Gustavo

Posts de Dezembro, 2006

Como Caviar Causo Frisson e Sou Calvo

In Sem-categoria on Dezembro 27, 2006 at 6:30 pm

Porque nós damos tanta importância aos cabelos ?
É a única parte com que não deviamos nos preocupar tanto, afinal, se for cortado ele cresce, se for queimado ele cresce ,se for estragado ele cresce. Tá ruim? Raspa que ele cresce igualzinho era antes. Se você perder um braço ele não cresce. Além do mais os cabelos nos traem com a idade, eles caem, nos abandonam, ou simplesmente se cansam e ficam brancos alertando a todos “Vejam só, estou na cabeça de um velho!”. Os cabelos definitivamente não são sutis.
Se há algo que realmente ornamenta nosso corpo, não acho que são os cabelos mas sim os braços, uma pessoa sem braços é tão… tão… desprovida de braços, DESMEMBRADA. Agora aquele que não tem cabelos é apenas calvo, soa até elegante. “EU COMO CAVIAR, CAUSO FRISSON, PAREÇO BLASÊ E SOU CALVO!” Não ter cabelos é uma benção, não ter braços é a maldição, imagine não poder coçar as costas!!!
Menos Vaidade para os cabelos, mais para os braços, eles sim são importantes, não crescem se cortados e não nos traem com a idade.
Levante seus braços (se você os tem) e comemore com as mãos para o céu e deixe que os cabelos caiam e apodreçam, ou melhor, que sirvam para alguma coisa, que virem tapetes.

SOLE HAI KAI

In ficção on Dezembro 25, 2006 at 4:03 pm

Ninguém do meu lado
Transpasso Acompanhado
Da rua cinza. Do céu calado.

Aos amigos do Orkut

In Sem-categoria on Dezembro 18, 2006 at 10:27 am

Ofereço-lhes uma estrelinha, três carinhas, três cubinhos e três coraçõezinhos. É tudo o que eu tenho a disposição. Não sei ao certo pra que que serve, mas acredito que no dia em que o Orkut dominar o mundo eles vão lhe servir de alguma forma e é bem provável que venha a se tornar uma espécie de mercadoria negociável ou moeda corrente no mundo digital. Por isso presenteio-lhes, amigos, com um farto futuro.

Escape do Edifício

In ficção on Dezembro 13, 2006 at 4:04 pm

Augusto tinha pressa de encontrar uma coisa que havia perdido há muito mas não sabia por onde começar a procura.
Pedir ajuda? As pessoas precisavam ser muito pacientes com ele porque uma pessoa sem alma é uma pessoa estranha e sem magnetismo. Como ser amado se não se tem uma alma? So é permitido o direito de ser amado àquele que possui uma alma verdadeira.
Augusto teria que continuar procurando sozinho sua própria essência, talvez sua busca durasse o resto de sua vida. Talvez não, talvez ele encontrasse no meio do caminho.
Augusto tentou procurar sua alma no lugar onde havia perdido mas ela não estava lá e ficou clara a mais valiosa de todas as lições: Certas coisas não estão onde foram perdidas… Você as carrega consigo sem saber e só encontra quando está sob a luz.

Caiu nas terras sombrias, as rajadas de sol desidratavam sua pele. Cabelos abafavam o sol e pelos hirtos sobressaiam-se pelos poros buscando uma gota de suor para que pudessem respirar.
Buscava energia para o próximo passo, adiante da pegada que já deixou para trás. Estava longe da estrada e desejando que sua terra descansasse em paz, estava morta para ele.

A Justiça Sacana
__ Cara! Acho que você não tá entendendo a moral da história! O negócio é o seguinte. Ou você se fode ou eu me fodo! E eu não vou me foder por tua causa. Eu sou escolhido de Deus. Simplesmente isso.
Porque? A arma tá na mão de quem? Na minha ou na sua? Deus me escolheu, colocou a arma na minha mão porque quem se fode hoje é você. E Deus no fim das contas não é justo, porque se fosse justo tinha uma arma na sua mão também, mas olhando por outro lado ele é justo porque tem uma arma na minha mão, mas o dinheiro tá no seu bolso, mas é claro que tem ainda o terceiro lado de que no fim das contas tanto a arma vai estar na minha mão quanto o dinheiro vai estar no meu bolso. Deus não é justo, era o que eu pensava quando eu via vocês ricaços erguendo pesos naquela academiazinha de bosta, vocês pagavam mais de 500 reais pra levantar peso. Eu recebia trezentos reais pra levantar peso, erguer concreto e construir muros. Onde tem justiça nisso? Eu pensava. Deus não é justo. Mas aí eu pensei que Deus é justo porque ele me deu livre arbítrio e com esse livro arbítrio eu comprei essa arma, bem interessante, porque agora mesmo com todo o teu dinheiro no bolso é você quem tá se borrando de medo.

Tirei férias,
Fui pra longe da Babilônia
do edifício ou da torre de Babel
Nomeie o colosso como quiser
Um dia ou esse monstro ou se levanta
ou vai ao chão

A Cigarra na selva capitalista

In ficção on Dezembro 13, 2006 at 4:16 am

Acordou onze horas da manhã, cara de sono, preguiça. Foi ao banheiro, escovou os dentes, estava sem fome para tomar café da manhã. Resolveu esperar o almoço.
Saiu na rua, São Paulo, cidade grande, centro do caos, a teia das relações comerciais e no vórtice do centro, a cigarra, com seu rosto amassado pelo colchão confortável está passeando por entre as formigas trabalhadoras.
A cigarra sente vergonha de sua condição de vagabundo, desocupado. Enquanto todos estão carregando papéis, levando informações, pagando, creditando, comprando, a cigarra está apenas passeando.
A cigarra pensa que precisa arrumar um emprego antes da chegada do inverno, caso contrário irá passar fome e congelar.
Não é moralidade ou pretensão, é a segunda e inegável natureza. Assim como as árvores, assim como a terra e o mar, a economia está viva e se move sozinha. Mesmo os marginais estão inclusos aí dentro, tanto na primeira e natural natureza, quanto na segunda e artificial econômica natureza.

Sabotando o Edifício

In ficção on Dezembro 11, 2006 at 6:38 pm


Quem foi que apertou a minha campainha e saiu correndo ontem a noite?
Se pego esse moleque. Há duas semanas atrás tacaram uma pedra na minha janela, tinha um recado na pedra mas a letra era um garrancho de tão má caligrafia que não pude distinguir aquelas palavras de pinturas rupestres.
Retornei a pedra para o lugar de onde veio, na volta, coitada, acertei sem querer a cabeça de uma velhinha que passava na rua. Ví a coitada no chão já com ares de queixosa com a cabeça sangrando, reclamava que eu havia machucado sua pobre cabecinha.

Eu tentei explicar que havia sido sem querer que lhe acertei aquela pedra e ela me disse que eu não precisava mentir, mas depois foi ela quem se desculpou pois também disse que foi sem querer que ela havia acertado minha pobre janelinha.

Um dia de minah kitnet ouví risadas maquiavélicas. Diziam mais ou menos a seguinte frase:
__Bwahahaha Gwauhauahau.

Astolfo está sentado na sua poltrona preferida, lendo seu livro de poemas de Fernando Pessoa. Ele começa a cochilar.
Após alguns minutos de onirismo, Astolfo acorda e percebe que está chovendo, um tremendo temporal. Ele deixa seu livro na estante e resolve tomar um banho.
Enquanto sobe as escadas e pensa no seu maravilhoso banho, ele escuta um barulho vindo do banheiro. Chegando ao banheiro, ele nota que a janela está aberta. Corre, então até a janela, só que não percebe que o chão está todo molhado. Escorrega e bate a cabeça com força no chão. Astolfo fica desacordado de cara pra privada, enquanto sua vida esvai-se pela cabeça e deixa o chão com uma mistura de sangue e água.

Procurando um filme clássico? Difícil de encontrar? Porque não procura na locadora do edifício? Eles tem de tudo lá. É uma compilação enorme, são quatro ambientes de DVDs e VHSs, uma compilação que vem sendo montada desde 1962.

John Mayall and the BlueBreakers estavam tocando ontem no saguão 3S do edifício, foi uma festa e tanto, pessoas por todos os lados tentavam entender o que estava realmente acontecendo, o produtor claro, trancava as portas para impedir os visitantes que chegavam pois tamanha felicidade não era comum naquele edifício e era por isso que qualquer festa sofria sempre do mesmo grave problema de super lotação.

O som da gaita chiando, raspando seu agudos afiados entrelaçados com a guitarra guerreira e os vocais apressados escapavam pelas frestas e percorriam os corredores, invisíveis para as câmeras de vigilância percorriam dentro das salas de trabalho e vazavam nos ouvidos incautos dos rotineiros escritórios e as ondas sonoras reverberavam dentro das caixolas hipnotizadas trazendo-as para fora de seu trabalho fazendo as pernas tremerem e as mãos batucarem, logo toda e qualquer criatura imersa em trabalho estava desconcentrada da tarefa procurando o buraco por onde saia aquele som louco de uma festa desconhecida, a famosa festa secreta do saguão que de secreta nada teve.

Ahhh. Quem não foi perdeu.

Pensei que eu estava acordado mas era apenas um sonho que me fazia perpetrar por aquele caminho mais uma vez.
Meus seguidores já encontravam-se desesperançosos visto que é natural do ser humano perder toda e qualquer crença naquele que escolhe um caminho que parece que sempre induz ao erro. Se ao menos eles pudessem ver as coisas como eu vejo compreenderiam que o erro não se dá por causa do caminho errado que escolhemos mas sim pela falta da fé que eles tinham em mim.

O edifício está ruindo

In ficção on Dezembro 9, 2006 at 1:16 am

O que limeira perdeu…
Limeira,
Um funcionário do trigésimo quinto andar estava prestes a se suicidar, e realmente iria virar pasta no asfalto, mas no momento em que se equilibrava no parapeito para o salto colossal lembrou se aonde estava uma coisa que tinha perdido há tempos. naquele dia Limeira não pegou o elevador, desceu de escada os trinta andares e chegando em casa ele abriu uma gavetinha discreta em sua mesa de apostas (uma mesa de jogar baralho que tinha em casa) e encontrou a “pequena senha” que seus amigos da época de infância haviam criado para destacar os integrantes do “GRUPO”. Esta senha lhe conferia não só o direito de ser um membro privilegiado do grupo, mas também de ter o direito há um vínculo eterno de amizade.

E foi aí então que limeira se deu conta do que havia perdido. Não havia sido a senha. Ele tinha perdido os vínculos verdadeiros, estava cercado de amizades passageiras que durariam apenas o tempo em que seus contatos fossem úteis. Ele não tinha mais amigos, tinha apenas contatos e era isso o que o estava matando. Mas agora limeira tinha uma senha, uma senha que lhe conferia um privilégio especial o de ter amigos até hoje, quarenta e cinco anos depois da infância inesquecível.

19/05/2006 12:11 Disse um deles,
(habitantes das escadarias do setor de puteiros, setor conhecido pelo nome ZONAS ERÓGENAS, localizado nas pequenas portinholas na escadaria do terceiro andar do edifício)

O Hai Kai parece fácil
Não é
Meditando vai

Jornalistas covardes

Ví que coragem era uma virtude incomum entre os jornalistas do Jornal diário que era produzido e circulava pelo edifício.
Qualquer matéria que acontecesse do lado de fora era simplesmente ignorada. O jornal do edifício falava apenas sobre o próprio edifício e os habitantes daquele edifício viviam as regras do edifício chegando ao ponto de confundir-se e até amedrontar-se ao serem chocados de frente com um desafio real do mundo exterior. A concha estava fechada. Era como se tudo fosse o que alí acontecia, criaram uma série de barreiras psicológicas para evitar quaisquer desafios e até mesmo os próprios jornalistas buscavam argumentos para evitar sair do edifício. Entre os mais comuns:
“Está muito frio lá fora!”
“Vai ser impossível fazer essa matéria!”
“O texto é muito grande, eu não vou decorar (pra fazer em ambiente hostil (que é lá fora))”
E por aí iam uma série das desculpas mais esfarrapadas que já se viu.
Um dia eu perguntei: Afinal! Vocês são jornalistas ou ratos? Para que serviu todo o aprendizado e técnica que tiveram até agora? Para ficarem com medo do desafio? Quer dizer que depois de aprender o básico querem estacionar no básico? Estão com medo de produzir algo de verdade? Querem ficar batendo tecla em cima das reportagens quadradas que vocês fazem aqui dentro? Porque não ousam? Porque não correm o risco de errar?

Mas até eu confesso que não tinha coragem de sair lá fora para ver as coisas. E custou muito até que certo dia eu saí temeroso pela porta da frente. Chamava o edifício sempre de edifício pois nunca havia saido para saber o que dizia a placa com seu verdadeiro nome. No dia que criei a coragem para sair da rua compreendí que o edifício se chamava aic.

O EDIFÍCIO

In ficção on Dezembro 8, 2006 at 6:15 am

O edifício era tão alto, mas tão alto que estavam contratando cineastas para exibirem seus curtas no elevador

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Subir seus degraus era doloroso e os mais altos andares eram crias de maratonistas, jogadores de futebol. As mulheres… ahhh as mulheres do último andar, como eram desejadas por suas pernas bem torneadas.

E todo o dia gastavam horas subindo escadas. Horas para subir e horas para descer, mal podiam trabalhar.

Ahhh… O edifício. Como tenho recordações boas daquela época, até mesmo porque eu trabalhava no primeiro andar onde era muito movimentado o dia inteiro e não tinha o inconveniente de subir escadas durante horas ou pegar elevador lotado.

Houve quem quisesse instalar um metrô horizontal mas a idéia não vingou. Os engenheiros eram estúpidos demais para criar bancos adaptaveis, ou vagões em forma de elevador, por isso afirmaram que seu medo era o de que os passageiros cairiam de suas poltronas, ou não conseguiriam se apoiar na horizontal por muito tempo. É um bom motivo para que os trens e metrôs permaneçam deitados, sim eu vos digo, é um bom motivo.

Ahhh o Edifício… Quantas recordações. Quantas recordações eu tenho daquele edifício. Em breve lhes contarei de mais momentos que tive por alí, alguns hilariantes, outros românticos, tive até momentos de ação, mas suspense e medo nunca vivi alí, afinal nunca subí no quinquagésimo oitavo andar.

Ahhh… O quinquagésimo oitavo andar, como era temido. Alguns nem sequer ousavam subir até tal altura, e havia, entre os mais temerosos, aqueles que não ousavam nem sequer citar o temido andar, ou mesmo apertar o botão do elevador do “QUINQUAGÉSIMO OITAVO ANDAR” Sinto calafrios percorrendo as pernas a coluna cervical num espaço mais curto do que o ponteiro de um relógio leva para percorrer 1/4 de segundo, até hoje sinto estes calafrios repentinos ao me referir aquele andar maldito e de desgraças. Ahhh como eu temia o quinquagésimo oitavo andar.

17/05/2006 10:12 Putz. O pcc invadiu o terceiro andar do edifício e fuzilou a mulher do coronel Josué. O josué por sua vez foi pego horas depois e fuzilado dentro de sua casa.

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Uma vez subí no décimo quarto andar para comprar uma coxinha que já estava ficando famosa. A lanchonete do Zuzuca ficou famosa rápido por causa de seus salgados excelentes e com recheios especiais e sobretudo preços baratos, havia quem descece do optagésimo andar pra vir na lanchonete.

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Se você conhecesse pessoalmente o Josué não ia acha-lo tão interessante assim. É um dos mais mal educados sujeitos que eu já ví. Tem mania, no almoço, de comer com as mãos, e no final, se a comida estiver gordurosa ele lambe os dedos sem o menor pudor. Além do fato de que é um mentiroso de marca maior. Na verdade não sei se é mentiroso mas os casos absurdos que ele conta são bem improváveis.

Provavelmente em algum lugar devem haver algumas qualidades sobre ele. Eu, infelizmente não consigo pensar em nenhuma nesse momento.

Com licença, estão precisando de mim no setor gráfico para reparar uma maquina de prensar bíblias no septagésimo andar. Vou demorar algumas horas no elevador por isso preciso preparar minha comida, a próxima viagem está marcada para as 17:40. Droga, não dá tempo de preparar marmita. Sorte que devo ter alguns iogurtes de frutas campestres, isso e a barra de cereais vão me manter abastecido tempo o suficiente para viagem, se eu tiver sorte não vou precisar usar o banheiro do elevador pois meu intestino tem funcionado plenamente nos últimos dias. Tomara que dessa vez os estagiários da ala da burocracia existencial não peguem a mesma viagem que eu. São uns chatos.

Aos Leitores, sonhadores.

In ficção on Dezembro 2, 2006 at 3:21 am


Caros leitores, se algum fio de inteligência perdura em suas cabeças ( e se me perdoam pela arrogância com que vos trato ) creio que é seu dever como cidadão pensante o de se perguntar por qual motivo os criadores criam.
O que leva um homem a se tornar um artista?
Pois bem, em verdade vos digo que pretendo responder pela classe, mas estarei aberto a novas respostas que com o tempo possam surgir.
E a verdade é que, nós artistas estamos acordados sonhando vocês próprios. Assim como vocês, costumamos nos fazer perguntas, e a mais clássica delas é a dúvida constante: Teremos nós nascido no tempo certo? A resposta a nossa própria pergunta é sim, que nascemos no tempo certo, mas estamos no tempo errado, pois o ritmo é constante ao passo de que o mundo se acelera, e vos digo que sofremos muito por isso, pois essa adaptação, se não nos é impossível, e ao menos ardilosa. Mas a verdade ainda mais profunda é a de que nossas almas já nasceram muito antes de nossos corpos e perduraram através das gerações, e durante este periodo atemporal estivemos enxergando a humanidade sob a mesma ótica dos anjos.
E os anjos, caros leitores, nada mais são do que artistas que completaram seu ciclo e acordaram completamente, para que vocês, jovens habitantes destas terras sagradas, pudessem vislumbrar a condição de sonhadores. E observem que estão na verdade montados sobre o tempo, cavalgando, sendo carregados com os olhos fechados dentro de pequenos berços confortáveis, e quem guia a carroça, meus senhores, somos nós, os anjos e os artistas.

Nome de Cangaceiro

In Sem-categoria on Dezembro 1, 2006 at 8:06 pm

(ps. texto do orkut)

Os cangaceiros davam um nome de guerra para proteger a família do cabra contra perseguiçoes. Depois tornou-se praxe ritualista de entrada oficial no cangaço. Nem sempre o apelido pegava.

Por tática, isto é, para não dar gosto à polícia e para não abater a moral da população que o apoiava, lampião fazia com que certos cangaceiros de fama “nunca morressem”. Seus nomes eram repetidos, em DUPLICATA: Baraúna, Beija-Flor, Bentivi, Canário, Canjica, Chá Preto, Gavião, Jurema, Juriti, Medalha, Mergulhão, Mourão, Sabonete, Ventania, Zé Baiano; em TRIPLICATA: Azulão, Jararaca, Meia-Noite, Vila Nova, Zabelê… e até em QÜADRÜPLICATA: Sabiá.

ZÉ BAIANO
Quando Lampião deixou o cabelo crescer surgiram piadas com esse tema, então o Zé Baiano cangaceiro de Lampião Fez um Ferro de Ferrar gado com as iniciais “ZB” e toda mulher de cabelo curte que ele encontrasse a ferrava no rosto.

LUIS PEDRO
esse cangaceiro, fui um braco direito de lampião e ficou com ele ate o dia de sua morte.

VOLTA SECA
Este entrou no bando com apenas 11 anos de idade. Chegou a ser um dos cabras de maior confiança de Virgulino, mas depois de algumas brigas com o lider, acabou tendo que fugir depois de lampião jurar ele de morte.
Cabaou preso, e levado para a penitenciaria Daqui de Salvador/Ba onde cumpriu longos anos na cadeia, até sair e viver na sociedade, se tornando um marco histórico.

TRIPA SECA

Após ser derrotado por chapoln colorado, o grande tripa seca (Don Ramón Valdez), veio ao Brasil, e uniu-se a lampião como um cangaceiro.

JARARACA
Foi preso e assassinado a sangue frio quando Lampião invadiu Mossoró.

JESUÍNO BRILHANTE
também conhecido como o cangaceiro “Romântico”.Seu ingresso no cangaço deveu-se a questões menores, motivadas pela inimizade entre sua família e a inimiga dos Limão, que era protegida por poderosas oligarquias paraibanas e potiguares.

CORISCO
cangaceiro famoso por sua crueldade, valentia e beleza, também chamado de Diabo Louro.

ARVOREDO
Pertencia ao bando de Lampião.
Extraviara-se do bando em uma patrulha, quando do ataque àquele então povoado. Pegara dois meninos como reféns em Jaguarari, Bahia. Todo aparatado, foi pego de surpresa, desarmado e esfaqueado pelos dois. Degolado, teve suas mãos cortadas e levadas para que a polícia fosse acionada.
Sua sepultura está no cemitério velho com a letra “A”, somente. Sem datas, sem nada.

AZULÃO E RIQUEZA
ambos do bando de Lampião, logo após o “sumiço” dos irmãos Porcino. É sabido que o bando de Lampião, antes de ser assim denominado, era o bando dos Irmãos Porcino, Antônio, morto na Bahia por um oficial, e Pedro, morto pelo sogro em Sergipe, anos após ter-se casado no patrimônio Santa Brígida. Riqueza era um jovem rapaz, filho de um senhor de engenho. Este Riqueza, apesar da pouca idade, revelou-se muito corajoso e engenhoso, testemunha disso é a seguinte passagem:
Lampião ainda vivia sonhando em liquidar Zé Lucena, o assassino de seu velho pai.
(infelizmente jamais veio a conhece-lo pessoalmente.)Zé Lucena andava por esses tempos com a tal “esquadra volante”, milícia que formou com a jagunçada que ia encontrando pelo sertão afora.Lampião, para atraí-lo enviou o Riqueza, que se fez passar por recruta e foi inclusive “promovido” a cabo pelo “tenente Lucena”. Usava o nome de Cabo Matias.

CABELEIRA
Um dos pioneiros do cangaço, precursor deste movimento no sertão brasileiro.

LUCAS DA FEIRA
Poderemos falar do Lucas da Feira (1807-1849), de Feira de Santana, Bahia, apontado também, como um dos precursores do Cangaço.

COCHETE

Maritaca, baioneta, godhê, avelóz, Luis Padre, Zé Serena, Sila,