na porta do boteco esperando, olha para as pessoas bebendo dentro do boteco.

Um BÊBADO sai do boteco esbarrando em SUJEITO. O BÊBADO vira-se ficando de frente para SUJEITO e o hálito do BÊBADO faz o rosto de SUJEITO se franzir. SUJEITO o empurra.

MARIA demora para sair. SUJEITO entra no boteco e vai direto para o banheiro feminino.

CENA 5 – INT. – NOITE – BANHEIRO DO BOTECO

No apertado banheiro feminino SUJEITO bate na porta das mulheres. MARIA, dentro do banheiro está sentada com a tampa da latrina fechada. Os livros estão sobre o colo. SUJEITO bate e MARIA confere os pés dele por debaixo da porta.

SUJEITO se abaixa e estica a mão por debaixo da porta. Faz carinho no tornozelo dela. MARIA tira o tornozelo rapidamente. MARIA levanta-se e dá descarga. Abre e fecha a tampa da latrina como se a estivesse fechando.

MARIA abre a porta do banheiro. SUJEITO entra no banheiro junto com MARIA e bloqueia a porta com os braços.

MARIA coloca os livros sobre o vaso e empurra sujeito para que ele saia do caminho. SUJEITO não sai. MARIA vira-se de costas para SUJEITO encostando a bunda no quadril dele, MARIA pega os livros sobre a tampa da latrina.

SUJEITO acaricia a partir do cox de MARIA levantando sua roupa, a mão dele passeia pela coluna nua de MARIA e descobre uma pinta.

O quadril de SUJEITO circula na bunda de MARIA. MARIA fica olhando para os livros por alguns segundos.

MARIA desencosta a bunda do quadril de SUJEITO e o empurra para frente passando por ele. SUJEITO, encostado na parede do banheiro fica olhando enquanto MARIA passa por ele.

MARIA sai do banheiro apressada. SUJEITO fica encostado na parede esperando-a sair e depois sai atrás dela.

CENA 6 – INT. – NOITE – BOTECO

MARIA sai do boteco. SUJEITO sai alguns segundos após.

CENA 7 – EXT. – NOITE – RUA 2

MARIA anda pela rua apressada, olha vez ou outra para traz. SUJEITO vem junto.

MARIA chega numa parada de ônibus que está vazia e se senta. SUJEITO chega do lado dela e senta-se também.

SUJEITO pega um dos livros de MARIA. MARIA tenta puxar o livro, mas SUJEITO puxa e fica com o livro. SUJEITO folheia o livro.

MARIA fica olhando para frente. SUJEITO coloca o livro no colo dela e mantem a mão sobre o livro. MARIA tenta tirar a mão dele. SUJEITO segura por cima da mão de MARIA. Utilizando a mão dela própria, SUJEITO acaricia a perna de MARIA. MARIA tenta resistir mas desiste. SUJEITO acaricia o ventre de MARIA com a mão dela.

SUJEITO começa a tentar beija-la. MARIA recusa os beijos virando o rosto. SUJEITO começa a acariciar os seios de MARIA. Ela fica parada como se não sentisse nada.

MARIA coloca a mão sobre o colo de SUJEITO e começa a masturbar SUJEITO por cima da calça.

SUJEITO goza, molha a calça.

O ônibus vem chegando. SUJEITO tenta beijar MARIA. MARIA não se deixa beijar. MARIA segura com os dedos pelo queixo de sujeito, ficando face a face com ele.

MARIA passa a mão na calça molhada de SUJEITO. MARIA cospe na boca de SUJEITO.

MARIA se levanta e entra no ônibus.

CENA 8 – INT. – NOITE – ÔNIBUS

MARIA senta-se dentro do ônibus e não olha para trás. SUJEITO está na parada com a calça molhada e a boca cuspida olhando para ela. Ele limpa o rosto com a mão.

O ônibus parte. MARIA vai sem olhar para trás deixando sujeito sozinho.

MARIA tira da bolsa e coloca de volta a aliança no dedo.

Música do dia:
Too Drunk to Fuck – Nouvelle Vague

A visão do Super 8

In Sem-categoria on Setembro 4, 2006 at 6:37 pm

Ontem deitei cansado. Estava exausto, as piores coisas que podiam acontecer naquela noite aconteceram, me pareceu que aquele seria o primeiro de uma série de dias péssimos.

A noite me acolheu carinhosa e me deu bons sonhos, sonhei que estava em um concerto de três instrumentos, havia um contra baixo, um violino e outro instrumento que eu não consigo distinguir. Os três instrumentos começaram a executar a música e eu podia enxergar as notas se entrelaçando, compondo a melodia, o baixo nos intervalos pares e o violino agudo nos intervalos ímpares construia de forma magnífica um pequeno castelo nos meus ouvidos. O homem que tocava o violino era muito engraçado, quase um palhaço sem nariz vermelho, porque o homem que tocava o contrabaixo era um tanto esquecido e nos momentos da música que ele não precisava tocar ele ficava quase dormindo, pendurando a cabeça, e então o homem do violino se aproximava dele e lhe cutucava, ou lhe acertava um chutinho indicando a ele que era tempo de entrar na música, de continuar o som que estavam construindo. O baixo nos intervalos pares e o violino nos intervalos ímpares, formavam juntos uma harmonia única que compunha a música que é impossível de ser descrita na linguagem de que se compõe o alfabeto, portanto cabe às suas imaginações comporem a música de cada uma das suas cabeças pois esta outra linguagem do som eu ainda não dominei.

Acordei na manhã seguinte, apesar do frio não havia solidão. Apesar da tristeza da noite passada, na manhã seguinte so me sobrava o vigor e o alívio de ter vivido um sonho após o breve pesadelo dos momentos em que estive acordado há muitas horas atrás. Na noite passada os olhos relutavam para não chorar, na manhã de hoje eles estavam semi cerrados enxergando as frestas de luz penetrando pela janela de meu quarto iluminando levemente os objetos do meu quarto de solteiro.

Tive a nítida impressão de que meus olhos eram uma antiga câmera super 8mm. O desfoque, a textura da imagem, tudo isso se parecia com uma imagem feita por uma dessas antigas câmeras. Foi quando tive o insight de que a câmera de super 8 é equivalente a imagem que temos ao acordarmos de um sonho bom pela manhã.

Música de hoje:
Everlong – Foo Fighters
Clipe de Michel Gondry

beauté de Français

In Sem-categoria on Setembro 3, 2006 at 12:35 am


La vie
est beauté
merde

Cineasta 81

In Sem-categoria on Agosto 31, 2006 at 10:57 pm

Cineasta 81

Hoje não tem biscoito

In Sem-categoria on Agosto 29, 2006 at 9:24 pm

Cai fora.

Os saudáveis hábitos Neoístas (Sem saudosismo)

In Sem-categoria on Agosto 25, 2006 at 4:51 pm

É um hábito comum entre os neoístas lamber os dedos do cozinheiro que lhes prepara a refeição. É, antes de tudo, um gesto de educação e de respeito em relação aquele que vai lhes preparar a comida, pois de acordo com a cultura neoísta a saliva é sagrada e limpa o objeto de todas as máculas pecaminosas.

Ao contrário do que se pensa o hábito de cuspir nos idosos não é neoísta, conforme é creditado em muitos livros sobre o assunto, este hábito pertence apenas as sociedades em que ainda reside a vertente do neoísmo brando. Cuspir nos idosos não é um ato ofensivo na cultura neoísta branda, é um ato de carinho e de purificação. A saliva é coletada pelo idoso alvo da cusparada, e espalhada com a mão pela região atingida, ou então é levada até alguma região dolorida ou que tenha problemas de saúde para purificação.

Os membros do capitalismo doutrinario tem uma desavença de relações com os neoístas brandos devido ao fato do uso e desuso de roupas tradicionais que marcaram as festividades religiosas, aquele que se opõe a toda é qualquer é merecidamente expulso ou excomungado de acordo com as punições legais mas não há uma ofensa maior que um tratante do mesmo clã pode executar se estiver com a roupagem adequada, desde que, não pertença ao clão oposto, se houver uma ambiguidade a questão é resolvida num antigo jogo criado dentre eles que se chama cara ou coroa, o cara ou coroa é uma disputa que pode envolver até dois lados, a disputa exige uma moeda que tenha estes dois lados no máximo, se houver mais lados favor mudar as regras, caso contrário permaneçam como estão, e a moeda é arremessada para o alto de forma que quando atingir o chão no primeiro clique tilitarte-á até o ponto onde finalmente parará para exigir um vencedor, as regras para que o vencedor descubra se ganhou ou não são mais simples do que se vem explicando em complicados manuais com o objetivo de esclarecimento, estas regras consistem no fato de que um dos lados da disputa precisa escolher um dos lados da moeda e este lado corresponderá a sua vitória caso caia virado para cima ou corresponderá a sua derrota caso caia virado para baixo, cada lado de um moeda tem um nome específico que lhe corresponde e estes nomes são divididos em duas categorias: Cara ou Coroa, o lado que se autodenomina cara é caracterizado por um rosto ou cara de um rei ou de um presidente ou da pessoa em questão que está com seu rosto estampado em relevo na moeda, esta pessoa geralmente tem proporções importantes dentro do círculo dos afamados históricos na sociedade em questão, afinal moedas podem existir em qualquer sociedade, por este mesmo motivo faço questão de afirmar que a sociedade é “em questão” pois poderiamos estar falando de qualquer sociedade. O lado autodenominado coroa corresponde ao lado da moeda correspondente ao valor que lhe é atribuído, repare que moedas podem ter diferentes valores, depende, obviamente da sociedade em questão que como eu já citei anteriormente não posso especificar uma sociedade qualquer pois moedas existem em quaisquer sociedades que se possa pensar com excessão de algumas que não tem moedas ou sistemas monetários, e creio eu que não devo escolher a moeda de uma determinada sociedade a fim de não desmerecer outras sociedades que poderiam se sentir enciumadas com a minha escolha, longe de mim causar ciúme as sociedades, prefiro que elas fiquem como estão em seu mais perfeito estado de paz e segurança, o ciúme de uma sociedade é algo com o qual não se deve nem brincar e já que isso me pareceu uma leve brincadeira com sutis toques sensuais de ironia creio que o meu desejo neste exato instante em que escrevo esTa letra é o de apagar a minha brincadeira em questão, que eu faço questão de enfatizar a brincadeira EM QUESTÃO pois não foi qualquer brincadeira foi uma brincadeira em questão dentro do contexto no qual nos encontramos, mais especificamente no texto no qual estamos algumas palavras retrocedendo para trás, um infortúnio tremendo eu ter dito retrocedendo para trás pois esta redundância fá-lo-eis perceber o quão pobre é a minha capacidade de discernimento frente aos fatos, mas sou bem muito bem, capaz de olhar para uma moeda e discernir que o cara tem uma cara e o coroa tem um número, ah se sou e ai de quem duvidar!

Recado do Anunciante:
Não caia nas armadilhas do desuso! Utilize camisinhas recicláveis Chel, dando a você a chance de uma nova gozada.

Frase de pára-choque do dia:
Confie em mim, eu sou um doce.
Adoro ser chupado.

Vinheta para a MTV (nova)

In Sem-categoria on Agosto 3, 2006 at 6:52 am

Em breve vamos ver se a MTV aceita minha vinheta.

Poema Minimalista Quase Hai Kai

In Sem-categoria on Agosto 2, 2006 at 11:49 pm

Exalo o resto do ar que me sobrou
Não te agrada a cerveja que eu tomei
Hoje não me desagrada desagradar você

O chão tá sobre os meus pés, não sobre os teus
Por isso essa calma não me assusta nem intimida
O sangue é consequência, a ferida sempre fecha

Um poema pra você
A saudade é pra mim
Um quem sabe pra nós dois

Andy Kaufman toca os Bongos

In Sem-categoria on Julho 25, 2006 at 5:13 am

(O texto começa a partir daqui)Nada a dizer. (Fim do texto)

Texto para o 31 concurso Maldito
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5834833

Manifesto pelo fim do amor romântico

In Sem-categoria on Julho 19, 2006 at 7:36 am

Estamos ligados ainda a obsoleta idéia utópica de que o amor para ser verdadeiro precisa ser trágico e romântico. São histórias que no século dezenove entraram para o consciente coletivo de toda a população e estão incrustadas até hoje e as recebemos continuamente desde crianças como o “molde” para se amar, estas histórias se disseminam através de “Contos de fadas” da tv e de todos os formadores de opinião conservadores que estão presentes no nosso dia a dia.

O amor do nosso século precisa de erotismo e de liberdade para ambas as almas. O amor de nosso século não exige que as almas sejam únicas. O amor de nosso século pede encarecidamente que as almas tenham paciência umas com as outras e que seus corpos se amem das formas que encontrarem conforto e este amor tem repulsa ao drama exacerbado e a carência emocional. Uma alma precisa apenas de sí mesma e tudo o que ela pode sentir da outra é o calor, é preciso aceitar a solidão incondicional do ser humano para entender que o amor verdadeiro é uma fricção de suas essências.

Acredito firmemente no fato de que um dia as velhinhas vão reclamar:

__O mundo não é mais erótico como era antigamente.

Inspirado no texto: ‘Ensaios de Escreviver’ de Urbano Tavares Rodrigues

1/4 de século

In Sem-categoria on Julho 12, 2006 at 5:35 pm

A partir do dia 12 de Julho eu sou um homem com um quarto de século. Idade o suficiente para me fazer sentir uma ponta de responsabilidade com o mundo, responsabilidade esta de criar algo de valioso, de despertar o que há de bom nas pessoas e de aprender a interagir em harmonia com o mundo, obedecendo os meus próprios limites, os teus limites e os nossos limites.

Catedral cor de rosa
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/06/356964.shtml

Te siento tan lejos

In Sem-categoria on Junho 26, 2006 at 2:41 pm

Estando tan cerca,
te siento tan lejos
te busco y te evito,
te odio y te quiero,
me sobras y te necesito,
me das la vida y me muero.

Estando tan cerca,
te siento tan lejos,
me duele tu ausencia
y tu indiferencia
y yo estoy jugando
a tu mismo juego,
por fuera somos
aludes de hielo
y por dentro una llama
buscando consuelo.

Estando tan cerca,
te siento tan lejos
y quiero mentirme
engañando a mi ego,
diciendo que tú
ya no tienes
a mi corazón preso.

Estando tan cerca,
te siento tan lejos,
por que eres cobarde
y te da miedo
amar sin reservas
y perder en el intento.

Estando tan cerca,
te siento tan lejos…

PRO INFERNO

In Sem-categoria on Junho 18, 2006 at 7:30 pm

Pro inferno com meus sentimentalismos descontrolados.
Pra merda com essa montanha Russa emocional.
Pro lixo com o amor.
Quero comida, drogas, trepadas, cerveja.

Tenho medo do que vem após a curva

In Sem-categoria on Junho 12, 2006 at 2:01 am

Neste momento que não é nem noite nem dia pergunto-me se ela gosta mesmo de mim e ao mesmo tempo sinto medo de que goste.

Prevejo um futuro agradável e ao mesmo tempo tenho medo de vivê-lo.

Se não fosse por todo este medo, derrapar perigosamente nas estradas do destino seria uma tarefa e não um prazer, seria enfadonho e não regozijante, seria gelado e não humano.

In Sem-categoria on Maio 31, 2006 at 7:13 pm

Afinal, se não forem as bombas, é o cinismo que terminará por destruir nossa civilização.

Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Stalker”

Há três coisas que me fazem tremer…

In Sem-categoria on Maio 22, 2006 at 3:20 pm


Um futuro incerto
Uma mulher impaciente
E não estar preparado para a morte

AONDE ACHA QUE VAI?

In Sem-categoria on Maio 18, 2006 at 9:03 pm

Sou um diabo!
Um maldito bastardo!
Um pervertido moral e sexual!

Mas eu só quero o seu bem!

Ei. Não vai embora. Espere um pouco. Não levante dessa cadeira. Aonde está indo?

Sim. Eu fechei a porta.

Porque? Justamente porque imaginei que você iria fugir. Não precisa ficar assim, com essa expressão.

Decepção é um assunto seu. Quando eu abrir o armário com alguns de meus acessórios talvez você se anime. E não adianta ficar chutando a porta, não é titânio mas seu pé não é marreta e os dedois são peças extremamente frageis. Eu avisei. Não adianta gritar, ninguém vai escutar seu grito.

Na verdade não é que ninguém vai escutar mas as pessoas que estão lá fora sabem o que se passa aqui dentro e tenho que te dizer uma coisa… Elas não se importam. Não. Não são meus cumplices, são só indiferentes a mim e a tudo o que faço. Se você quer considerar isso como uma espécie de conivência então considere, o que você pensa não faz a mínima diferença.

Anjos e Artistas

In Sem-categoria on Maio 15, 2006 at 3:57 pm

Caros leitores, se algum fio de inteligência perdura em suas caixolas (e se me perdoam pela arrogância) incito a perguntarem a sí próprios “por que motivo os criadores criam?”.

Pois bem, estamos acordados sonhando vocês próprios. Nós, os artistas, costumávamos nos perguntar se nascemos no tempo certo ou se aqui estamos porque perduramos. A resposta é sim, nascemos no tempo certo, mas estamos no tempo errado. Nossas almas, como já disse, perduraram através das gerações e tivemos a oportunidade de enxergar a humanidade como enxergam os anjos.

E os anjos nada mais são do que artistas que terminaram seu ciclo e acordaram completamente do sonho da vida.

Àqueles que aqui estão, escrevemos, pintamos, filmamos e interpretamos afim de que vislumbrem a condição de sonhadores e observem que estão na verdade cavalgando sobre o tempo, confortados em berços que estão sendo vigiados por eles, os anjos e os artistas.

Eu não me adequo ao meu tempo

In Sem-categoria on Maio 3, 2006 at 5:07 pm

Eu não sei fazer nada que dá dinheiro.

Aonde está seu espírito

In Sem-categoria on Abril 26, 2006 at 3:09 pm

Aonde você acha que vai? Você não vai a lugar nenhum. Só se vai a algum lugar quando se tem algum espírito e ao que me parece você perdeu o seu.

O espírito, ao contrário do que acreditam, não está no cérebro escondido em algum lugar dentro da mente do indivíduo. O espírito é uma coisa prática, há quem o tenha e perfaça um novo caminho de acordo com seu caráter espiritual e há quem não tenha e acorde todos os dias iluminado sobre o mesmo sol e nem sequer sinta a pele arder com o seu calor restaurador.

Aonde você acha que vai desse jeito ? Aonde quer que você chegue saiba que estará sempre parado. No mesmo lugar.

CONSELHOS DISCORDIANOS

Não acredite nas notícias. Elas mentem para você.

Não confie em seu porta voz. Ele mente por você.

O louco e o palhaço são os homens em seu estado mais puro

Nelson Rodrigues Diz…

In Sem-categoria on Abril 6, 2006 at 1:38 am

” A grande vaia é mil vezes mais forte,mas poderosa,mais nobre do que a grande apoteose.Os admiradores corrompem.”(Nelson Rodrigues)

Welly Welly Well

In Sem-categoria on Março 29, 2006 at 10:04 pm

MIOLO:
Você bebeu alguma coisa que eles te deram?

RICO:
Não é por isso. Tem a ver com Patrícia. Um veneno pior do que cicuta.

MIOLO:
Ainda bem que é só isso cara. A cura pra isso é o tempo.

A nova faceta de um conto original

In Sem-categoria on Março 27, 2006 at 1:52 pm

” O domingo amanheceu cinzento. Inerte após a noite de insônia, olhava fixamente o telefone. Na esperança de adquirir coragem, levantou da cama e tomou um banho gelado. Seu reflexo no espelho do banheiro denunciava o medo estampado na face cansada. Preparou um café forte e amargo e a cada gole da bebida quente rezava uma prece sem Deus, rogando ao Nada forças para fazer o que deveria ser feito.”
- Bible Salesman

Conhecem aquela história do escritor que reescreveu o Don Quixote De La Mancha e assumiu sua autoria? Pois é o que eu faço. Assim como o Rio, o conto nunca é o mesmo a cada vez que você mergulha nele.
Este é o meu conto, espero que tenham gostado.

Carta de despedida

In Sem-categoria on Março 6, 2006 at 11:55 pm

Eu queria te dizer um monte de coisas, você não sabe o quanto. E não eram coisas ruins como as que eu te disse…

Mas agora é tarde. Eu ainda não entendí o porque de tudo aquilo. Porque me deu o endereço errado e nem nada disso. Mas enfim, cabou. Não vou insistir mais nisso. Não sei mais de quem é a culpa. Talvez não seja de ninguém. Beijo.

Bem melhor parar agora

In Sem-categoria on Março 4, 2006 at 11:57 pm

É, tem que se agora.
Bem melhor parar agora, assim,
Do que fazer um mal maior.

SAMPA

In Sem-categoria on Fevereiro 15, 2006 at 12:29 am

A pior cidade do Brasil não vai conseguir tirar dos meus olhos uma lágrima que seja porque eu sou mais duro do que o concreto do qual ela é feita.

Medo de maçons

In Sem-categoria on Fevereiro 6, 2006 at 12:09 pm

Quando eu era criança minha mãe contava histórias de que os maçons iam me pegar e me assar num fogo verde pra depois servir meus pedaços em churrascos e festas das lojas maçônicas em que os convidados comeriam tudo e só os membros dos níveis mais altos teriam direito de deglutir meu cérebro para ficarem com a minha inteligência, segundo a crença dos maçons quem come o cérebro ganha a força do pensamento das outras pessoas. Daí vem as terríveis guerras travadas entre os membros mais altos dos cargos da maçonaria em que os embates sempre terminam em decaptação e é explicado o motivo pelo qual os maçons gostam tanto de miolos, inclusive foi um ex-maçom que criou o primeiro filme de Zumbis “The Night of Livin Dead Maçom” no qual ele fazia uma crítica aos zumbis que viviam comendo miolos.

Por isso eu tenho uma grande dúvida.

Qual o cardápio servido no lanchinho matinal e divertido dos maçons?

Ouví dizer a tecnologia que impede a propagação de sinais de celular é maçônica. E essa tecnologia foi utilizada nas salas de cinema, para que ninguém faça contato com o mundo exterior, e nas cadeias, para que ninguém se distraia.

Você conseguiria atingir um alvo com um dardo se o alvo não estivesse lá?
Qual seu grau de precisão?

A CAMA DE MORFEU – CENA 2

In Sem-categoria on Fevereiro 5, 2006 at 5:37 am


Morfeu mal pisou dentro de casa e foi dizendo:

__Mãe! Posso voltar a pé para casa?
__Não Morfeu! Eu pedí que a dona Marcília te trouxesse porque é perigoso você vir sozinho pra casa. O caminho é muito longo.
__Se eu tivesse uma bicicleta ia ser rapidinho!
__Mas você não tem!
__Então compra uma pra mim!
__Morfeu? O que conversamos?
__É que a Dona Marcília é uma velha chata. Eu tenho que tomar aula com ela, depois volto de carro com ela e ainda tenho que morar na frente dela. Vamos nos mudar daqui então!
__Morfeu…
__Tá bem…
__O almoço tá quase pronto.

Morfeu entrou no seu quarto e deitou cansado. Quis dormir quando Duque latiu.

__Duque!

Pulou pela janela e foi brincar com Duque no quintal. A dona Marcília lá do outro lado, na sua cadeirinha de balanço comia um almoço insosso. Ela apreciava coisas insossas e por algum motivo havia escolhido para a sua vida tornar todas as coisas insossas. Aliás o motivo pelo qual ela escolheu a profissão de professora é o de ensinar a coisas inssoas às crianças desde cedo. É como uma vela com a chama fraca, dura mais. Talvez fosse logo na infância, de tanto receber nãos e nãos ela aceitou um não final e assim ficou. Mas é claro que pode ter sido na juventude quando, por pudor, evitou qualquer relação amorosa que fosse, mas para dizer a verdade acho que foi mesmo quando ela experimentou fazer aulas de ballet e quebrou a perna de tal modo que criou medo e nunca mais quis voltar e nem pensou em fazer nada parecido. A vida é perigosa demais para quem quer viver.

Enquanto isso Duque e Morfeu brincavam no quintal, faziam barulho e nem lembravam da Dona Marcília do outro lado da rua. Morfeu uma vez elogiou as flores do quintal dela, eram bonitas mesmo, mas depois do elogio ela se encheu do sabor da felicidade, era doce demais e parou de cuidar das flores.

__Morfeu! O almoço está pronto.

Morfeu correu para dentro e Dona Marcília, já incomodada com tantos latidos parou de tricotar assim que Morfeu pisou dentro de casa.

Morfeu almoçava vorazmente e Duque lá fora latia, como sempre fazia durante o almoço. Era um cão elétrico. Mas o latido de repente calou. Isso não acontece todo dia, só quando soltam fogos ou quando é dia de chuva.

__Mãe. Hoje é dia de jogo?
__Não. Porque?
__Porque eu não ouví os fogos
__Nem eu. Mas porque?
__Por que o Duque tá calado.
__As vezes ele se cala filho.
__Quando eu to aqui não.

E Morfeu saiu para descobrir que o Portão da casa estava aberto. Dona Marcília tinha acabado de sentar na sua cadeira e voltado a tricotar. Morfeu atravessou o asfalto e foi direto na direção dela. Do meio da pista gritou:

__O que você fez com meu cachorro Dona Marcília!
__Nada Menino! Volta para a sua casa.
__Você soltou ele. Você odeia ele!
__Ele escapou menino! Volta pra casa e fica quieto porque aquele vira lata pestinha não vai mais incomodar.
__Você soltou ele!
__Volta pra casa e fica quieto menino!
__Você não manda em mim!

A mãe de Morfeu saiu de casa.

__O que é isso Morfeu? Pare de gritar com a Dona Marcília.
__É bom mesmo dar um pouco de educação a este menino – Reclamou Marcília
__Ela soltou o Duque mãe. Eu sei que foi ela. O portão não abre a toa.
__Morfeu, vai ver o vento bateu e abriu o portão. – Disse a mãe.
__Foi o vento moleque! – Disse a velha
__Meu nome é Morfeu!
__Olha como fala comigo moleque! – Diz Marcília
__Morfeu, vamos entrar. – Disse a mãe.
__Entrar nada. Eu vou achar o Duque.

E saiu correndo sem ouvir os gritos da mãe.

A CAMA DE MORFEU – CENA 1

In Sem-categoria on Fevereiro 4, 2006 at 5:56 am


O sino da escola tocou e logo vieram Morfeu e sua professora. Entraram no carro. Morfeu detestava pegar carona com ela mas

precisava porque a mãe não o deixava ir a pé para casa. Ele tinha maior vergonha de sair de carro com a professora, por isso ao entrar se abaixava para que ninguém o visse. Ela nem percebia.

__Morfeu! Você está com péssimas notas hein!

Ele tinha uma preguiça de falar a essa hora. A hora do almoço é uma hora na qual pouca gente tem vontade de falar, bate a preguiça tanto antes quanto depois. Antes porque você tá fraco de fome e depois porque seu organismo gasta muita energia pra digerir e dá preguiça de falar tambem. Se você gosta de conversar antes ou depois do almoço sinta-se privilegiado, Morfeu não era privilegiado, por isso respondeu apenas:

__Sim Senhora Marcília.
__Senhorita por favor.
__Tá.
__Você precisa estudar mais. Fica o dia inteiro brincando com aquele seu cachorro. Você pensa que eu não vejo?
__Não.
__Ah é? Está me desafiando é?
__Não… quis dizer sim.
__Ah bem. Porque eu não gosto de crianças que não respeitam os adultos. Você sabe que aquele seu cachorro pode te transmitir doenças?
__Sim.
__Você deve tomar banho sempre depois de brincar com ele. Meu Deus! Corre até o risco de infestar meu carro de pulgas.

A Dona Marcília, professora de Morfeu já era quase uma anciã, não pela idade, ela não era tão velha, devia ter apenas uns 40 anos de idade, mas suas costas, suas rugas e seus seios obedeciam a gravidade como ninguém. Além disso, ela definitivamente era uma privilegiada. Morfeu não se sabia se isso se devia ao fato dela nunca ter sido casada e por isso precisava gastar seu verbo de todas as formas possíveis fosse com quem fosse, ou se era por algum outro motivo misterioso que aquela velha chata nunca revelava. A questão é que se ela não gostasse tanto de se meter em seus assuntos pessoais não haveria problemas mas ela se mete na vida de todo mundo, tem dicas sobre tudo mas alguém devia dar uma dica para que ela deixasse de ser tão… como eu poderia dizer… “distribuidora de dicas”, sim, creio que este termo é perfeito.

__Eu me lavo.
__Eu sei. Mas não adianta só se lavar. Os micróbio ficam. Além do mais não é só questão de sujeira. É claro que isso é um problema, mas aquele cachorro, o …
__Duque.
__Duque, doque, plim plim, Au Au, Snoop. Tudo a mesma porcaria. Cachorro nasceu pra virar linguiça no matadouro! Só isso! Mas como eu ia dizendo, não é só sujeira, os cães fazem muita poluição sonora, principalmente aquele seu…
__Duque
__Já disse que não importa.
__Ele fica latindo o dia inteiro. Eu não consigo tricotar. Não consigo tomar meu banho, não consigo fazer minhas massagens terapeuticas diárias nem muito menos assistir minha tv. Sua mãe tem algum problema no ouvido?
__Não.
__Pois eu acho que tem sim, e acho que ela devia se cuidar porque como ela consegue não se incomodar com aquele cachorro latindo o dia inteiro? Aquele cachorro é louco! É pirado, é lê lê da Cuca.
__Duque cão louco voador auhahahaha
__Tá rindo do que?
__Não, é que eu lembrei da música que eu fiz pra ele.
__Fez até uma música pro Duque?
__Fiz, quer ouvir.
__Não, obrigada, se fosse uma música sobre alguma coisa mais útil.
__Müsicas não precisam ser úteis – Morfeu se levanta na cadeira.
__Precisam sim! O que não ensina é perfeitamente dispensável.
__Minha mãe disse que a gente tambem precisa se divertir.
__Primeiro! Sua mãe é surda! Segundo, sua mãe é professora?
__Não.
__Pois eu sou! Então silêncio.
__Mas.
__Pronto. Chegamos. Vai para casa e pensa no que eu disse! Dê um jeito nesse cachorro!

Sem que ela percebesse Morfeu ficou mais alguns segundos no banco de trás do carro olhando para uma chave que brilhava no porta luvas aberto. Quando ela virou para o lado Morfeu passou a mão na chave e desceu do carro. Agora ele podia ir.

A verdade é tão óbvia que não pode ser vista

In Sem-categoria on Janeiro 27, 2006 at 4:56 am

Uma vez questionaram se existe realmente uma verdade absoluta. Para fins filosóficos eu acho que não porque a filosofia é uma doença que se alimenta de perguntas.

Mas eu creio que a VERDADE é tão óbvia que não pode ser vista. É como aquela história da pegada do tiranossauro Rex.

Alguém diz:
Veja uma pegada de tiranossauro Rex! Você olha e não vê nada. Se estivesse de avião perceberia que está dentro dela.

Distancia. Talvez essa seja a resposta.
E talvez o significado da vida seja estar dentro da verdade. E o significado da morte seja vislumbrar a verdade por completo.

É como um livro no qual os personagens viviam num mundo bidimensional. Eles não podiam ver nada além do bidimensional.
Certo dia apareceu uma forma muito estranha no mundo deles. Um círculo que aumentava e diminuia de tamanho e não parava. Ficava aumentando e diminuindo de tamanho.
Eles não sabiam, mas aquele CÍRCULO era na verdade uma ESFERA que estava quicando e a parte que ficava aumentando e diminuindo de tamanho era a única camada da esfera que eles eram capazes de observar em seu mundo bidimensional.

Nós vivemos num mundo tridimensional. Já discutem a existência de mais de 10 dimensões, mas nós não somos capazes de imaginar nem qual é a quarta e somos tão pretensiosos que queremos achar uma razão para nossas vidas buscando religiões ou ceticismo.

Se fossemos realmente sábios não nos apegariamos a tais besteiras, simplesmente observariamos da melhor forma possível sem julgar, sem tomar partidos com plena sabedoria que dentro de nossa condição ainda somos incapazes de vislumbrar a verdade, porque ela é tão óbvia que não pode ser vista.

A NOITE

In Sem-categoria on Janeiro 11, 2006 at 5:12 pm

“Lá pelas oito vêm a noite, lá pela noite vem as oito. Seja onde for, onde quer que seja, às oito vem a noite, a noite vêm às oito”
- Ralph Wigum Almqvist
(Escritor e Etimologista Sueco)

Na maioria da línguas, como a nossa a palavra NOITE é uma mistura de “n” com o número oito, que por sua vez, quando escrito de lado significa “infinito”.

Ex: inglês: Night= “N”+eight
espanhol: Noche= “N”+ocho
francês: Nuit= “N”+huit
alemão: Nacht= “N”+acht
italiano: Notto= “N”+otto

A AMIZADE NO SILÊNCIO

In Sem-categoria on Dezembro 21, 2005 at 12:30 pm

E eu acho que ninguém nunca vai entrar em acordo comigo. Então, quando me torno amigo de alguém não é porque há acordo, mas porque há compreensão.



Eu acho que o único momento em que entro em acordo com alguém é quando estamos em silêncio. E não me refiro ao silêncio da omissão, mas ao da paz.

Só que ainda não morrí então minha voz ainda grita alto e enquanto eu gritar terei inimigos, mas ao cansar de tanto barulho espero que possa haver amizade ao menos no silêncio da calmaria que sempre vem depois da tempestade, e me desculpem pelos gritos, se eu estivesse no lugar de vocês tambem me odiaria.

Mais um dia perdido

In Sem-categoria on Dezembro 7, 2005 at 5:07 pm

Eu não sou pra sempre
E você pra mim é demais

Não sei por que ou por quem você chora. Eu já não sei de nada.
Só quero ir embora.

Antes de dormir

In Sem-categoria on Dezembro 5, 2005 at 7:06 am

……..Entre no seu quarto

…….Pegue seu travesseiro

……Enfie-se debaixo das cobertas

…..Procure aa posição mais confortável

….Agora respire fundo, feche bem os olhos

…Não há mais nada o que fazer por hoje certo?

..Então foda-se! Durma tranquilo e sem

.culpa o resto da noite.

Sobre Espelhos e Fotologs

In Sem-categoria on Novembro 19, 2005 at 9:50 pm


As pessoas hoje em dia estão muito apaixonadas por sí mesmas, e por consequência, muito cegas para todo o resto do mundo.

O mundo é egoísta porque todo mundo se acha o centro dele. To falando sério! Parece brincadeira mas a gente vê cada coisa. Cada ação da maioria das pessoas é com o único propósito de se sentir maior, mais bonito ou melhor diante das outras.

O desprezo que as pessoas tem por aqueles que não são iguais a elas é a primeira pista clara, a primeira prova.

Em breve um conto aqui

Gripe Galopante da Nova Guiné

In Sem-categoria on Novembro 17, 2005 at 8:41 pm

Nunca antes em minha vida me lembro de ter pegado uma gripe assim de tão longe e tão fodástica.

A Gripe Galopante da nova Guiné chegou até mim não sei como, afinal ela deveria estar na Nova Guiné e não aqui. Mas descobri que pelo jeito me dou muito bem com esses vírus internacionais. A relação foi tal que me levou ao chão.
Noites de garganta inchada, difícil engolir até a saliva. Tosses constantes que doem o peito e a garganta, fraqueza no corpo e dores músculares. Se não fosse pelo nome você certamente acharia que se trata de uma gripe qualquer, mas eu sei bem que não é! A diferença está na intensidade dos sintomas.

O que a gente sente das doenças são os sintomas e não a doença em sí. A doença em sí é o vírus que faz mal a seu corpo, mas o que a gente sente são sintomas. Aqui no ocidente a gente tem mania de tomar remédios que curam ou menos tranquilizam nossos sintomas, mas a doença continua. Você toma uma pastilha refrescante para a garganta e pronto, tudo parece as mil maravilhas, a água desce cristalina como xixi no espaço, mas muito pelo contrário, a pele de sua garganta está descamando e seu corpo está sofrendo calado. Mas essa é a vantagem da Gripe Galopante da Nova Guiné, ela já chega fazendo barulho e não tem remedinho que cure os sintomas, descobrí, através de um sábio médico do oriente que a única cura é ficar de Cama por três dias rezando com votos sinceros para a Santa Gema.

Eu não sou católico mas por sorte a Santa Gema é a minha Santa preferida. Pelo que sei da história dela era perdeu os pais quando era pequena, ficou orfã, certa vez se curou de um tumor no cérebro e de um problema de curvatura na espinha.
Esse problema terei eu próprio no futuro, de tanto ficar digitando todo torto nesse computador.
Ela rezava para Jesus a pedido da Aparição do São Gabriel até que um dia se curou e voltou a andar.
Acho que vou começar a rezar pra ela, só que se ela aparecer pra mim não garanto a certeza da virgindade dela, porque afinal a Santa Gema era uma italiana bem fornida, mas espero que ainda assim ela dê um jeito nessa gripe galopante.

In Sem-categoria on Novembro 13, 2005 at 6:35 pm

Desculpa mas não tenho saco pra ler letras de músicas nos escritos de uma pessoa que não é autor daquilo, no máximo um trecho. Tá cheio de blog de marmanjo e marmanja por aí se apossando de sentimentos alheios pra se expressar.

Isso não é só falta de criatividade como falta de respeito com quem lê. As pessoas que fazem isso podiam fazer diferente, tipo:

Clique aqui para ouvir esta canção.

Mas nããããão! Elas acham que tem o direito de pegar coisa que outro escreveu e usar como se fosse delas.

Uma vez uma menina me disse:

“Quando ouvir essa música lembre-se de mim”

Por sorte eu não dei a ela a resposta que merecia, mas o que pensei foi “Por que diabos eu deveria lembrar de você com essa música? Se você se lembra de você com essa música isso não vale para todos e para mim definitivamente não!”

Foi dessa garota que eu recebí uma carta de amor. Acho que ela gostava de mim porque eu esnobava ela. Eu não faço isso com todas, mas pessoas cretinas são esnobadas e não percebem isso conscientemente, eles não notam, o que acontece é que eles se sentem fascinados quando os esnobamos. Não sei que motivo leva algumas pessoas a isso. Uma autoflagelação de continuar gostando de quem os esnoba. Me sinto culpado por isso, mas enfim, voltando ao assunto:

A carta de amor dela era a letra daquela canção.

Por tamanhã desconsideração que ela teve ao escrever aquela carta eu a amassei e joguei no lixo sem ler. Ela merecia isso, afinal que tipo de pessoa é essa que se apropria dos sentimentos dos outros pra dizer alguma coisa? Depois ela me ligou para perguntar se eu tinha gostado da carta. Eu devia ter dito “Vou te processar por violação do código de propriedade intelectual” mas o que eu disse foi “Eu gosto muito daquela música” – E como ela é uma daquelas pessoas que não tem capacidade de perceber o sarcasmo foi como atirar pedra n’agua querendo acertar passarinho.

E não é que hoje em dia, para o meu terror pessoal, quando eu ouço essa música eu lembro dela! ARGH!

Ps.: A música está presente no site http://www.waste.org/~bleep/sma/music.shtml

Sobre a Brevidade da vida

In Sem-categoria on Novembro 13, 2005 at 5:44 pm

Mortificação, literalmente “fabricação da morte”, é o que a vida é, afinal. Uma lenta descoberta da mortalidade de toda criatura, de forma que possamos apreciar sua beleza sem a ela nos agarrarmos, como se fosse um último bem. Nossas vidas podem, na verdade, ser vistas como um processo de familiarização com a morte, como um curso sobre a arte de morrer. Eu não percebo isso de maneira mórbida. Ao contrário, quando vemos a vida constantemente relativizada pela morte, podemos gozá-la pelo que ela realmente é: uma dádiva espontânea. Os quadros, as cartas, os livros do passado nos revelam a vida como um discurso constante de adeus a belos lugares, boas pessoas e experiência admirável… Todas essas coisas passaram como visitantes amáveis, deixando-nos com lembranças queridas, mas também com o triste reconhecimento da brevidade da vida. Em cada chegada se insere uma partida; no crescimento de cada um de nós existe também um envelhecimento; em cada sorriso há uma lágrima; e em cada sucesso há uma perda. Toda vida é morte, e toda celebração é também mortificação.

Henri Nouwen

Metáfora de subconsciente

In Sem-categoria on Novembro 12, 2005 at 5:32 pm

Ele vai.

Ela fica.

Ele vem.

Ela vai.

IMBECIL SOCIAL

In Sem-categoria on Novembro 11, 2005 at 11:38 pm

Sim, claro que a vida me ensinou como brincar com as outras pessoas nesse infinito jogo social, mas eu sou péssimo quando as pessoas chegam muito próximas de mim.



Eu não consigo namorar com nenhuma garota por mais de 3 meses

Meu senso de humor é estranho e ninguém acha engraçado as coisas que eu acho engraçadas, e eu não rio das piadas deles, apenas quando estou tentando ser educado, ou quando a piada é de um refinado humor negro.

Eu não sei como reagir quando alguém me faz um elogio.

As vezes eu penso que todos são aliens porque quando eu estou certo ninguém concorda, ou talvez eu seja o Alien num mundo de humanos.

Acontece com frequência das pessoas me acharem legais e esperto (socialmente), mas assim que se aproximam eles mudam a opinião sobre mim pois quando chegam muito perto eu me sinto intimidado.

Enfim, brincar com as pessoas não é meu jogo favorito.



O Homem que não estava láSocial Rules

Social Imbecile

Como as crianças aprendem as regras sociais?

Interview With an Imbecile

Etiqueta social

Energia Orgone

Foi o descobridor do Brasil

In Sem-categoria on Novembro 10, 2005 at 8:04 pm

Desde pequeno quando as professoras me perguntavam quem foi (por exemplo) Pedro Álvares Cabral, eu tinha dificuldade pra responder, porque eles não explicavam que na verdade eu não tinha que explicar quem foi Pedro Álvares Cabral, mas sim o que ele fez.

Até hoje não conseguí entender a relação do que se faz com o que se é.

Tampe seus ouvidos para ler este texto

In Sem-categoria on Novembro 10, 2005 at 5:55 pm


Você precisa se desconcentrar de todo exterior.
Volte-se para dentro e comece percebendo cada extremidade de seu corpo. Note desde as pontas dos dedos de seus pés e mãos até o seu umbigo.
Perceba pequenas dores, coceiras e a roupa se arrastando pelo seu corpo.
Agora, com os ouvidos (tampados claro) perceba o silêncio. Mas perceba que há um som que está sempre com você, mas que a barulheira do dia a dia não nos deixa notar. Este não é o som de seus batimentos cardíacos nem dos seus pulmões se enchendo de ar, é um som agudo quase imperceptível de sua glândula pineal.

A epífise neural, glândula pineal ou simplesmente pineal é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, acima do aqueduto de Sylvius e abaixo do bordelete do corpo caloso, na parte anterior e superior dos tubérculos quadrigéneos e na parte posterior do ventrículo médio. Está presa por diversos pedúnculos.

René Descartes, nascido em 1596 em La Haye, um povoado de Touraine numa família nobre sobre o título de Senhor de Peron, este homem entre outras coisas afirmava que na Glândula Pineal se situa a alma humana.

Por se parecer muito com um globo ocular, Losbang Rampa, um escritor inglês, médico eacompanhante e porta voz do XIII Dalai Lama Tibentano, ele atestou que a glândula pineal era nosso terceiro olho, o orgão através do qual nosso corpo pode perceber o divino que está a nossa volta.

Por isso, concentrando-se no som da Glândula Pineal, você pode perceber que como em um mantra sua mente se expande. Este som está sempre conosco mas nós simplesmente nos esquecemos dele. Você já deve te-lo ouvido claramente quando ouve um barulho muito forte e seu ouvido fica zunindo. Este é o zunido da Glândula Pineal.

Agora concentre-se em sua Glândula Pineal, volte suas atenções para dentro de sua caixa cranial, perceba com os ouvidos que há um grande espaço inexplorado aí dentro do qual você nunca se deu conta verdadeiramente.

Limpe por completo sua mente de quaisquer pensamentos e concentre-se apenas no som de sua glândula pineal, use todas as suas forças para ouvi-la e se concentrar nela. Não pense em nada, nem no tempo. EM NADA.

Faça isso durante um minuto.

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Se você fez tudo da maneira correta, provavelmenta agora você está ou rindo descontroladamente ou chorando com um estranho contentamento interno. Se você conseguiu seguir os passos da maneira correta neste momento você está iluminado espiritualmente e na verdade nem está mais se importando com o que está escrito nesse texto pois você está livre.

Se não aconteceu nada. Bom, então o jeito é prosseguir com a vida.

São três os…

In Sem-categoria on Novembro 10, 2005 at 2:44 am

São três os motivos pelos quais eu quero começar este texto com a expressão “São três os…”

Primeiro motivo é do que começar a dizer alguma coisa (pode ser qualquer coisa) sempre soa mais interessante se você começar com a premissa de que “são três os…”

O segundo motivo é que eu sempre quis dizer isso e essa expressão está na minha cabeça há dias.

O terceiro motivo é que eu posso encontrar várias coisas interessantes que começam do mesmo modo que eu.
Preste bem atenção:

Já são três os corpos descobertos no submarino russo

“Porque são três que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes Três são Um. E Três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num” [I João 5:7,8]

São três os tipos (gêneros) de aranhas: aranha-armadeira ou aranha-da-banana, encontrada em várias regiões do país, com predomínio na região Sudeste e Sul;

São três os distúrbios mais freqüentes num sagitariano: otimismo incurável, ansiedade crônica e tédio mortal.

São três os militantes rurais detidos nos Estado: José Rainha Júnior e Felinto
Procópio, o Mineirinho, estão presos desde 11 de julho, em Teodoro Sampaio

são três os fatores essenciais para que se inicie o processo de
cárie: o hospedeiro (dente), a microflora (bactérias) eo substrato (alimentos )

São três os tempos básicos: presente, passado (pretérito) e futuro, que designam, respectivamente, um fato ocorrido no momento em que se fala

São três os temas: Romanceiro Tradicional, Música para Rabeca e Violino e um Cancioneiro referendado na poética popular

Vendo todos estas “coicidências”o que me vem a cabeça é que não fui somente eu que vivi por alguns dias com essa obsessão do “são tres os…”

Assunto do dia

In Sem-categoria on Novembro 9, 2005 at 8:50 am


Poeminha divertido
TELEVISÃO É LEGAL
MAS SÓ QUANDO EU MUDO DE CANAL

Dúvida do dia
Será que eu vou pro céu ?

O MEDO DA INACRIATIVIDADE

In Sem-categoria on Novembro 8, 2005 at 3:58 am

Na decorrência da criação de algum evento, objeto ou nova situação são criadas datas de inauguração para as coisas. A data de inauguração de pessoas são seus aniversários e hoje 6 de novembro de 2005 é a data de inauguração deste Blog.
Blog vem de WEB LOGGER que é uma ferramenta para manter guardados os dados de pessoas que escrevem para sites digitais (os blogs). Os blogs podem ter diversas utilidades, a de apresentar informações, conteúdo cultural, fotos, etc. Este é um blog de entretenimento e informações criado por Gustavo Serrate que por sua vez é um ex-residente de Brasília que atualmente mora em Curitiba e em breve estará em São Paulo.
Gustavo Serrate sofre no momento de uma enorme crise criativa e está na busca de voltar a escrever como sabia escrever no passado. Ultimamente ele sente falta de sinceridade em suas próprias palavras e talvez por esse próprio motivo ele tenha buscado uma nova estética na escrita, diferente de tudo aquilo que já fez, até então esse método pareceu funcionar.
O medo de Gustavo é o de que falando de sí mesmo em terceira pessoa talvez ele esteja se tornando uma pessoa narcista pois um dos sintomas da disfunção da personalidade narcisista (de acordo com livros do assunto de psicologia) é a de referir-se a sí mesmo em terceira pessoas.
Esperamos que a experiência neste blog seja edificante para vocês e para Gustavo mas que não torne Gustavo uma pessoa desagradavelmente cheia de sí.
Por isso mesmo este blog não tem como assunto referir-se a Gustavo mas sim a assuntos alheios buscando maneiras interessantes de trazer novas informações para suas caixo-las ansiosas por comida pois como diria José Roberto Torero: “o homem é o mais faminto de todos os seres” e a ávida fome dos senhores é a de informações, mas não a de qualquer informação, somente aquela capaz de prender suas fugidias atenções por um período pre determinado de tempo.

Inspirações de hoje:
O curta: “Bichos Urbanos” de João Karen Barros