Eu gosto de machucar as pessoas
É maior legal
Machuco pessoas e me faz ser legal
Eu gosto de chutar as pessoas
Eu chuto as pessoas bem na cara
As vezes na costelas
E as vezes na perna
Mas eu também gosto de dar um soco
Bem na cara das pessoas
Eu acho que as pessoas gostam
De ser machucadas por mim
É!
É! Eu faço isso mesmo!
Eu machuco porque é maior legal.
É! É Legal!
Posts de Março, 2007
Poema Skinhead
In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 12:10 amO exato momento após a foto
In Sem-categoria on Março 27, 2007 at 1:53 amEstava ansiosa dentro da sala de aula. Sua bolsa pressionada contra o corpo olhava para o relógio a cada dois minutos mas os ponteiros não perdoavam. Quando o sinal tocou seu pé já estava fora da sala, a caminho de casa.
Entrou apressada pela porta e tirou a câmera fotográfica emprestada da colega de sala de aula. O motivo de trazer a câmera para casa hoje era o de fazer um trabalho fotográfico para a aula de arte. Pegou a câmera com uma coleguinha mais abonada e resolveu se dar ao luxo de fotografar a própria vaidade.
Tirou da bolsa o aparelho delicado e como já havia decorado as instruções, colocou a maquina sobre a cama para observá-la. O poder de congelar o tempo, de isolar sua beleza dentro de um quadro específico, cravado dentro de um/400 avos de segundo sem retorno.
Guardaria consigo a foto em um album teoricamente secreto. Morrer de suspiros admirando-se num momento qualquer, quando a carência por outra pessoa não puder ser suprida. Supriria-se de sí mesma.
Ativou o mecanismo engenhoso e apontou a maquina para o espelho. Posicionou o rosto para encontrar o melhor ângulo dentro das possibilidades do auto retrato. Percebeu que o decote estava muito comportado, abriu um pouco com a ponta dos dedos as golas da roupa e os seios brotaram pelas frestas. Imaginou a foto na mão dos garotos da escola, e por mais que ela fizesse um escândalo para evitar que todos conhecessem sua sensualidade, era assim que queria sentir-se, desejada. Ajeitou os cabelos e o batom já estava adequado.
Pressionou o botão e um flash de luz disparou contra o espelho. Foi uma abertura instantânea do diafragma que captou a luz daquele momento, imprimindo seu rosto e seios no papel fotográfico. A foto estava completa.
Olhou para o espelho. Ajeitou o decote tornando-se comportada novamente. Apesar de estar sozinha, cada pequeno som e estalido para recompor-se ao seu estado original foi constrangedor. O momento áureo já passou. O desconforto é evidente. O disparo seleciona apenas um quadro da verdade, o qual ele categoriza como verdade e todo o resto é preparação, todo o resto é um ensaio para a hora do momento mágico. Após o momento mágico não existe nada além de uma pessoa vazia e abobada apontando uma maquina velha para a frente de um espelho. O espetáculo é espera, ansiedade, ensaio e por fim acontece e passa tão rápido que mal se pode sentir.
O desconforto da cegueira ocasionada pelo flash não foi maior do que aquele que a vaidade deixou. Uma marca nos olhos que fica para onde se quer que olhe. Nua como nunca esteve, de frente para sí mesma. A foto captura a alma, so lhe resta a carcaça.
Yorick que o diga
In ficção on Março 25, 2007 at 7:44 pmGerar um filho. Dar a chance de nascer a uma criatura. Um sonho e um pesadelo.
Penso logo no pior que há no mundo. As desgraças sem fim que podem recair como uma nuvem chuvosa sobre o azarado que não pediu pra nascer. Penso que estávamos tão contentes no estado logo antes de nascer.
Ao brotarmos de um útero começamos a enfraquecer a ligação com a matéria mais bruta e prima que compõe o universo, é a matéria do NÂO SER, DO NÃO EXISTIR. Há um nome: Silêncio.
No decorrer da vida estamos cada vez mais longe de onde viemos, poluímos a folha branca na qual fomos designados com rabiscos e sujeiras e durante uma vida há muito tempo para se poluir, mas pouco para se apagar os traços negativos de nossa passagem pela terra.
Nos tornarmos o “Ser humano” o “ser vivente”. Com que fim? Queremos voltar. Quanto antes melhor. O ano passado. A década passada foi melhor do que essa. A infância, época ilustre da vida de qualquer um de nós, é pra lá que queremos voltar. Se houver ousadia o suficiente, sonharemos com o estado uterino e nos encolheremos com a cabeça escondida, protegida sobre as pernas dobradas. Se decidirmos sonhar mais longe, será definitivamente com a possibilidade de regressar ao estado do que eramos antes de nos tornarmos qualquer coisa. Sonharemos com o estado do NÃO SER, que precede o NASCER, é lá que quero ficar. No paraíso do completo silêncio.
Ter coragem de copular com um fim que não seja o prazer deveria ser um pecado nos dias de hoje, justamente hoje, dias em que os homens não são homens. Nossa humanidade se raleou, foi coada. Não somos seres de atitudes própias e gratuitas. A lógica e o mecanicismo no qual nos metemos arrasou o prazer da gratuidade e agora somos meros objetos, artifícios urbanos e estatais, escravos da razão. Os homens tem sua ética, moral e espiritualidade regida pelas empresas onde trabalham, pelo país onde vivem, pela raça a qual pertencem, pela cultura e religião na qual nasceram. A natureza visceral foi formalizada, categorizada e anotada em algum catálogo. Somos uma espécie, de uma certa classe que se enquadra numa categoria de uma determinada forma. Estamos tecnocratizados. Englobados dentro de um fichário. Nosso DNA é um arquivo de computador. A tecnologia da carne está banalizada, somos antiquados em relação a contemporaneidade. Somos freiados, barrados e isolados por entre os muros assustadores da “segurança” e do “conforto”.
Por medo de dar a luz a um ser vivente que não saiba viver é que eu penso tanto na dor. Temo que minha criança, minha prole, não seja capaz de enxergar o prazer quase secreto da vida. A beleza está escondida no meio de tanta degradação. Prolificar a raça humana exige uma educação prévia para a alma, pois só é possível viver nesse mundo de dor, agonia e terror quando se for capaz de compreender que é nesse mesmo mundo que existe o êxtase, o amor.
Viver é assustador, é pavoroso, mas tão quanto maravilhoso.
Nascer ou não ser? Eis a questão.
Doutrina Calaveirista
In Sem-categoria on Março 23, 2007 at 4:35 pmA Doutrina Calaveirista prega que o Ser Humano já nasce com potêncial para praticar o mal e ser atroz, e não deve ignorar suas tendências. Ser bom artificialmente é o mesmo que negar sua real natureza baseada em instintos e não em lógica.
A natureza humana foi mal interpretada e suprimir a maldade pela bondade e amor nos tira dos trilhos do aperfeiçoamento primitivo e primordial de nossas vidas. A selvageria é o sustentáculo mais básico da existência humana que tem como condição inerente a prática de atrocidades e crueldades.
A bondade é a maneira antinatural de se viver na terra pois ignora a latência humana pelo ódio, pelo assassinato, pelo roubo, assalto, perjúri, latrocínio, sacrilégio, perversão, ignorância, obesidade, incesto, sacanagem, vagabundismo, sonegação, cara de pau, tortura, corrupção, escarro e porra louquice e não há nada de errado com isso. Para fazer o bem é preciso aprender artificalmente, para fazer o mal basta seguir os ensinamentos do coração e por instinto estaremos fazendo o que é realmente certo: A MALDADE DE CORAÇÃO E A PRÁTICA PURA DO ÓDIO INTERNO.
Certos Seres Humanos, dopados pelo veneno da Ética e do Moralismo, acabaram na crença tola e pueril de que ferir outros seres humanos (em qualquer sentido) é errado. Os animais, os mais puros seres terrenos fazem isso a todo momento. Alimentam-se de seus semelhantes, copulam sem restrições e maltratam os próprios filhotes. O sofrimento deve acontecer em vida para que em pós vida encontremos a paz! Praticar a maldade é uma forma de garantir nossa salvação.
De acordo com o documento pós apocaliptico dos Calaveiristas, o fim do mundo acontecerá em breve. Aqueles que praticaram as maldades e atrocidades em vida por espontânea vontade serão arrebatados para descansar em paz, pois cumpriram seu dever na terra. Aqueles que foram bons permanecerão aqui. Zumbis e esqueletos assassinos sairão de suas lápides e caminharão sobre a terra para punir os bondosos de sua dívida cósmica, a de nunca ter admitido sua real natureza: Aquela que diz que já nascemos todos monstros e que só morrendo nos livraremos dessa condição!
O Inferno é aqui, sejamos portanto todos muito malignos, crueis.
Entrem logo para a Doutrina Calaveirista.
My Brain is trying to kill me
In Sem-categoria on Março 21, 2007 at 7:46 pmMeu cérebro conspira contra mim. Ele possui vida própria e opera sem o meu consentimento. Me pergunto em que momento da minha vida ocorreu essa revolução que marcou temporada em minha mente tornando-a bipartidária. Quando estou no controle (ou quando penso que estou) sou de extrema direita e a inteligência autônoma que me governa é a antítese de tudo o que construí com meu caráter e força de vontade. Muitos podem pensar que isso é escapismo e maniqueísmo da minha parte, mas não é. A pequena parcela de massa encefálica que está sob meu comando também tem seus defeitos, mas o outro lado é só maldade!
Meu cérebro esconde informações, desde coisas simples até coisas importantíssimas. Apenas 30% das informações gravadas em meu cortex das informações me estão disponíveis. Ele bloqueia minhas ligações sinápticas isolando os neurônios portadores de certas informações e brinca com isso, privando-me de conhecimento essêncial para desempenhar certas funções. Muitas vezes por puro sadismo. Ontem por exemplo, minha sobremesa estava no píres mas eu não tinha como comê-la. Virei para minha mãe:
__Mãe. Me passa a… a… aquele acessório côncavo que serve para trazer a comida a boca.
__O que?
__A… a… aquele negócio assim oh – tentei desenhar o formato no ar, fiz mímicas, gesticulei, me estiquei num formato semelhante e busquei maneiras criativas de me expressar. A semiótica procurou um caminho mais longo para designar a palavra que eu tinha em mente. Existiam significado e significante, mas o nome não estava lá!
__A colher?
__Isso!
Tenho certeza ele gargalhou de prazer no meu obscuro subconsciente.
Muito pensam “Esse sujeitinho miserável! Não lembra do meu nome! É ruim da cabeça! Precisa de umas vitaminas!”. Eu também pensava isso, me acreditava um miserável desmemoriado. Já sofrí de insônia(provavelmente um dos mecanismos mentais grevistas de auto destruição), e eu atribuia a falta de memória a insônia, mas quando me curei percebí que a falta de memória permanecia e descobrí que a verdade não era memória ruim o problema, meu cérebro É meu inimigo! Ele criou uma “senha” de acesso a certas informações.
Alguns dados do meu lado mal (se é que posso chamar de meu, afinal ele é autônomo e independente) é que ele é antes de tudo extremamente inteligente e persuassivo. Sabe convencer as pessoas e até a mim mesmo, mas usa desse poder para praticar maldades calhordices, praticar golpes, falsidade ideológica, galantear, ser cretino e charlatão.
Isso é o que eu consegui descobrir sobre os dois terços malignos de meu cérebro. Existe uma forma de fazê-lo parar, de estancar seu fluxo de maldade e trazer o bom Gustavo de volta a tona. Para me trazer de volta ao comando de meu corpo e mente executem os seguintes passos:
1.
.
.
.
.
AHAUAAUHauHAUHAUAHuaHUAHAUAHuaHAUHAuHAu Vocês acham mesmo que eu deixaria de mão beijada que ele ficasse no controle por mais de 10 minutos?
EU BATO O PÉ! A MAIOR PARTE DO TERRITÓRIO ENCEFÁLICO É MEU, PORTANTO SE ESTIVER INCOMODADO, RETIRE-SE, CEDA-ME LOGO O RESTO DA MASSA DISPONÍVEL PARA QUE EU POSSA GOVERNAR EM PAZ, SEM OPOSIÇÃO. ESTA MENTE É 2/3 MALDADE E 1/3 MAIS OU MENOS DE BOAS INTENSÕES, CONCLUÍMOS PORTANTO QUE VESTÍGIOS DE UM HOMINÍDIO EXEMPLAR NEM SEQUER ESTÂO PRESENTES. QUE TAL UM POUCO DE MALDADE E DESTRUIÇÃO EM PROL DA CASUALIDADE ESPONTÂNEA QUE REGE O UNIVERSO?
E ASSIM DISSE O MALDITO BASTARDO, AUTODENOMINADO: INCREÍBLE CALABERA!
Ditadura do Cangaço (x)
In Sem-categoria on Março 21, 2007 at 12:03 amOs Cabras já haviam atravessado a cidade de Brasília, deixando rastros de sangue por onde passavam. A quadra de cangaceiros resistiu bravamente todos os ataques, tanto por parte da população armada quanto da polícia e chegavam ao centro, com alguns ferimentos, sangramentos e arranhões, preparados para a execução da última parte de seu plano: EXTERMINAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E FUNDAR A DITADURA DO CANGAÇO.
Dos pés ressecados pela travessia do trecho Nordeste – Centro Oeste, surgia no Distrito Federal a necessidade pungente de uma administração comandada pelos novos pretendentes do poder, aqueles seres que nunca aceitaram a submissão a Coronéis, e que hoje, no século XXI não admitem a submissão a um presidente que mais parece um Sapo Barbudo.
Chegaram montados em suas mulas no Planalto Central e desceram para tomar uma água fresca nas gigantes piscinas sujas em frente a câmara dos deputados e aproveitaram para comer.
__Não tem coisa melhor do que farinha com rapadura.
__Tem sim Cabra! Mulé nova, borogodosa e cheia de quentura.
__Eu gosto de mulé de tudo quanté jeito. Até das mais bonita que não sabem fuder direito. Gosto até daquelas que nunca deram o xibiu.
E um terceiro cangaceiro se anima para entrar na conversa dos dois que limpam o rosto com a água suja.
__Tem muito dôtor nessa cidade. Tem dôtor de astrologia, tem dôtor de teologia, esses aí da frente são dôtor de politicagem e tem até dôtor de viadagem. Mas eu sou Zé Maluco, sou dôtor de bucetologia e formado em sacanagem!
Os três Cabras conversadores riem sem parar. O quarto sempre quieto líder do bando, ou matilha, como lhe aprovier melhor, não pára um minuto para deixar as orelhas desatentas. Está sempre olhando pro infinito céu dessa cidade rasa. O céu mais parece um mar, e esse abertão, sem montanha nem nada é o pior perigo pra quem não quer ser pego de surpresa. Por isso é preciso manter a zureba atenta pra qualquer problema que porvir.
O cangaceiro chefe decidiu andar na frente e foi subindo a rampa. Com os olhos butucados pra todos os lados ele foi em frente, sem medo e sem jegue, com uma mão no punhal e outra no trabuco, pronto pra qualquer ameaça. Os outros vieram atrás, com uma diferença de pouco tempo, vieram pingando na rampa impecável e pensaram:
__Que lugar bonito esse que atravessa o presidente.
Foi quando surgiu um bando de carro de luzinha piscando pra todo lado. Os cabra se puseram a atirar, mas como muitos já sabem, Brasília é estrategicamente construída pra não deixar ninguém escapar. Os polícia metero bala em tudo que é cangaceiro, até no chefe do bando que já tava lá em cima da ponte. Cairam tudo morto, depois de tanta travessia, nem um ar sobrou, pra uma última baforada. Os policial comemoraro a morte do bando e o sangue deles correu pela rampa debaixo do sol rachando.
Mas foi tão de repente, que o lider dos cangaceiros levantou que os policiais nem tiveram tempo de mirar. Ele se escondeu atrás de uma daquelas conchas enormes e esperou pelos milico. Foi nesse dia que se deu o verdadeiro faroeste caboclo, um duelo de pistolas, demorado e violento que teve como único vencedor o cangaceiro sardento acostumado a mandar bala pra tudo que é lado. Ele sabia que policial não acaba e que logo estaria chegando mais.
Preparou as pernas e correu sacolejando. Deixou até o chapéu cair e foi parar no palácio do planalto. A surpresa foi tanta que ninguém teve tempo de impedir. De tanto olhar o mapa ele já sabia o caminho decorado e quando entrou na sala do presidente da república foi uma surpresa sem igual. O presidente olhou pra ele e teve tempo de pensar em alguma coisa que ninguém sabe qual foi porque no segundo seguinte estava morto.
O novo rei auto proclamado, pronto agora pra governar esse pais miserável com mão de ferro e testa chata. Um nordestino sem tempo pra brincadeira, estava agora no trono dessa cidade e desse país que nunca deixou, nem por um instante, de ser inteiramente dele.
Chico Doido de Caicó
http://www.germinaliteratura.com.br/erot_dezcdc.htm
Urbanos Hai Kais
In ficção on Março 19, 2007 at 11:30 pmLetrinhas miúdas
Unidas caçoam
Do ponto final
***
Abro a janela
A luz da manhã
Cheio de canela
***
A feira das flores
Penso calado
Plantar um Bonsai
***
Rasteira a poeira
Que voa e atravessa
Percurso bonito
***
Passos da moça
Andar tão bonito
Se quebram as folhas
***
Cadarço amarrado
A brisa não entra
Nos dedos dos pés
***
Asinhas batendo
No ar se suspende
Beijando a flor
***
Poema pequeno
Não rima ou ensina
A vida que leva
***
Carros alardam
Aviso sonoro
Início do dia
***
Lua de Mel a qualquer custo
In ficção on Março 17, 2007 at 2:42 amHavia um espaço entre o casal dentro do carro. Era um dia feliz e desastroso. O Motorista, plebe alienada, dirigia calado, indiferente a aos problemas do mundo. Muitas coisas haviam acontecido.
O casamento foi perfeito
A tia solteira ficou bêbada
O pai da noiva desmaiou
Estavam a caminho da Lua de Mel
Encontraram uma epidemia de zumbis…
Jack pela janela observava os corpos sendo dilacerados na rua por onde surgiam mais e mais zumbis. O som era horrível. Ele encostou a cabeça no vidro.
__Eu nunca tive sorte nessa vida.
A mão de sua doce esposa, Tina, se apoia sobre sua perna e o imenso espaço entre os dois é finalmente atravessado. Os corpos estão enfraquecidos pela desesperança.
__Você não me ama? – Ela diz
Ele se vira para ela com um olhar espantado. O encanto da serenidade não foi sobrepujado pela desgraça do lado de fora dos vidros.
__Claro que sim! Claro que te amo Tina!
__Então porque está dizendo que nunca teve sorte?
__Querida, justamente por isso. Você foi a única coisa boa que aconteceu na minha vida, e agora parece que o mundo está acabando.
__O mundo não vai acabar. Nós vamos sair daqui. Estamos casados. O mundo não importa e nós vamos sim para a nossa sonhada lua de mel.
Os dois se beijam lascivamente, apesar do terror do lado de fora. Sangue é espirrado no vidro e o motorista é obrigado a fazer uma manobra perigosa. O casal apaixonado não deixa de se beijar, e muito pelo contrário, acabam aproveitando o baque da manobra para caírem no banco deitados, abraçados, prontos para consumarem a desvirginação sagrada no banco de trás do carro. Os olhos do motorista, apesar de catatônicos em sua obrigação proletaria, não se contentam e são obrigados a desviar-se para saber o que se passa no banco de trás. O amor, é o que se passa por alí.
A viagem prossegue pelas ruas desertas que no dia anterior, na mesma hora, estariam engarrafadas.
O motorista estaciona de frente para o aeroporto e o casal desce de mãos dadas saindo para o Aeroporto. O motorista em sua obrigação, de acordo com a política da empresa, não esquece:
__Senhor. E as malas?
__Não vamos precisar mais delas.
__Mas senhor… Ainda assim, preciso que me pague.
__Ah! Claro!
Jack volta abrindo sua carteira, tirando de dentro algumas notas de 10 reais.
__10, 20, 30, 40, 50. Acho que é isso. Obrigado.
__Senhor. Seu troco.
__Não precisa. Eu não quero troco.
__È contra as normas da empresa aceitar gorgetas senhor.
__Tá bem. Tá bem.
Enquanto o motorista abre o porta luvas repleto de moedas picadas, Tina, a noiva virginal, tem seu vestido manchado pelo próprio sangue que espirra do dedo que acaba de ser arrancado pela boca putrefata de um zumbi esfomeado.
__AHhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Tina grita.
Jack vê o dedo na esposa na boca do Zumbi, ela corre, distanciando-se. Jack corre em direção a Tina. O zumbi desorientado está indo embora. O motorista estende a mão para fora da janela.
__Senhor! Seu troco.
Jack abraça a esposa. Terá que se contentar em amar uma mulher com um dedo a menos.
__Minha aliança! Ele levou minha aliança!
O motorista buzina. Ele deve ter seus compromissos.
__Senhor! Seu troco!
Jack o ignora e corre na direção do zumbi. A essa altura o dedo da esposa deve estar caindo no estômago decomposto e infuncional da criatura abissal.
O Motorista insiste em buzinar.
__Senhora. Será que poderia pegar o troco? Preciso voltar com o carro para a garagem!
__Que garagem homem? Pelo amor de tudo o que é sagrado. O mundo está acabando e você está pensando em voltar para a garagem? – Ela diz em tom enérgico.
__Se me permite senhora, preciso encontrar meus filhos. Pode pegar seu troco por favor? – O motorista ainda está com a mão estendida para fora da janela, algumas moedas estendidas sobre a palma da mão.
Ela se aproxima, estancando o ferimento do dedo com a outra mão e inspirada pela coragem do motorista pega o troco sem derrubar mais lágrimas. É uma nova época de sofrimento que se aproxima, se não formos fortes agora o que será de nós num futuro próximo?
__Muito obrigado senhora. A qualquer momento, em qualquer lugar, Transporte Pentex. Tenha uma boa tarde.
O motorista arranca seu carro e parte.
A mulher com o troco na mão não chora nem grita de dor, mas o sangue da própria mão já cobriu as moedas.
Jack, completamente ensanguentado mas aparentemente inteiro chega correndo. Está com uma aliança segura firmemente nos dedos. Eles se entreolham e se abraçam. Ele pega a mão da moça e coloca a aliança no dedo saudável, ao lado do dedo arrancado. Estão definitivamente casados.
De mãos dadas partem em direção ao aeroporto, para a suposta Lua de Mel.
Nonsense Gang and the Unsquare Dance
In Sem-categoria on Março 11, 2007 at 10:57 pm
Este é um filme que captamos há mais de um ano e esquecemos, porque na época não pude edita-lo e ficou engavetado. Mais de um ano depois um amigo meu me lembrou sobre esse filme, como eu já tinha computador pra edição resolví terminá-lo. Foi bom esperar esse tempo todo porque tive a idéia de adicionar outros elementos do mesmo universo ao filme. É um filme sobre dança e sobre os “old times” do soul, por isso escolhi alguns personagens marcantes pra atuarem no filme, entre eles Bill Valley e Bugaloo Sam. Também escolhi um desenho da Universal Pictures que se chama Laszy Town. Uma curiosidade é que esse desenho está na lista dos filmes censurados da Universal Pictures, pois contem elementos racistas.
Como se trata de um filme despretensioso e sem nenhuma finalidade lucrativa, acho que não há problemas.
Pergunta ao Nassif
In jornalismo on Março 8, 2007 at 3:36 amFiz uma pergunta ao famoso jornalista econômico e blogueiro “Luis Nassif”
“Cineasta 81“
Vou te fazer uma pergunta, espero que não leve a mal, não tem nenhuma má intenção. É apenas uma dúvida que me deixou encasquetado.
Deve ser muito bom ter suas opiniões respeitadas e ser lido por uma grande quantidade de pessoas, mas me diga… Você não tem medo de falar merda?
“RE Luis Nassif“
Morro de medo!
É por isso que quando eu erro, adoto o “nós erramos”.
Template temporário
In Sem-categoria on Março 5, 2007 at 9:48 pmEstou construindo um novo template, esse template padrão é temporário
O Eclipse Fenomenal
In ficção on Março 5, 2007 at 12:44 amQuem não olhou para o céu na noite de 3 de Março de 2007 perdeu um evento fantástico, o eclipse lunar.
O eclipse começava a se desvendar no enorme céu Brasiliense, dotado de um campo de visão privilegiado em qualquer direção que se olhe. Eu estava em Taguatinga, uma das cidades satélites de Brasília, e a lua parecia estranha. A princípio pensei que fosse apenas uma Lua Minguante, mas minguava ao extremo e seu pequeno sorriso invertido desaparecia aos poucos para o que foi o momento de total cobertura da lua com a sombra da terra em relação ao sol. No momento seguinte a lua ficou vermelha, esse efeito se dá por causa da refração dos raios solares ao atravessarem a órbita terrestre, que convergem avermelhados sobre a lua.
Esse efeito é comum. Perceba, por exemplo, que a luz do sol, ao atravessar um copo d´agua fica turva e aponta em outra direção.
O momento mais interessante do eclipse, sem sombra de dúvidas (perdoem-me pelo trocadilho infame) foi a parte em que o fogo começou a brotar por trás da lua e as chamas consumiram todo o céu. As nuvens evaporaram e de subito todo o Brasil ficou espantado pois Deus em pessoa apareceu no céu, na verdade essa é uma questão muito discutida pois alguns afirmam que não era Deus, mas sim o Lúcifer passando-se por Deus. Por trás da Lua Deus estava com suas mãos gigantes e no auge do eclipse lunar pudemos vê-lo completamente e ele esfregava uma mão sobre a outra e uma gargalhada estranha e entorpecedora ecoou pelas ruas da cidade. Gargalhava como um louco Gwahahaahahahahahahha e todos os cidadãos observavam estupefatos o fenômeno supreendente no céu Brasileiro. Alguns questionam se não foi o poder do consciente coletivo Brasileiro que é composto em sua maioria por Cristãos. Mas alí estava, Deus no céu, atrás da lua gargalhando ensandecidamente. No fim do Eclipse Deus desapareceu e ficaram apenas os comentários nas TVs, Radios e jornais. Os murmurinhos da população alardeavam por todos os cantos a chegada do fim do mundo mas estava tudo pacato novamente, como sempre foi. A lua brilhava como sempre brilhou e tudo estava em sua mais perfeita e monótona realidade. Não houve eclipse mais impressionante neste ou em outro milênio qualquer.
____________
MUDANDO DE ASSUNTO…
errata:
“A religião é o ópio do povo” É muito comum atribuirmos essa frase a Karl Marx e é verdade que foi ele quem disse, mas fora de seu contexto ela não faz o mesmo sentido.
“Religião é o murmúrio da criatura oprimida, um coração para um mundo cruel e uma alma para um mundo insensível. É o ópio do povo.”
Meu grau de sociopatia
In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 11:01 pm| You Are 36% Sociopath |
![]() From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good. It’s likely that you’re not a sociopath… just quite smart and a bit out of the mainstream! |
Como proceder em caso de assalto
In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 4:54 pmSenhor Motorista,
Um carro é assaltado a cada dois minutos no Brasil. Será que a culpa é de quem? É muito fácil culpar a criminalidade, ou o estado ausente em suas competências. Essa é a postura de um cidadão acomodado! Talvez a onda de assaltos crescente seja culpa de motoristas que não sabem como proceder diante de um assalto.
Veja a seguir oa erros mais comuns cometidos por motoristas assaltados:
1. Entregar a chave do carro – Entenda. É isso que os assaltantes querem, se você entrega a chave do seu carro é ele quem sai ganhando.
2. Dizer “Pode levar o meu carro mas não me machuquem” – Ferimentos
cicatrizam com o tempo, isso é uma coisa que as pesquisas científicas já evidenciaram como sendo verdade. Mas até hoje não ouvi falar de um carro que volta sozinho para casa. Se você deixar seu carro ir embora, acabou amigo!
3. Demonstrar medo durante um assalto a mão armada – O Assaltante
já tem uma arma na mão, você não pode dar mais um ponto de vantagem para ele. Mostre a ele que a arma dele não lhe causa medo algum. O medo encoraja o assaltante a prosseguir com o assalto.
O que se deve fazer no caso de um assalto ao seu veículo:
Regra Número 1: REAGIR É IMPRESCINDÍVEL! Mostre ao assaltante quem é que manda. Grite mais alto que a arma! Não demonstre fraqueza. Se você agir assim, talvez consiga intimidar o assaltante e ele irá embora sem maiores problemas. Procure assistir filmes de Kung Fu, observe como os protagonistas roubam as armas das mãos dos vilões. Observe atentamente e procure repetir o processo durante um assalto para roubar a arma da mão do assaltante e assim reverter a situação a seu favor. Outro truque excelente a ser usado é esquivar-se das balas. É muito óbvio mas as pessoas ficam assustadas com o som da arma e acabam levando tiros a toa.
Regra Número 2: Não deixe que o assaltante tome o seu carro sem uma boa briga. Mas fique atento, se os assaltantes estiverem em dupla ou em maior quantidade proteste! Não saia do carro. Prenda seu cinto de segurança e agarre-se no volante. Recuse-se a qualquer custo a sair do carro. Uma hora ele vai desistir de te arrancar de dentro do carro. Lembre-se sempre: O motorista aqui é você! Não vá entregar seu carro a um bandido, muitas vezes eles não tem nem carteira de motorista!
Regra número 3: Caso a força bruta e intimidação não sejam eficientes, então pelo jeito você está lidando com um assaltante jogo duro. Apele para a civilidade, utilize de argumentos para persuadi-lo a deixar de roubar carros. Incentive-o a estudar, talvez assim um dia ele possa ter dinheiro para comprar seu próprio carro um dia. Dê o lembrete de que roubar carros é previsto na constituição como crime penal. Diga a ele como você está se sentindo, abra seu coração. Caso nada disso funcione: Aponte seu dedo médio para ele e vá embora com seu carro. Ele não vai impedi-lo pois perceberá que está sendo inconveniente de verdade.
Lembre-se sempre! O motorista bem educado está a favor da diminuição das estatísticas negativas de seu país! Um carro é assaltado a cada dois minutos, se você for assaltado, prolongue ao máximo o tempo do assalto, tente estender para três, cinco, dez minutos se possível. Só entregue o carro depois de ter enrolado um bom tempo. Seja cidadão!
Quem manda aqui é você!
Frases de Cineastas
In Sem-categoria on Março 2, 2007 at 4:22 amJá que eu copiei ontem, hoje eu copio mais. Só que agora é coisa fina e de gente realmente inteligente.
“Os estadunidenses colonizaram nosso subconsciente.”
- Win Wenders
“O Ser humano é repetição”
- Rodrigo Martins, cineasta Brasiliense corrompido
“A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar o passado melhor do que foi, o presente pior do que é e o futuro melhor do que será”.
– Marcel Pagnol, Cineasta Francês
“A coisa mais triste que possa imaginar é habituar-me ao luxo.”
- Charles Chaplin
“Se quisermos compreender alguma coisa, precisamos nos dedicar ao silêncio”
“Você existe apenas naquilo que faz”.
“O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus”.
- Felini
“A imprensa escreve para vender, não para informar”
- George Pan Cosmatos, Cineasta Italiano
“Ela conhece a diferença entre sexo por trabalho e sexo por amor.”
- Falando de sua esposa, ex-miss Hungria
“Não é pelo meu corpo, que está com tudo em cima, mas por razões familiares.”
- Ao anunciar sua aposentadoria em 2004
- Rocco Siffredi, Diretor e ator de filmes pornográficos
“Lembre-se de que és tão bom como o que de melhor tiveres feito na vida.”
- Billy Wider, Cineasta Polonês
“Um contrato verbal não vale a tinta em que é assinado”.
“Quem tem entusiasmo por seu trabalho não precisa temer nada na vida.”
- Samuel Goldwyn, Cineasta Polonês
“Meus filhos preferem os filmes de John Woo.”
- diretor de O Segredo de Brokeback Mountain (cujo trabalho lhe valeu o Oscar), referindo-se ao diretor chinês de filmes de ação
“Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal… Eu vou-me embora, antes que se torne obrigatório.”
“Não me chame de senhor que eu me deprimo.”
“Tento ser uma espécie de desbravador do óbvio.”
“Sou um maluco que anda por aí.”
- Arnaldo Jabor
“A grande contradição da psicanálise de Freud é que como Freud não conhecia Marx, criou uma teoria cientificamente fundada na neurose humana mas não compreendeu que a neurose é uma doença mental, mas de caráter cultural, provocada pela sociedade burguesa também. Mais tarde, por exemplo, Jung começou a entender as relações da neurose com a sociedade e Wilhelm Reich, que hoje é considerado o psicanalista mais revolucionário, se transformou num marxista.”
- Glauber Rocha
“A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife”.
“Como posso acreditar em Deus se, na semana passada, prendi a língua no rolo de minha máquina de escrever?”
“Finalmente tive um orgasmo. Mas o médico me disse que era do tipo errado”.
“Mais do que em qualquer outra época, estamos numa encruzilhada. Um dos caminhos leva à catástrofe e ao mais terrível desespero. O outro leva à extinção total. Vamos rezar para que façamos a escolha certa”.
“Tomar banho é esnobismo”.
“Não posso escutar muito Wagner. Fico com vontade de invadir a Polônia”.
“Na maioria das vezes, sinto-me decepcionado com meus filmes.”
- Woody Allen
“O cinema brasileiro é feito com dinheiro público, com o dinheiro de um curta se fazem quatro casas populares, com o dinheiro de um longa dá para fazer um hospital. São os trabalhadores, com seus impostos, que pagam estes filmes. Ironicamente, eles não tem dinheiro para ir ao cinema. Cinema, no Brasil, é feito para os ricos, com dinheiro dos pobres. E precisa ser feito, é função do estado garantir meios para produção cultural. Na televisão dá-se o contrário: são as grandes empresas que patrocinam os programas que milhões de brasileiros assistem todos os dias. Não de graça, é claro, eles precisam ver também os comerciais.”
- Jorge Furtado
“Um homem bem-remunerado se torna melodioso, ensina o bar.”
- no livro O Cão da Meia-Noite (Global) Marcos Rey
“Estou buscando aquilo que o povo brasileiro espera de nós desde a chanchada: fazer do cinema brasileiro o pior do mundo””
- Sganzerla
“Somos um país que não se sente latino-americano. A elite costuma dizer que o Chile é um grande país que está num bairro muito ruim”.
- Patricio Guzmán, Cineasta CHileno
“Sempre vejo os atores como marionetes que eu manipulo”
- Takeshi Kitano, Cineasta Japonês
“Agora mais do que nunca nós temos que conversar uns com os outros, ouvir uns aos outros e entender como vemos o mundo e (o) cinema é o melhor meio de fazer isso”
- Martin Scorcese













